domingo, 19 de abril de 2015

Festival de Montreux 2015 cheio de atrações

Nessa última quinta-feira (16)  os organizadores do prestigiado festival apresentaram um eclético “Line-up” para a 49ª edição do maior evento de música da Suiça realizado em Moutreux. Nomes como Lenny Kravitz, Lady Gaga, Tony Bennett, Portishead e a Irlandesa Sinéad O’Connor – se destacam ao lado de Gil e Caetano.

O festival acontece entre os dias 03 e 18 de junho e terá logo na abertura oThe Chemical Brothers. Um dos momentos mais esperados é o encontro deChick Corea e Herbie Hancock, revivendo o histórico duo de 1979. Caetano e Gil subirão ao palco, juntos, no dia 15 de junho e quem abre o show dos dois éMaria Gadú.

A passagem em Montreux faz parte da turnê que os dois músicos anunciaram – batizada de “Dois Amigos, Um Século de Música”. A viagem da dupla começa justamente pela Europa e apenas no segundo semestre é que desembarca no Brasil, com shows em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 17 dias à beira do Lago Leman, Montreux trará uma programação imperdível que inclui o mestre Quincy Jones, Santana, Jackson Browne, Lionel Richie e Dianne Reeves, além de todos já citados aqui que fazem parte do DNA da itapema.

E pra fechar com chave de ouro, a noite de encerramento será dedicada ao violonista flamenco Paco de Lucía, que morreu em fevereiro de 2014.

Caetano está em turnê com o show “Abraçaço” e Gil também com sua homenagem a João Gilberto e a bossa nova em “Gilbertos Samba” mas esse encontro celebra os 50 anos de carreira dos músicos.

fonte: Itapema FM 


domingo, 12 de abril de 2015

CINEMA NA SALA DE AULA É OBRIGATÓRIO

UMA REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A LEI 13006: para além da exibição dos filmes nas escolas



Marcos Donizetti da Silva*



A Lei nº 13.006 torna a exibição de filmes de produção nacional obrigatória nas escolas de ensino básico por, no mínimo, duas horas mensais, exigindo, assim, que sejam criadas ou repensadas práticas escolares que, muitas vezes, já acontecem nesse campo.

Ou seja, quais são, efetivamente, os parâmetros de exibição desses conteúdos? Isso porque apenas passar o filme não contribui diretamente na formação do estudante enquanto sujeito pensante, crítico e formador de opinião. Nesse sentido, é importante pensar a aplicação da lei em contexto mais amplo, isto é, criar metodologias para que esse processo atinja o público em perspectiva abrangente, como parte integrante do currículo escolar.

A intenção é tornar o processo de mediação, pela escola, realmente atrativo, uma vez que lidamos com a ausência de uma cultura de assistir filmes em casa e na própria escola. É preciso que a exibição seja interessante e envolva os estudantes no debate e reflexão sobre essas produções, para que esse processo ganhe força, já que, por meio dele, terão outro olhar quando forem assistir qualquer tipo de filme, novela ou seriado, por exemplo.

Criar minimamente um parâmetro para utilizar dessa possibilidade do cinema leva ao desafio de gerar reflexões sobre o contexto em que se está vivendo, implicando, portanto, inserir a exibição nesse mesmo contexto social. A realidade plural das crianças envolve pensar o meio urbano, rural, comunidades quilombolas, indígenas e ciganas. Significa entender que o cinema, para além do campo do entretenimento, abre possibilidades de descoberta de perspectivas de visão de mundo. Enfatiza-se, por isso, principalmente, o processo de formação de professores para investigação com os estudantes sobre o que é exibido, bem como a trajetória do diretor, conteúdos relacionados ao filme e ao seu contexto de discussão.

Devemos pensar como preparar o professor para que seja realizado um trabalho que não seja entediante para o aluno, mas, prazeroso, para que estudantes e professores se apropriem dessa linguagem. O cinema é uma produção elitista e cara e, na maioria das vezes, as comunidades não têm acesso às produções que, no meio urbano, estão concentradas nos shoppings. A exibição nas escolas deve oportunizar, assim, o trânsito pelos dois espaços – escola e cidade – com outro olhar, para conhecer obras diversas, especialmente, o cinema nacional.

Para tanto, é benéfico o diálogo e a troca de experiências com agentes culturais do setor, os cineclubistas do entorno da escola, já que o agente local realiza seções de diferentes formatos com vários tipos de públicos – escolas, cinemas de rua, por exemplo, que podem indicar, de certa forma, processos formativos que vão influenciar na questão da leitura, visão de mundo e perspectiva de atuação na realidade. A perspectiva do diretor do filme, seu olhar político sobre a realidade tratada, ou seja, a investigação prévia pode formular experiências que visem promover a postura critica dessa produção e sua articulação com contextos locais. Dessa forma, será preciso planejar a formação e articulação entre os atores envolvidos no processo, para que este não signifique uma sobrecarga de atividades e responsabilidades, na visão do professor, mas um instrumento que vem potencializar, efetivamente, as suas ações de trabalho.

Propor o filme já é um recorte e direciona olhar político sobre a realidade. A seleção dos filmes passa também pela produção massiva, desde que se reflita criticamente sobre os assuntos que dialogam com a realidade. Por isso, a formação é fundamental para se observar realidades diversas: não se pode olhar de forma restrita para uma realidade plural que implica diferentes linguagens e formatos. Ao diversificarmos as perspectivas de produção e olhares, incluindo documentário, animação, vídeo arte, por exemplo, buscamos abordagens que dialogam com a pluralidade de expressões, para alcançar uma experiência diferenciada daquelas já oferecidas.


*Graduado em Cinema e Audiovisual, cineclubista e educador.




segunda-feira, 23 de março de 2015

A Internet ameaçada (por Manuel Castells)

Como a rede, promessa de comunicação livre e sem intermediários, pode se converter no contrário: mecanismo de controle social em massa e de redução dos cidadãos a mercadorias

Tradução: Inês Castilho | No Outras Palavras

Noventa e sete por cento da informação do planeta está digitalizada. E a maior parte dessa informação nós é que produzimos, por meio da internet e redes de comunicação sem fio. Ao nos comunicar, transformamos boa parte de nossas vidas em registro digital. E portanto comunicável e acessível via interconexão de arquivos de redes. Com uma identificação individual que se conecta com nossos cartões de crédito, nosso cartão de saúde, nossa conta bancária, nosso histórico pessoal e profissional (incluindo domicílio), nossos computadores (cada um com seu número de código), nosso correio eletrônico (requerido por bancos e empresas de internet), nossa carteira de motorista, o número do registro do carro, as viagens que fazemos, nossos hábitos de consumo (detectados pelas compras com cartão ou pela internet), nossos hábitos de música e leitura, nossa presença nas redes sociais (tais como Facebook, Instagram, YouTube, Flickr ou Twitter e tantos outros), nossas buscas no Google ou Yahoo e um amplo etcetera digital. E tudo isso referido a uma pessoa: você, por exemplo. Supõe-se sem dúvida que as identidades individuais estejam legalmente protegidas e que os dados de cada um sejam privados. Até que deixem de ser. E essas exceções, que na verdade são a regra, referem-se ao relacionamento com as duas instituições centrais em nossa sociedade: o Estado e o Capital.

Nesse mundo digitalizado e conectado, o Estado nos vigia e o Capital nos vende, ou seja, vende nossa vida transformada em dados. Vigiam-nos pelo nosso bem, para proteger-nos do mal. E nos vendem com nossa própria concordância, quando aceitamos cookies e confiamos nos bancos que nos permitem viver de crédito (e, portanto, julgam-se no direito de saber a quem fornecem cartão). Os dois processos, a vigilância eletrônica maciça e a venda de dados pessoais como modelo de negócio, ampliaram-se exponencialmente na última década, pelo efeito da paranoia da segurança, a busca de formas para tornar a internet rentável e o desenvolvimento tecnológico da comunicação digital e do tratamento de dados.

