terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Consumismo: a dimensão psicológica

Por Lais Fontenelle*


Ímpeto irracional de compra devasta natureza e amplia desigualdade. Mas é alimentado pela ideia de que mercadorias suprem vazios existenciais


O trânsito insano nos grandes centros urbanos, a excitação provocada pelas luzes e decoração das cidades, filas enormes no estacionamento dos shoppings e a imposição da compra de um número quase sem fim de presentes: para familiares, amigos secretos ou simplesmente conhecidos.

Fico pensando no real significado da data, de fechamento do ano e de um ciclo. Será que estamos comemorando o Natal de forma sustentável, com tanto desperdício de comida e embalagens, amontoado no dia seguinte às comemorações? Será que passamos valores humanos para as crianças ao comemorar um Natal em que o presente é o mais importante da festa e as cartas endereçadas ao bom velhinho trazem listas sem fim de brinquedos e eletrônicos – objetos de desejo de nossas crianças desde a mais tenra idade?

Consumo consciente versus consumismo. Esse talvez seja o maior desafio que a contemporaneidade nos reserva: como consumir de forma mais consciente e crítica, principalmente em épocas como o Natal, quando somos atravessados e impelidos a consumir em excesso?

Não podemos negar que o consumo faz parte de nosso cotidiano. É um fator importante no processo de desenvolvimento econômico, pois aquece o mercado e a produção, gera renda e empregos. Mas, quando recebe o sufixo ismo essa prática, tão trivial no nosso dia a dia, vira doença. Oneomania ou compulsão por comprar é hoje um fenômeno que acomete 3% da população brasileira, a maioria mulheres, segundo dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas em São Paulo.

Um alerta, porém: atualmente o consumismo não é tido como doença. É um hábito e estilo de vida, aceito em nossa sociedade desde a infância não só pelo estímulo incansável do mercado, mas também pela enorme pressão social que nos convida a consumir sem reflexão. Mais do que um hábito, o consumismo hoje agrega valor ao indivíduo.

E aí vale a reflexão: que valores são esses que estamos transmitindo às crianças? Hábitos consumistas e valores materialistas que priorizam o ter em detrimento do ser, o individual acima do coletivo, a competição ao invés da cooperação. Fato que fica evidente no documentário de 2008 “Criança, Alma do Negócio”, da diretora Estela Renner, numa cena surpreendente em que somente uma em cada dez crianças diz preferir brincar a comprar.

O estilo de vida consumista nos coloca, portanto, questões sérias e urgentes. A primeira é de ordem ética e moral: 20% da população mundial consomem 80% dos recursos naturais, ou seja, poucos consomem muito, enquanto a maioria passa por privações. Num país como o Brasil, que tem uma desigualdade social enorme, esse fator se agrava contribuindo para o aumento da violência.

O segundo ponto diz respeito às questões ambientais, pois sabemos que os recursos são finitos e nos relacionamos com eles de forma insustentável. Por fim, não podemos deixar de mencionar os impactos emocionais que esse estilo de vida impõe aos sujeitos contemporâneos que crescem acreditando na posse e oferta de objetos como sinônimo de felicidade e demonstração de afeto.

Se antigamente nossos elos sociais se davam por instâncias claras como espiritualidade, família e escola, hoje precisamos adornar nossos corpos para nos fazer visíveis e assim sermos reconhecidos e aceitos como membros da sociedade. O consumo transformou-se em passaporte para obtenção de cidadania, proporcionando ao sujeito visibilidade social. Bens e serviços funcionam como ingresso de trocas sociais e afetivas.

A cultura do consumo, na qual estamos todos inseridos, mercantilizou dimensões sociais e datas comemorativas. Mas consumir pode significar extinguir e destruir, portanto precisamos mudar nossos próprios hábitos de consumo, assim como passar valores menos materialistas a nossas crianças, para que em suas cartas de Natal peçam algo além de objetos.

Meu pedido vai aos adultos cuidadores de crianças, sejam eles pais, avós ou educadores. Será que juntos não conseguimos lutar contra esse convite exagerado ao consumo, e realizar festas de final de ano que envolvam outro tipo de troca – que não somente a de presentes? Talvez assim possamos subverter a ordem estabelecida do consumismo desenfreado e exercitar o desapego. E encontrar uma forma mais sincera de fechar nosso ano com menos dívidas e mais afeto. Boas festas!


*Lais Fontenelle Pereira, mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio e autora de livros infantis, é especialista no tema Criança, Consumo e Mídia. Ativista pelos direitos da criança frente às relações de consumo, é consultora do Instituto Alana, onde coordenou durante 6 anos as áreas de Educação e Pesquisa do Projeto Criança e Consumo.



fonte: Outras Palavras

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

NOVIDADES DA CIRURGIA PLÁSTICA

Dr. Nelson Dutra com o cirurgião plástico Ivo Pitanguy.
por Nelson Dutra*

[texto publicado nas páginas 36 e 37 da edição #43 da Revista Afinal]








Até alguns anos atrás, a Medicina era uma profissão que exigia, de quem se dedicava a ela, muito esforço e compromisso. Isto não mudou, mas algumas coisas mudaram, e muito. Os valores e os conhecimentos milenares a respeito dos sinais e sintomas de um doente eram aprendidos na faculdade e, depois disto, cada médico ia aprender na prática como aplicar seus conhecimentos e curar seus doentes.

Hoje, isto é pouco. Acredita-se que a cada 4 anos o conhecimento médico disponível em artigos publicados, frutos da pesquisa e do descobrimento de novas técnicas, dobre de tamanho.

Assim, a Medicina desmembrou-se em várias especialidades com a finalidade de melhor atender aos pacientes. É certo que esta divisão complicou um pouco a vida das pessoas, que às vezes têm que consultar mais de um médico para resolver um problema de saúde, mas por outro lado veio a melhorar a qualidade do atendimento prestado.

Cada especialidade, aqui no Brasil, se organizou e promove regularmente congressos médicos para divulgar o conhecimento atual entre seus associados. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e suas filiadas nos estados brasileiros, promove e/ou apóia, todos os anos, aproximadamente 20 encontros deste tipo, além do congresso anual.

Hoje em dia, o médico que não freqüenta os congressos de sua especialidade vai ficando gradualmente para trás em relação aos seus colegas.

Recentemente ocorreu aquele que é o maior congresso de Cirurgia Plástica do mundo, na cidade do Rio de Janeiro. Compareceram os maiores especialistas da área para discutir, debater e divulgar aquilo que existe de mais atual no mundo da Cirurgia Plástica.

O Brasil é muito respeitado nesta especialidade no mundo todo e os plásticos americanos costumam acorrer em massa para os nossos congressos. Foram aproximadamente 3.000 profissionais entre alunos e professores, profissionais altamente qualificados e expoentes máximos da especialidade.

Foi possível conviver com verdadeiros ícones como o Dr. Ivo Pitanguy, pioneiro da cirurgia plástica brasileira e mundial, o Dr. Ives Illouz, médico francês criador da Lipoaspiração e o Dr. Sherrell Ashton, especialista em rosto, com consultório em Nova Iorque.

Há aproximadamente 