As revelações de Edward Snowden sobre as práticas de espionagem permanente, no mundo inteiro (com escassa proteção judicial ou simplesmente ilegais) expuseram uma sociedade em que nada pode escapar à vigilância do Grande Irmão, nem Angela Merkel. Não foi sempre assim, porque não estávamos digitalizados e não existiam tecnologias suficientemente potentes para obter, relacionar e processar essa imensa massa de informação. A emergência do chamado big data, gigantescas bases de dados em formatos comunicáveis e acessíveis (como o imenso arquivo da Agência Nacional de Segurança dos EUA — NSA — em Bluffdale, Utah) resultou no reforço dos serviços de inteligência depois do bárbaro ataque a Nova York, assim como da cooperação entre grandes empresas tecnológicas e governos, em particular com a NSA (que é parte do Ministério de Defesa dos EUA, mas goza de ampla autonomia).

O diretor da NSA, Michael Hayden, declarou que, para identificar uma agulha num palheiro (o terrorista na comunicação mundial) é necessário controlar todo o palheiro — e é isso que acabou conseguindo, segundo seus critérios, com uma cobertura legal flexível. Ainda que os Estados Unidos sejam o centro do sistema de vigilância, os documentos de Snowden mostram a cooperação ativa com as agências especializadas de vigilância do Reino Unido, da Alemanha, da França e de qualquer país, com exceção parcial da Rússia e da China, salvo em momentos de convergência. Na Espanha, depois da escandalosa revelação de que a NSA havia interceptado 600 milhões de chamadas telefônicas, Snowden apontou que na realidade a CNI havia feito isso por conta da NSA. Seguia a política do ex-primeiro-ministro José Maria Aznar, que deu ao presidente norte-americano George W. Bush permissão ilimitada para espionar na Espanha em troca de material avançado de vigilância. E vigiaram qualquer pessoa que estivesse compartilhando informação.

Mas foram as empresas tecnológicas que desenvolveram as tecnologias de ponta para o Pentágono. E foram empresas telefônicas e de internet que entregaram os dados de seus clientes. Só se zangaram quando souberam que a NSA as espionava sem sua permissão. Facebook, Google e Apple protestaram e encriptaram parte de suas comunicações internas. Porque na realidade essa é uma possível defesa da privacidade: facilitar comunicação encriptada aos usuários. Sem dúvida, não é difundida porque contradiz o modelo de negócio das empresas de internet: a coleta e venda de dados para publicidade focalizada (que constituem 91% dos ganhos do Google).

Ainda que a vigilância sem controle do Estado seja uma ameaça à democracia, a erosão da privacidade provém essencialmente da prática das empresas de comunicação de obter dados de seus clientes, agregá-los e vendê-los. Vendem seus usuários — nós mesmos — em forma de dados. Sem problema legal. Leia a política de privacidade publicada pelo Google: o buscador outorga-se o direito de registrar o nome do usuário, o correio eletrônico, número de telefone, cartão de crédito, hábitos de busca, pedidos de busca, identificação de computadores e telefones, duração de chamadas, localização, usos e dados das aplicações. Fora isso, respeita-se a privacidade. Por isso o Google dispõe de quase um milhão de servidores para processamento de dados.

Como evitar ser vigiado ou vendido? Os criptoanarquistas confiam na tecnologia. Vã esperança, para as pessoas normais. Os advogados, na justiça. Batalha árdua e lenta. Os políticos ficam encantados por saber tudo, com exceção dos seus dados. E o indivíduo? Talvez mudar por si mesmo: não utilize cartões de crédito, comunique-se em cibercafés, ligue de telefones públicos, vá ao cinema e a shows ao invés de baixar filmes ou música. E se isso for muito pesado, venda seus dados ao invés de doá-los — como propõem pequenas empresas que agora proliferam no Vale do Silício…

.oOo.

*Manuel Castells é professor de comunicação, titular da cadeira Wallis Annenberg de comunicação, tecnologia e sociedade da Annenberg School for Communication, da Universidade de Southern California, em Los Angeles, Estados Unidos. Diretor do Projeto Internet Catalunya, da Universidade Oberta da Catalunha, Barcelona, Espanha. Autor, entre outros, de A Era da Informação e A Galáxia da Internet.


Fonte: Sul21


quarta-feira, 18 de março de 2015

Leite de Qualidade do Noroeste Gaúcho

por Pedro Büttenbender*



Vida saudável, agregando valor e alimentando a economia e o desenvolvimento


O leite é considerado um dos alimentos mais importantes da vida saudável do homem ao longo dos tempos. Sustenta a mais importante cadeia produtiva do Noroeste Gaúcho, reconhecidos os desafios e as tendências da sociedade.

A cadeia produtiva é um sistema formado pelo conjunto das atividades econômicas, congregando todas as etapas do complexo agroindustrial, integrando produção e seus insumos, indústria, comercialização, comercialização até o consumidor final. O leite é reconhecido em estudos nacionais e internacionais, dentre eles com projeto de pesquisa da Unijuí que é por nós coordenado, que irriga uma cadeia com elevada agregação de valor e grandes aportes ao desenvolvimento regional.

O Noroeste Gaúcho tem a sua história somente reconhecida na plenitude com a presença da cadeia produtiva do leite, combinado com as demais cadeias de alimentos, metalmecânica, móveis, confecções e outros. Todas geram uma saudável contribuição à diversificação e progresso da região. O vigor maior é aportado econômica, social e ambientalmente pela cadeia produtiva do leite, envolvendo desde a comercialização de insumos, máquinas e equipamentos à montante da produção (negócios antes da produção rural) e na industrialização, transporte, distribuição e comercialização da produção, a jusante (negócios após a produção rural).

As mudanças e inovações tecnológicas são desenvolvidas e incorporadas com protagonismo pela cadeia do leite, em todos os elos da cadeia produtiva, revelando indicadores de produção e produtividade equivalentes aos melhores do país. A produção está alicerçada num tecido numeroso de produtores, organizados na maioria em cooperativas, que estão combinados com várias indústrias de operações nacionais e internacionais, destacando CCGL, Br Foods/Carbery e DPA-Nestlê, indústrias de médio porte e uma grande número de indústrias de pequeno porte (onde se incluem as agroindústrias) que atendem a mercados estaduais com grandes impactos na economia dos municípios.

A Região Noroeste do RS, abrangendo 77 municípios vinculados ao território dos Coredes Celeiro, Fronteira Noroeste, Missões e Noroeste Colonial, responde por aproximadamente 60% da produção de leite do Estado. Abarca aproximadamente 40 mil famílias, com mais de 160 mil agricultores vinculados, considerando a média de 4 pessoas por unidade familiar. A produção de quase 4 milhões de litros por dia, atingindo um faturamento mensal de R$ 103 milhões. Este representa somente ao nível do produtor um faturamento de mais de R$ 1,3 bilhão.

Pesquisando a região Fronteira Noroeste, com abrangência de 20 Municípios, possui atualmente 11.508 produtores de leite, representando aproximadamente 40.000 pessoas diretamente envolvidas (média pessoas por unidade familiar). São produzidos e comercializados 1.062.744 litros de leite por dia, que ao preço médio de R$ 0,86 por litro, representa um faturamento mensal de R$ 27 milhões. Com maior produção diária na região estão os municípios de Santo Cristo com 160.000 lts, Três de Maio com 120.000 lts, Tuparendi com 85.000 lts, Cândido Godói com 81.000 lts e Santa Rosa com 75.000 lts. Estes dados combinados também com fonte na Emater/RS.

Em síntese, o leite se destaca: pela agregação de valor a economia local; incorporação de produtos e serviços de outras cadeias produtivas; absorção de grande quantidade de mão de obra, com geração de oportunidades de trabalho e renda; Remuneração de fatores de produção tecnologicamente inovadores nos diversos elos da cadeia (alimentação, genética e sanidade do rebanho, máquinas, processos, formação técnica das pessoas, etc); produção de leite com qualidade e indicadores confirmados pelos laboratórios públicos e privados; bons níveis de rastreabilidade da produção no conjunto da cadeia; elevado impacto no comércio e serviços da região; elevado aporte ao valor adicionado dos municípios e da região; elevadas taxas de reinvestimento na economia local-regional da renda gerada pela cadeia e a atração de novos investimentos; sustenta uma rede de programas e projetos de formação técnico-profissional; um dos mais rígidos sistemas do país em termos de fiscalização sanitária e de controle de qualidade de produto; redução abrupta da informalidade no sistema produtivo;

Quanto aos desafios futuros aponta-se para:

· Investir na qualificação da imagem e conceito do produto leite e derivados produzidos no Noroeste Gaúcho, com a valoração da certificação de origem e de marca ao produto produzido.

· Investimentos na qualificação da cadeia produtiva do leite e a sua competitividade em mercados nacionais e internacionais.

· Maior cooperação entre agentes produtivos (produtores e empresários), governos e órgãos de fomento e formação e sociedade, visando qualificação da cadeia produtiva do leite.

· Fomentar a organização cooperativa e associativa entre os operadores integrantes dos elos da cadeia produtiva, em especial, os produtores que são em maior número e diversos;

· Implantar mecanismos de contratualização entre os elos da cadeia de produção, em especial entre indústrias e produtores, indicando sistemas de rastreabilidade da produção.

· Aprimoramento da legislação e das práticas de comercialização, em especial, entre produtores e indústria, ampliando a segurança alimentar e as garantias econômicas entre os elos da cadeia.

Os cenários futuros da cadeia produtiva do leite no Noroeste Gaúcho resultam da combinação, por um lado, das tendências e desafios do sistema que envolve os elos desta cadeia produtiva e as cadeias demais presentes na região. Por outro, o panorama e as projeções sócio-econômicas para as próximas décadas. Isto requer práticas inovadoras nos processos de gestão do desenvolvimento territorial, contemplando o melhor alinhamento estratégico das lideranças e entidades, maior cooperação em torno de um programa de qualificação da competitividade da matriz produtiva, aumento nos investimentos públicos e privados referenciado em projetos sustentáveis, a agregação de valor e a promoção do desenvolvimento.

Outros estudos e documentos, solicite: pedrolb@unijui.edu.br


*Pedro Luís Büttenbender é Doutor em Administração, Mestre em Gestão e Especialista em Cooperativismo e Administrador. Professor Pesquisador da Unijuí,/Dacec. Presidente do Corede Fronteira Noroeste e Coordenador da Rede Internacional de Universidades - Cidir. pedrolb@unijui.edu.br


>> Texto publicado originalmente na edição impressa nº 49 da Revista Afinal.



quinta-feira, 12 de março de 2015

Entrevista com o Prefeito Nildo Hickmann de Horizontina

Gestão Pública, Transparência, Desenvolvimento, Inclusão Social e Inovação são os princípios que norteiam o governo de Nildo Hickmann

Entrevistamos o prefeito Nildo Hickmann, de Horizontina, município que completa 60 anos de emancipação político-administrativa. A Lei que criou o Município tem o n.º 2.556, de 18 de dezembro de 1954, assinada pelo então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles, verificando-se a sua instalação em 28 de fevereiro de 1955. É considerada o Berço Nacional das Colheitadeiras Automotrizes. Sede da multinacional John Deere. É considerada berço de imigração alemã, italiana e polonesa, com a chegada em 1927 dos primeiros colonizadores. Somente em 1944 o distrito passa a se chamar Horizontina, hoje conhecida no mundo inteiro através da indústria de automotrizes John Deere Brasil e por ser a cidade natal da modelo Gisele Bündchen. Atualmente, o município tem cerca de 20 mil habitantes.

Ele avalia sua administração e aponta perspectivas para daqui a 10 anos.

Confira!

O início

Prefeito Nildo Hickmann é professor. Foi vereador em 1988 e começou a sua militância na Pastoral da Juventude. “Esse envolvimento com igreja, sindicato, política partidária é o que forjou a nossa participação até chegarmos a ser eleitos democraticamente para governar Horizontina”, assevera Hickmann. Ele avalia que no Executivo as funções são mais complexas e exigem atenção redobrada já que existe um envolvimento com todos os setores e o prefeito precisa tomar decisões.

- Atendemos diariamente a comunidade. Isto é um compromisso de campanha. Mas em função de reuniões de planejamento, discussões, viagens, assinaturas de documentos, tarefas intermináveis e que tomam todo o nosso tempo, nem sempre conseguimos atender a todos. Trabalhamos de 14 a 16 horas por dia! Inclusive, sábados e domingos. É preciso deixar claro que nosso expediente não se resume às oito horas diárias. Vai além! E mesmo assim somos cobrados diuturnamente.


Como foram os primeiros dois anos de governo?
Prefeito Nildo Hickmann: Mesmo com uma experiência na gestão pública como vereador e depois como vice-prefeito, minha avaliação é que o primeiro ano de governo não foi muito fácil. Mesmo porque tivemos que nos adequar a um orçamento preparado pelo gestor público anterior, além de termos que dirigir uma máquina (administrativa) em dificuldades. A infraestrutura deficiente dos veículos, das máquinas... então, neste primeiro ano foi preciso fazer uma reestruturação.

No segundo ano já foi possível trabalhar com um orçamento próprio, em cima de prioridades e compromissos assumidos ainda no período eleitoral que era uma expectativa da comunidade. Entre elas foi atender a questão da infraestrutura com um avanço mais rápido na questão de incentivos, principalmente na área da indústria do setor metal-mecânico ou na prestação de serviço.

Quero destacar, no entanto, que o nosso principal trabalho no ano passado foi a elaboração de projetos. Havia a possibilidade de trocas de governos, então, priorizamos os projetos e os encaminhamos previamente. No primeiro ano tivemos problemas na equipe técnica do Setor de Engenharia, mas já estamos resolvendo. Homologamos um concurso público realizado ano passado. Publicaremos nos próximos dias o edital solicitando a apresentação dos aprovados.


Quais os instrumentos de transparência disponíveis à comunidade?

Prefeito Nildo Hickmann: Estamos investindo na informatização dos setores públicos, na interligação, para que possamos levar as informações com mais rapidez aos cidadãos. Esta tarefa fez com que fôssemos agraciados em dezembro de 2014, com o selo “Boas Práticas de Transparência” instituído pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Os municípios precisam se adequar às novas normas. Os cidadãos, os contribuintes, têm essa abertura, esse direito de acompanhar os processos de gestão, de fiscalizar onde estão sendo investidos os recursos públicos? Quais são as obras? Quais são os projetos em andamento? Isto faz com que os municípios aperfeiçoem suas respectivas gestões de forma clara, ética e transparente. Estas ferramentas estão à disposição da comunidade horizontinense.


Quais as demandas do setor empresarial?

Prefeito Nildo Hickmann: Determinamos que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) tomasse providências nos sentido de liberar a área do Distrito Industrial 2, que há anos estava paralisada. A Câmara aprovou a ampliação e aquisição de mais 25 hectares para atender a demanda de empresas que aguardam para se instalar no local.

Avaliamos e implantamos uma nova lei de incentivos para as empresas. Atualmente, são nove terrenos repassados no Distrito Industrial_ 2 e mais dois na área do Distrito Industrial_1. Nesta área (DI_1), estamos executando e já em fase final, obra de asfaltamento com investimentos no valor de R$ 2 milhões.

A área industrial conta com uma boa estrutura para poder receber mais empresas.


E a questão da água para o interior?

Prefeito Nildo Hickmann: O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou uma defasagem na receita sobre a cobrança de água no interior do município. O poder público dispende cerca de R$ 450 mil por ano pra manter a água no interior. O TCE aponta que devemos ter receita no mínimo igual para compensar esta prestação de serviços. O assunto está em discussão na Câmara. Se somar os valores dispendidos com o recolhimento do lixo mais o fornecimento de água para o interior, isto totaliza mais de R$ 1 milhão por ano. E os investimentos que ainda precisam ser feitos?


Recuperação e abertura de ruas

Prefeito Nildo Hickmann: Investimos na recuperação das ruas do centro da cidade. Agora, nossa prioridade é o projeto Meu Bairro, Minha Cidade. Precisamos recuperar ruas, fazer a limpeza de nossas avenidas, recuperar de estradas do interior, recuperar e ampliar o fornecimento de água potável. Temos necessidade da abertura de novas avenidas que necessitam recursos na ordem de R$ 12 milhões. São obras que direcionam o crescimento da cidade e amenizam a concentração que ocorre no centro urbano.


Como está a área de saúde?

Prefeito Nildo Hickmann: Enfrentamos algumas dificuldades por falta de médicos. É uma carência que nós temos. Além disso, precisamos avaliar a questão do Hospital Oswaldo Cruz. É urgente que encontremos uma solução. Os desafios estão aí e precisamos enfrentá-los e se possível, solucioná-los. Conseguimos melhorar os serviços de nossas demandas. Diminuímos as filas. Os cidadãos e cidadãs não têm mais necessidade de se deslocar até a unidade de saúde e aguardar desde a madrugada para ser atendido. Atualmente, cerca de 50% do atendimento é feito agendamento prévio. Além de manter as cinco unidades bem estruturadas e com equipes de odontologia disponível para a população. Estamos agora planejando o Centro de Atendimento Odontológico. Precisamos ainda de mais dois médicos para completar nossas equipes de saúde. Acreditamos ainda que teremos uma discussão positiva em relação ao Hospital Oswaldo Cruz e, certamente, faremos um acerto.


Orçamento

Prefeito Nildo Hickmann: Viramos o ano com superávit no orçamento, aproximadamente, R$ 1,5 milhão. Deste valor já temos valores comprometidos com obras licitadas no ano passado, a qual destaco a execução da 2ª parte da recuperação da praça central, quer será licitada nos próximos dias. Dependemos a liberação de R$ 1,5 milhão do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) que será investido na pavimentação de ruas.

O orçamento do município é de R$ 82 milhões para este ano de 2015. Passamos de R$ 69 milhões para R$ 82 milhões. A folha de pagamento absorve 45% do total. Nós aumentamos nossa receita. Atualizamos o valor venal dos imóveis.


Educação

Prefeito Nildo Hickmann: Fizemos um grande investimento na área de educação. Em todas as salas de aula das nossas escolas possuem lousa digital, laboratórios de informática... Na nova escola que assumimos, a Cristo Rei, também possui equipamentos modernos. Na Educação Infantil temos 700 crianças com idade até quatro anos que são atendidas pelo município. Incorporamos 25 professores que pertencem ao Colégio Cristo Rei, além de mais 200 alunos.


Quais as ações que o governo tem implementado na área social?

Prefeito Nildo Hickmann: O poder público municipal atende cerca de 700 pessoas entre crianças, jovens e adolescentes através de importantes projetos sociais. Temos parceria com a Fundação John Deere, com o SESI, com as escolas municipais, ações que contemplam o esporte e arte. Horizontina não possui mais crianças nas ruas, ociosas e pedintes. Estão todas encaminhadas nos projetos que desenvolvemos.

No bairro Bela União, área com algumas carências, que tem cerca de 500 famílias residindo por lá, conseguimos recursos para construir uma praça esportiva, além da construção de 18 unidades residenciais do projeto federal Minha Casa, Minha Vida.

Outro projeto que destaco é a construção de 18 unidades residenciais do projeto federal Minha Casa, Minha Vida, que estão em fase de conclusão e o projeto de construção de mais 72 casas, com área definida e a contrapartida estrutural do município concluída.

Destaco ainda o Centro da Terceira Idade a qual estamos operacionalizando reformas como pintura e instalação de condicionadores de ar.

Na área de inclusão, implantamos a Central de Atendimento da Linguagem Brasileira de Sinais, a LIBRAS.

Inovação

Prefeito Nildo Hickmann: Exemplo de inovação pode-se verificar no calçamento realizado com outros materiais que não as pedras irregulares. O município investiu R$ 600 mil no calçamento de “concreto intertravado”, considerado o piso mais ecológico do mercado.


E o contorno viário?

Prefeito Nildo Hickmann: Este é um grande desafio! A propósito disso, estivemos em Porto Alegre para conversar com o Secretário Estadual de Planejamento que nos apresentou o novo diretor do DAER, ocasião em que reiteramos a prioridade do projeto do contorno viário. Ficou definido visita da equipe técnica ao local e do trajeto a ser executado. Nos próximos meses a equipe do DAER deverá aprovar o projeto e encaminhar para a Secretaria de Infraestrutura.


E a questão dos recolhimentos dos resíduos sólidos?

Prefeito Nildo Hickmann: Um dos grandes desafios deste ano de 2015 é articular a questão dos resíduos sólidos, coleta, destinação e reciclagem dos entulhos. Existe lei que regula isso e precisamos colocar em prática. Isto tudo tem um custo que recai sobre o poder público. Coletamos cerca de 500 cargas de caçamba de entulhos por mês. É muito entulho! É urgente que o executivo, entidades organizadas da nossa comunidade nos articulemos para resolver esta questão. Teremos que fazer um trabalho de conscientização a fim de que os cidadãos assumam sua parte de responsabilidade nesta questão.

O problema do lixo seco e orgânico temos, praticamente, resolvido no município. O serviço é terceirizado e funciona muito bem, com avaliações periódicas feitas pela Secretaria de Obras.

Acreditamos que 2015 será um ano positivo e especial. Horizontina comemora os 60 anos de emancipação político-administrativa e inúmeras atividades ocorrerão com vistas a comemorar a data. Recentemente tivemos aqui a abertura da colheita da safra de milho com as ilustres presenças do governador Sartori, do secretário da agricultura Ernani Polo, do presidente da Assembleia Legislativa. 


Investimentos

Prefeito Nildo Hickmann: Nós temos ido atrás de recursos federais com a apresentação de projetos que totalizam mais de R$ 2 milhões oriundos de emendas parlamentares de diversas bancadas que serão aplicados em asfalto (R$ 1,5 milhão) do PAC, além de equipamentos que os municípios receberam. Temos também a construção do CRAS o qual serão investidos R$ 400 mil. Na área tecnológica temos o projeto Cidade Digital com a instalação de rede de fibra ótica que possibilitará acesso à internet de qualquer ponto da cidade. O projeto já foi aprovado pelo Ministério de Ciência. Tecnologia & Inovação e agora só depende da execução. Dentro deste projeto encontra-se o projeto de implantação das câmeras de vídeo para monitoramento e segurança da comunidade. São projetos que serão executados ainda neste ano de 2015.


Plano Diretor
Prefeito Nildo Hickmann: Outro desafio da nossa administração é a discussão e aprovação do novo Plano Diretor. O atual é de 1974. Contratamos equipe da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) para fazer o novo Plano Diretor do município que nos dará a direção para os próximos 25/30 anos. É preciso agora a discussão e votação na Câmara de Vereadores para que a gente possa colocar em prática. A equipe da UFRGS fez um levantamento por cerca de um ano, nos bairros, em todo o município. Discutiu com setores da comunidade, com a nossa equipe técnica de engenharia e será daí que nortearemos os rumos do progresso, do desenvolvimento. A realidade do município mudou e precisamos ajustar o Plano para esta realidade e projetar o futuro.


Quais as maiores dificuldades que o seu governo enfrentou neste período?

Prefeito Nildo Hickmann: Infraestrutura, carência no Parque de Máquinas que possam auxiliar em obras de terraplenagem. Temos dificuldades nesta área. Muitas empresas nos solicitam auxílio e, por carência no parque de máquinas não conseguimos atendê-las.

Temos carência no que se refere à limpeza das ruas. A cidade cresceu muito. Novos bairros surgiram. Houve redução no número de funcionários. A legislação não permite que usemos secantes e, também não é possível utilizar pessoas em troca de cestas básicas. São dificuldades que enfrentamos no dia-a-dia da nossa administração.

Mas são questões que nesse terceiro ano de governo já fazem parte do nosso planejamento. Mais máquinas para que possamos desempenhar as tarefas demandadas pela comunidade.

Nos próximos 90 dias devem chegar novos equipamentos que foram adquiridos, que são: um rolo compressor, uma retroescavadeira, uma escavadeira giratória e quatro caçambas novas.

São R$ 2 milhões de investimentos com recursos próprios. Enfim, isto significa um bom investimento. É uma estrutura sucateada que vem de muitos anos e precisa de renovação. É o que estamos fazendo. O interior do município depende muito dos serviços de máquinas para melhorias das estradas e escoamento da produção, do leite, dos produtos agrícolas, do deslocamento dos estudantes e das pessoas que necessitam vir à cidade.


Comunicação

Prefeito Nildo Hickmann: A legislação que regula esta área é bastante rígida. Temos dificuldade em divulgar nossas ações. Utilizamos o que nos é possível. Programa de rádio, redes sociais, veículos impressos e reuniões com as comunidades. Mas estamos trabalhando e pensando em alternativas que possam permitir que os cidadãos saibam o que estamos fazendo, mesmo porque a comunicação é um direito de todos.


O senhor tem o conceito de ser uma pessoa afável, sorridente, simpática. O senhor acredita que essas características possam influenciar numa futura reeleição?

Prefeito Nildo Hickmann: O fato de ocupar um cargo público não nos impede de sermos cordiais, educados e recíprocos com a comunidade a qual estamos representando. Tenho recomendado aos secretários de governo e comissionados que sejam afáveis com todos. Eu tenho por hábito parar, conversar, dar atenção às pessoas. Por mais que a agenda esteja lotada, um sorriso, um cumprimento ou simplesmente, ouvir a pessoa. Eu tenho feito muito isso. E tentar resolver as demandas solicitadas pelos cidadãos. Nem sempre é possível. Mas tento resolver. Têm exemplos de cidadãos que nunca haviam entrado no gabinete do prefeito.

Não me abato com as críticas exaradas contra os políticos em geral. Não aceito essas críticas. Tenho partido. Não aceito o envolvimento de membros do partido em ações ilícitas. Porque quando a gente assume o compromisso de trabalhar com recursos públicos, temos que ter transparência em nossos atos. Não abro mão deste princípio!


O senhor é candidato à reeleição?

Prefeito Nildo Hickmann: Não tem nada definido sobre esta questão. Preciso ainda avaliar este assunto. Meu foco está centrado nos compromissos assumidos na campanha anterior e quero cumpri-los. Falta muito tempo para a eleição.

Eu tenho sido muito claro. A comunidade precisa ser parceira de nossos projetos. Devemos esquecer os ranços do processo eleitoral. Temos que ter respeito entre nós. Temos que somar forças. O prefeito eleito é para todos, não apenas para uma agremiação partidária. Não tivemos problema nenhum em ir ao encontro do Governador Sartori para convidá-lo a vir até Horizontina para o ato de abertura da colheita do milho. Convidamos também o Secretário Ernani Polo. Independente da cor partidária. Todos os partidos têm suas dificuldades e problemas. Todos os partidos têm pessoas sérias, honestas e que pensam sim na execução dos projetos em defesa da comunidade. Não podemos generalizar quando se fala em corrupção.


Como o senhor visualiza Horizontina daqui a 10 anos?

Prefeito Nildo Hickmann: Vejo Horizontina daqui a 10 anos com uma formação diferenciada, tanto nas escolas de ensino fundamental como no ensino superior, com novos cursos. Vejo Horizontina com visitantes de diversos países que circulam por aqui em função da grande fábrica que está lotada aqui. Isto já ocorre, mas creio que haverá incremento. Vejo a execução de muitos investimentos e o novo Plano Diretor haverá de dar uma direção para este crescimento. Acredito no interesse das empresas em vir se instalar aqui. Assim como questão de logística que dependerá muito da qualidade de nossas estradas e vias de ligação. Acredito que o governo estadual precisa dar uma atenção especial para a nossa região. Vejo Horizontina como um lugar cada vez melhor de se viver. Esta é a nossa principal função como administradores: preparar o município para o futuro.


*Síntese da entrevista foi publicada originalmente na edição impressa da Revista Afinal nº 49 - fevereiro/2015.


quarta-feira, 11 de março de 2015

Denúncias de assédio moral aumentam 25% em 2014

Denúncias de assédio moral ao MPT-RS aumentam 25% em 2014

Órgão é responsável por 46 ações em curso na Justiça do Trabalho e firmou 53 TACs que envolviam o tema no último ano

O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) recebeu, em 2014, 390 denúncias sobre assédio moral no trabalho, número 25% maior que o de 2013. No momento, há em curso 383 procedimentos envolvendo o tema, 46 deles ações na Justiça do Trabalho. Também em 2014, foram firmados 53 termos de ajuste de conduta (TACs) com empresas alvo de investigação envolvendo assédio moral.

De acordo com o procurador-chefe adjunto do MPT-RS, Rogério Uzun Fleischmann, “o assédio moral não se caracteriza por uma ação isolada. Ele é um comportamento repetitivo e que tem como efeito agredir, humilhar, diminuir a autoestima da pessoa, o que pode levá-la, como é comum, à situação de depressão”. Segundo o procurador, o assédio não parte apenas de superiores hierárquicos e não é feito necessariamente com berros ou palavras ofensivas. Mesmo que em geral se verifique que o assediador é o superior hierárquico, o chamado assédio moral vertical, a agressão também pode partir de colegas de trabalho, o assédio moral horizontal.

Caso seja alvo de assédio, a pessoa deve reunir provas, de preferência escritas e testemunhais. Não são descartadas, porém, gravações de áudio ou de vídeo. Quando a situação envolver direitos coletivos, a orientação é procurar o MPT-RS para realizar a denúncia, através do site www.prt4.mpt.mp.br. O sigilo é garantido.


quinta-feira, 5 de março de 2015

População ribeirinha intensifica luta contra hidrelétricas no RS

Atingidos e ameaçados por Garabi e Panambi preparam mobilizações para a segunda semana de março 

As famílias ribeirinhas estão cada vez mais ameaçadas pelas hidrelétricas de Panambi e Garabi, previstas para a fronteira entre o Brasil e a Argentina, no Rio Uruguai. Durante a semana do 14 de março, dia internacional de luta contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida, atingidos e ameaçados do Rio Grande do Sul realizarão uma série de mobilizações com o objetivo de dialogar com a sociedade e repudiar a construção das hidrelétricas. 



O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), juntamente com o Sínodo Noroeste da Igreja de Confissão Luterana no Brasil e a Diocese de Santo Ângelo, já vem organizando diversos encontros formativos com as populações ribeirinhas. Além disso, o MAB busca mediar negociações entre as empresas e as famílias ameaçadas e pressionar os governos a cumprir o que está estabelecido na política estadual de direitos das populações atingidas, estabelecida pelo governo gaúcho no ano passado. 

De acordo com a militante do MAB, Cecilia Zarth, a população repudia a construção da obra devido aos inúmeros problemas sociais e ambientais que já foram causados em outras barragens na Bacia do Rio Uruguai e, principalmente, pelo caso da empresa Engevix. “A empresa faz parte do consórcio que está realizando os estudos das obras, sendo a mesma empresa que alguns anos atrás fraudou os Estudos e o Relatório de Impacto ambiental (EIA/RIMA) da barragem de Barra Grande, entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.”, denuncia. 

Vários são os problemas causados e não solucionados pela construção das barragens na bacia do Rio Uruguai. “Pela total falta de respeito com a população demonstrada pelas empresas, estamos mobilizados denunciando mais esta violação dos direitos humanos. Exigimos o imediato cancelamento dos trabalhos que estão sendo feitos pelas empresas”, afirma. 

O exemplo recente e negativo é a construção da barragem de Belo Monte, que tem sido foco de muitos conflitos, tensão e de seguidas paralisações. A UHE de Belo Monte, igualmente a Garabi e Panambi, é de responsabilidade do Governo Federal/Eletrobrás. Outra semelhança é que havia uma promessa de que lá tudo seria diferente das demais obras, que os aspectos social e ambiental teriam prioridade, mas novamente ficou só na promessa. “Não queremos deixar nossas propriedades para dar lugar a uma barragem”, afirma o agricultor Pedro Pessoa, ameaçado pela construção da barragem de Panambi, residente no município de Alecrim. “O método das reuniões que a empresa vem realizando nas comunidades não esclarece a população e quer convencer que essas barragens trarão desenvolvimento, boas indenizações e o progresso para região. O discurso utilizado é o mesmo das outras barragens que já foram construídas e que acabaram deixando muitas famílias sem terra e comunidades inteiras desestruturadas”, salienta. 


Fonte: Neudicléia de Oliveira

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Produtos orgânicos conquistam espaço em Santa Rosa



Com a certificação orgânica de produtos de sete famílias de Santa Rosa, os consumidores passam a ter mais opções de consumo de alimentos limpos, livres de venenos. Parte destes produtores comercializa no Mercado Público e outros fornecem para programas de compras institucionais e alimentação escolar, além de venda direta ao consumidor. Desde fevereiro deste ano, no primeiro domingo de cada mês, também há produtos disponíveis para comercialização no Brique da Praça, que acontece nas manhãs dos domingos na Praça da Bandeira em Santa Rosa, das 9h às 12h. 

Para conquistar o certificado de conformidade orgânica de seus produtos, os agricultores passaram por um processo de avaliação de um grupo de técnicos e produtores vinculados à Rede Ecovida de Agroecologia.

Nas propriedades foram avaliados critérios que revelam se os produtos vistoriados estão adequados à legislação para fins de emissão de certificado e selo de produto orgânico, de acordo com a Instrução Normativa nº 46, de 6 de outubro de 2011, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entre os cuidados adotados estão a não utilização de agroquímicos na produção e a inclusão de barreiras naturais que evitam que produtos tóxicos aplicados em lavouras próximas contaminem a produção.

Produtora de Lajeado Tigre, Ilse Rutke exibe com orgulho o certificado de conformidade orgânica no box do Mercado Público. “Nunca usei veneno, nem vou usar. Assim respeito a saúde da minha família e das demais”, afirma.

O processo de certificação orgânica nas regiões Fronteira Noroeste e Missões foi desencadeado em 2014, quando foram realizadas vistorias e avaliações de todas as propriedades, culminando na entrega do certificado de conformidade orgânica a mais de 30 agricultores familiares da região.

São parceiros no processo de estímulo à produção e certificação orgânica, Rede Ecovida de Agroecologia, Emater/RS-Ascar, Agência Regional de Educação, Desenvolvimento e Pesquisa (Arede) e Central de Cooperativas Unicooper e REMAF. Após as visitas, os vistoriadores e entidades parceiras reúnem-se em fevereiro para avaliação da adequação das propriedades aos critérios de conformidade orgânica.


100 dias para o início da Indumóveis

A 100 dias da Feira da Construção e do Mobiliário


A Indumóveis Internacional 2015 acontecerá de 11 a 14 de junho, no Parque de Exposições de Santa Rosa.

A contar de segunda-feira, 02 de março, faltarão apenas 100 dias para o início da maior feira das empresas de construção civil e do setor moveleiro do Noroeste Gaúcho. Dezenas de voluntários se mobilizam nas comissões de trabalho que organizam a Indumóveis Internacional, evento que terá ingresso gratuito ao público visitante.

A Comissão de Comercialização de espaços é coordenada pelo empresário Elias Dall’alba. O grupo imprime um ritmo acelerado para contratar os poucos estandes internos e as áreas externas que ainda não foram comercializadas. A intenção é contar com aproximadamente 120 expositores.

Serão utilizadas as duas primeiras ruas do Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. A parte frontal aos pavilhões já foi esgotada. Restam terrenos aos fundos. Nos pavilhões, há alguns espaços nas empresas que comercializam móveis e produtos afins, no espaço do Feirão de Imóveis e para instituições.

Nos próximos dias o presidente da Indumóveis Internacional 2015, Adelco Führ, deve anunciar a realização de um evento regional para a imprensa e convidados para lançar o evento deste ano e apresentar a campanha publicitária.

Contatos

Comissão de Comercialização - Elias Dall’alba - 9922-0804

Presidente do Evento - Adelco Führ - 8122-0344

Secretaria - Simone da Rosa - 9918-5697

www.indumoveisinternacional.com.br


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Expedição ecológica: lançamento será nos próximos dias

EXPEDIÇÃO ECOLÓGICA RIO URUGUAI

Lançamento Projeto Tape I Iandê 




SANTA ROSA - O lançamento do Projeto TAPE I IANDÊ (Caminho das Águas) ocorrerá no dia 28 de fevereiro (sábado), às 17 horas, no Balneário Londero, município de Dr. Maurício Cardoso.

Está previsto ato que reunirá patrocinadores, entidades e autoridades convidadas.

No dia seguinte, 1º de março, às 7 horas, a embarcação sairá em definitivo de Londero em direção a primeira cidade do roteiro de 355km, Porto Mauá, com chegada prevista para o final da tarde.

O roteiro completo abrange as cidades de Novo Machado, Porto Mauá, Alecrim, Porto Vera Cruz, Porto Lucena, Porto Xavier, Pirapó, São Nicolau, Garruchos e São Borja.

O Projeto Tape I Iandê contempla a navegação no Rio Uruguai, em um trecho de 355 km, por meio de uma jangada movida a propulsão humana (pedais), no período de 01 a 10 de março de 2015.

O objetivo da expedição é chamar atenção para os cuidados com rio, no sentido de proteger e recuperar a qualidade da água através da manutenção da mata ciliar.

Ao término da expedição, a jangada servirá de estande em feiras e eventos da região, para promoção das causas ambientais, proporcionando a exibição de filmes, realização de palestras, debates e demais atividades que sensibilizem e fomentem a reflexão. Seu primeiro compromisso seria a Feira do Livro de Santa Rosa em maio de 2015.


Capacitação obrigatória para os proponentes do Fundo de Cultura

Último encontro de capacitação será neste sábado





O Fundo Municipal de Cultura de Santa Rosa está disponibilizando um total de 150 mil reais para que artistas, produtores e entidades culturais possam apresentar e realizar seus projetos. O edital 2015 do Fundo, que tem algumas modificações em relação ao que esteve em vigor no ano passado, mantém o teto de 15 mil reais por projeto.

Uma das exigências do edital é a obrigatoriedade da participação dos proponentes em ao menos um dos encontros de capacitação promovidos pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. O último deles ocorrerá neste sábado, 21 de fevereiro, às 9h, na Biblioteca Pública Municipal Olavo Bilac (Rua Buenos Aires, 938).

O prazo para inscrição dos projetos encerra-se em 02 de março próximo. Quem ainda não acessou o edital pode fazê-lo pelo linkhttp://www.santarosa.rs.gov.br/downloads_ver.php?dow_id=1639.



Inédita expedição ecológica pelo Rio Uruguai

SANTA ROSA - Grupo de ecologistas integrados na Organização Não Governamental (ONG) Terra Verde prepara embarcação que deverá percorrer 355 quilômetros pelo Rio Uruguai. A expedição prevista para ocorrer entre 1º e 10 de março, partirá do Balneário Londero, no município de Dr. Maurício Cardoso, com destino a São Borja. A embarcação denominada “Jangada Tape I Iandê” (na língua guarani, Caminho das Águas), faz parte do Projeto Santa Rosa Nosso Planeta, criado em 2012 com o apoio da empresa Resicon e participação da ONG Terra Verde.


Integrantes da ONG Terra Verde

O objetivo da expedição é chamar atenção para os cuidados com rio, no sentido de proteger e recuperar a qualidade da água através da manutenção da mata ciliar.

Nos oito dias previstos para o deslocamento da jangada pelo Rio Uruguai, o grupo fará ações culturais voltadas à questão ambiental direcionada para a população ribeirinha, além de contatos, entrevistas e levantamento fotográfico.

O grupo terá apoio de três equipes, em terra e água, com revezamentos de acordo com a necessidade. Seis tripulantes ocuparão a jangada, em média. O apoio por barco servirá para dar suporte geral e deslocar a jangada para locais apropriados, levando-se em conta as condições do rio. Já o apoio por terra, fará contatos com entidades e pessoas que prestarão auxílio nos eventos que ocorrerão no decorrer da expedição.

Paralelamente, ocorrem os procedimentos para inscrição e registro da embarcação à Delegacia Fluvial de Uruguaiana e notificação ao DAER e DNIT para o transporte da embarcação por via terrestre.


A EMBARCAÇÃO


A jangada Tape I Iandê (Caminho das Águas)

A jangada tem seis metros de cumprimentos e 3,2 metros de largura, com estrutura principal em ferro, proteção inferior e lateral de aluzinco de construção, com base inferior preenchida com isopor de isolamento. O assoalho é composto por madeiras de palets e contará com pedais e outras partes oriundas de bicicletas usadas. A cobertura terá lonas sobre estrutura de ferro. Desprovida de motor, contará apenas com a propulsão humana através de um sistema de pedal para movimentação de roda de água (conjunto de pás).

Não será sobrecarregada com mantimentos, pois conta com equipe de apoio que acompanhará o trajeto por terra para, dentre outros fins, abastecimento. Haverá um barco a motor, pilotado por pescador registrado e experiente da região costeira, acompanhando todo o trajeto da jangada, servindo de apoio à expedição e vigilante aos possíveis transtornos da correnteza, tombos e relevo do Rio Uruguai.


Base de ferro e utilização de materiais recicláveis.

Ao término da expedição, a jangada servirá de estande em feiras e eventos da região, para promoção das causas ambientais, proporcionando a exibição de filmes, realização de palestras, debates e demais atividades que sensibilizem e fomentem a reflexão. Seu primeiro compromisso seria a Feira do Livro de Santa Rosa em maio de 2015. 

ROTEIRO

A jangada sairá do Balneário Londero no município de Dr. Maurício Cardoso e chegará ao município de São Borja, passando pelos municípios de Novo Machado, Porto Mauá, Alecrim, Porto Vera Cruz, Porto Lucena, Porto Xavier, Pirapó, São Nicolau e Garruchos.

Por fim, o projeto Tape I Iandê prevê a elaboração de documentários, edição de livros e registros fotográficos que municiará os integrantes da ONG Terra Verde, dentre os quais profissionais das áreas de Educação, Biologia, Geologia, Gestão Ambiental, na continuidade do trabalho de conscientização ambiental junto à população.

O projeto tem financiamento de empresas santa-rosenses.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Fecomércio contra o reajuste salarial


A Fecomércio/RS, representando o Sindilojas Missões e demais Sindilojas do Estado, associados, lojistas e empresários do setor, ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade da Lei Estadual n° 14.653/2014, que reajustou em 16% o piso salarial regional, em dezembro de 2014. 

De acordo com o advogado e assessor jurídico do Sindilojas Missões, Arnaldo Palivanas Filho, a inconstitucionalidade da lei foi reconhecida liminarmente pela desembargadora Lúcia de Fátima Cerveira, que suspendeu os efeitos da lei que reajusta o percentual do salário regional para o ano de 2015 a partir de fevereiro. Posteriormente, a liminar concedida foi confirmada pelo desembargador Tulio de Oliveira Martins, relator da ação que será apreciada e julgada pelo Tribunal de Justiça. 

“Desta forma, constata-se que os valores fixados pelo governador Tarso Genro para os pisos salariais do Rio Grande do Sul para o ano de 2015 estão suspensos até o julgamento final da ação, que poderá confirmar a inconstitucionalidade da lei, o que impedirá que o aumento ocorra no ano de 2015, ou então, julgar improcedente a ação, o que acarretará a revogação da liminar”, disse o advogado. 

Segundo ele, caso julgada improcedente, os empregadores terão que pagar as diferenças salariais, que poderão ocorrer sem correção na primeira folha de pagamento após a publicação da decisão no Diário Oficial.

fonte: Sindilojas Missões (Edna Lautert)


História dos jornais no Brasil




O jornalista Matías Molina colocará no mercado três livros sobre a história dos jornais brasileiros. O tema das obras é resultado de décadas de pesquisa. Com o trabalho, o autor pretende abarcar toda a história da imprensa no país, desde suas primeiras manifestações no Brasil colônia até os dias atuais. O primeiro volume da série, intitulado História dos Jornais do Brasil - Da Era Colonial à Regência (1500-1840),será lançado em 10 de março.

O primeiro livro chega ao mercado com 536 páginas e fala sobre a imprensa no período colonial, tempo em que o Rio de Janeiro era sede da Corte, e se estende até a época da Independência. A história de que os jornais foram palco de disputas políticas será contada.

Editado pela Companhia das Letras, o volume traz epílogo com análise dos fatores que condicionaram o desenvolvimento da imprensa no país e ajudam a explicar a baixa penetração dos jornais na sociedade brasileira. A segunda obra vai falar sobre os jornais do Rio de Janeiro até o início do século XXI. O terceiro livro conta a história dos impressos de São Paulo no mesmo período.

Molina tem em seu currículo passagens pela Editora Abril, onde foi editor-chefe do grupo de revistas técnicas e lançou a revista Exame, pela Folha, como editor de Economia, e pela Gazeta Mercantil. No mercado editorial, é autor do livro Os melhores jornais do mundo.


fonte: Comunique-se

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

MUSICANTO PRESTA CONTAS À COMUNIDADE

Fernando Keiber apresentou o balanço do evento com todos os fornecedores pagos e com recursos líquidos ainda por entrar.

O orçamento do evento ficou em R$ 405 mil

Secretário de Cultura Anderson Farias, vice-prefeito
Benvegnú, presidente do Musicanto Cláudio Joner
e o produtor Fernando Keiber, da Gaia Cultura e Arte.

Nesta sexta-feira, 13, pela manhã, na sala de reuniões da prefeitura de Santa Rosa ocorreu a prestação de contas do Musicanto 2014, organizado pela Secretaria de Cultura e Turismo de Santa Rosa/RS e a produtora Gaia Cultura e Arte.
O ato reuniu imprensa, patrocinadores, vereadores, secretários de governo, colaboradores e convidados.
O Secretário Anderson Farias abriu os trabalhos com uma saudação aos presentes. Logo depois, o prefeito Alcides Vicini se manifestou, reafirmando o seu apoio ao evento. Cláudio Joner, que presidiu o Musicanto 2014, fez uma avaliação crítica e externou seu agradecimento a Fernando Keiber, executivo da produtora Gaia Cultura e Arte que articulou o aporte de recursos que possibilitou a realização do evento.
Fernando Keiber apresentou a prestação de contas resumidamente e destacou que todos os documentos referente ao Musicanto 2014 estarão à disposição de qualquer cidadão que desejar conferi-los detalhadamente. Basta entrar em contato com a Secretaria de Cultura do município.
Keiber afirmou ainda, que todos os fornecedores foram pagos e falta apenas entrar o patrocínio da CORSAN no valor de R$ 8 mil. Em relação à GVT, patrocinadora master do evento, Keiber acredita que a empresa deverá renovar o apoio para o próximo Musicanto.



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Cotrimaio tem mais um ano para se recuperar


Mais prazo para a Cotrimaio se recuperar

Em assembleia realizada terça-feira (10), os associados da Cotrimaio aprovaram a liquidação extrajudicial por mais um ano.

Com cerca de 12 mil sócios, a cooperativa já estava há dois anos em processo de liquidação. O objetivo, segundo o liquidante Silceu Dalberto, é dar continuidade ao plano elaborado para a recuperação financeira da Cotrimaio, com dívida estimada em R$ 200 milhões.

As contas de 2014 também foram apresentadas na assembleia. O faturamento líquido foi de R$ 240 milhões e o resultado líquido, de R$ 534 milhões. O orçamento para 2015 traça como meta de faturamento para o ano R$ 265 milhões.

Em entrevista a Rádio Colonial, Dalberto anunciou que vai ser o primeiro a defender mudanças na Lei de Falências e Recuperação Judicial, que atualmente não contempla as cooperativas.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Brasileiro de futsal abre temporada em Giruá


Começa nesta quarta-feira (11) a edição da Taça Nacional de Futsal. A competição, que abre o calendário do salonismo brasileiro em 2015, será disputada na cidade de Giruá. Destaque para os grandes times que estarão envolvidos na disputa.

Em quadra estarão se enfrentando em sistema de triangular, por pontos corridos, o campeão da Taça Libertadores e Gaúcho de 2015, o Atlântico Erechim, o pentacampeão paranaense, Cascavel, o tradicional Tambasa/Minas, além do Blumenau/SFC, um dos times sensações da última Liga Nacional de Futsal.

A competição começa nesta quarta-feira (11), com os jogos ocorrendo na parte da noite, a partir das 19h, no Ginásio Municipal da cidade. Às 11h desta quarta, também acontece o congresso técnico, que entre outras decisões, apontará a tabela oficial de jogos.

A competição será em sistema de pontos corridos com todos os times jogando entre si em turno único. Serão dois jogos por noite, até sexta-feira. O time que somar a maior quantidade de pontos, leva o título.

A Taça Nacional de Futsal integra as festividades dos 60 anos de emancipação político-administrativa do de Giruá. Homologada oficialmente na Confederação Brasileira de Futsal (CBFS), a Taça Nacional abre as competições preparatórias de equipes de alto nível no Brasil, sendo uma oportunidade única para ver de perto uma competição com quatro equipes da Liga Nacional, de diferentes estados.

Fonte: auonline Erechim


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Gaúchos garantem qualidade do leite e exigem medidas para enfrentar a crise do setor

Gaúchos garantem qualidade do leite e exigem 
medidas para enfrentar a crise do setor

Entidades, Cooperativas, lideranças e produtores mobilizados



SANTA ROSA - O Leite, considerado um dos alimentos mais importantes da vida dos brasileiros, motoriza uma das cadeias produtivas mais importantes na economia do Rio Grande do Sul. O leite produzido no Noroeste Gaúcho é reconhecido pela sua qualidade, do produtor à mesa do consumidor. A indústria, cooperativa ou não, está próxima ao produtor. 

Grandes investimentos em fomento e qualificação do processo produtivo, em alimentação, genética e manejo do rebanho vem gerando aumento na produção e produtividade. Orientado pro boas práticas, desde a ordenha à indústria, com crescentes tecnologias de rastreabilidade, o leite e seus derivados possuem qualidade garantida, alimentando uma cadeia produtiva com elevada agregação de valor e aportes ao desenvolvimento regional.
O Noroeste Gaúcho tem na produção de leite a sua principal sustentabilidade econômica e um dos maiores fatores de fixação de famílias no campo. Combinado economicamente com as demais cadeias produtivas de alimentos, metalmecânica, móveis, confecções e outros, geram uma matriz produtiva saudável e diversificada para o progresso da região. O vigor maior é aportado econômica, social e ambientalmente pela cadeia produtiva do leite, envolvendo desde a produção e comercialização de insumos, máquinas e equipamentos a montante da produção (negócios antes da produção rural) e no industrialização, transporte, distribuição e comercialização da produção, a jusante (negócios após a produção rural).
A produção está alicerçada num tecido numeroso de produtores, organizados na maioria em cooperativas, que estão combinados com várias indústrias, com operações nacionais e internacionais, destacando CCGL, Br Foods/Carbery e DPA-Nestlê, indústrias de médio porte e uma grande número de indústrias de pequeno porte (onde se incluem as agroindústrias) que atendem a mercados estaduais com grandes impactos na economia dos municípios. 

A Região Noroeste do RS, abrangendo 77 municípios vinculados ao território dos Coredes Celeiro, Fronteira Noroeste, Missões e Noroeste Colonial, responde por aproximadamente 60% da produção de leite do Estado. Abarca aproximadamente 40 mil famílias, com mais de 160 mil agricultores vinculados, considerando a média de 4 pessoas por unidade familiar. A produção de quase 4 milhões de litros por dia, atingindo um faturamento mensal de R$ 103 milhões. Este representa somente ao nível do produtor um faturamento de mais de R$ 1,3 bilhões. 

A região Fronteira Noroeste, com abrangência de 20 Municípios, possui atualmente 11.508 produtores de leite, representando aproximadamente 40.000 pessoas diretamente envolvidas ( média pessoas por Unidade familiar). São produzidos e comercializados 1.062.744 litros de leite por dia, que ao preço médio de R$ 0,86 por litro, representa um faturamento mensal de R$ 27 milhões. Com maior produção diária na região estão os municípios de Santo Cristo com 160.000 lts, Três de Maio com 120.000 lts, Tuparendi com 85.000 lts, Cândido Godói com 81.000 lts e Santa Rosa com 75.000 lts. Estes dados combinados também com fonte na Emater/RS.

Em síntese, o leite se destaca: pela agregação de valor a economia local; incorporação de produtos e serviços de outras cadeias produtivas; absorção de grande quantidade de mão de obra, com geração de oportunidades de trabalho e renda e fixação das famílias rurais no campo; Remuneração de fatores de produção tecnologicamente inovadores nos diversos elos da cadeia (alimentação, genética e sanidade do rebanho, máquinas, processos, formação técnica das pessoas, etc); produção de leite com qualidade e indicadores confirmados pelos laboratórios públicos e privados; bons níveis de rastreabilidade da produção no conjunto da cadeia; elevado impacto no comércio e serviços da região; elevado aporte ao valor adicionado dos municípios e da região; elevadas taxas de reinvestimento na economia local-regional da renda gerada pela cadeia e a atração de novos investimentos; sustenta uma rede de programas e projetos de formação técnico-profissional; um dos mais rígidos sistemas do país em termos de fiscalização sanitária e de controle de qualidade de produto; redução abrupta da informalidade no sistema produtivo.

Solicitações de curto prazo:
• Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), façam a quisição de leite em pó reduzir os estoques no mercado.
• Imediata liberação de linha de crédito específica para socorrer os produtores de leite, no moldes do crédito emergencial concedido aos agricultores atingidos pela estiagem.
• Ministério do Desenvolvimento Agrário conceder bônus para pagamento dos custeios pecuários vinculados a área do leite.
• Deputados federais a agilidade na tramitação e aprovação do Projeto de Lei – PL 8216/2014, que altera o art. 83 da Lei nº 11.101, de 09/02/2005, da “Lei das Falências”, assegurando prioridade na classificação na ordem dos créditos na falência aos devidos a agricultores familiares pela venda de seus produtos.
• Cobrar a responsabilidade e o comprometimento para com os produtores das indústrias que desfrutam de benefícios fiscais e isenção tributária;

A médio prazo solicitam e propõem:
• Investir na qualificação da imagem e conceito do produto leite e derivados produzidos no Noroeste Gaúcho, com a valoração da certificação de origem e de marca ao produto produzido.
• Investimentos na qualificação da cadeia produtiva do leite e a sua competitividade em mercados nacionais e internacionais.
• Desenvolvimento de programa visando a certificação de origem, sobre a Qualidade Superior do Leite do Noroeste Gaúcho.
• Maior cooperação entre agentes produtivos (produtores e empresários), governos e órgãos de fomento e formação e sociedade, visando qualificação da cadeia produtiva do leite.
• Fomentar a organização cooperativa e associativa entre os operadores integrantes dos elos da cadeia produtiva, em especial, os produtores que são em maior número e diversos.
• Implantar mecanismos de contratualização entre os elos da cadeia de produção, em especial entre indústrias e produtores, indicando sistemas de rastreabilidade da produção.
• Aprimoramento da legislação e das práticas de comercialização, em especial, entre produtores e indústria, ampliando a segurança alimentar e as garantias econômicas entre os elos da cadeia.

Os cenários futuros da cadeia produtiva do leite no Noroeste Gaúcho resultam da combinação, por um lado, das tendências e desafios do sistema que envolve os elos desta cadeia produtiva e as cadeias demais presentes na região. Por outro, o panorama e as projeções sócio-econômicas para as próximas décadas. Isto requer práticas inovadoras nos processos de gestão do desenvolvimento territorial, contemplando o melhor alinhamento estratégico das lideranças e entidades, maior cooperação em torno de um programa de qualificação da competitividade da matriz produtiva, aumento nos investimentos públicos e privados referenciado em projetos sustentáveis, a agregação de valor e a promoção do desenvolvimento.

Contatos:
Conselho Regional de Desenvolvimento – Corede Fronteira Noroeste
Endereço: RS 344, Km 39 - Cx.P. 489 – 98.900.000
Santa Rosa/RS (Câmpus da Unijuí) - Fones: 55-35115200 – 55-99621318
E-mails: coredefn@unijui.edu.br e pedrolb@unijui.edu.br :

Associação dos Municípios da Região da Grande Santa Rosa – AMGSR
Rua Sergipe, 141 - SANTA ROSA - CEP: 98900000
secretaria@amgsr.com.br - Fone: 55-35125774

Cooperativas, Sindicatos, Universidades e Prefeituras do RS.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Sicredi Noroeste RS inicia as Assembleias 2015

Encontros consolidam a gestão democrática e participativa e reúnem associados para a prestação de contas de 2014 e apresentação do planejamento para 2015

Equipe de funcionários do Sicredi Noroeste - Três de Maio (RS)
O Sicredi Noroeste RS inicia seu processo assemblear de 2015, no dia 05/02, em Encontro com a Mídia Regional. No dia 09/02 inicia a série de Reuniões de Núcleos, informativas, por locais, que ocorrem à noite. Dia 20/02 inicia a sequência de Assembleias de Núcleos, deliberativas, por municípios e se realizarão no horário do meio-dia. A Assembleia Geral está convocada para o dia 15/04 no Clube Buricá em Três de Maio, com os delegados, líderes dos 64 núcleos da Sicredi Noroeste RS, das 18 Unidades de Atendimento localizadas nos 12 municípios de sua área de atuação. 

Estas oportunidades, reuniões e assembleias de núcleos, marcam a gestão democrática e participativa do Sicredi, na qual os associados, por meio da atuação do coordenador de núcleo, têm voz ativa para decidir os rumos das cooperativas.

Nas assembleias em 2014, participaram 10.128 associados. “A participação é importante para que o associado acompanhe de perto a gestão de sua cooperativa. Quanto mais ativa ela for, incluindo a utilização de produtos e serviços, mais forte será a cooperativa e mais benefícios os associados e a comunidade terão”, destaca o presidente da Sicredi Noroeste RS, Glei Amaro Linhares.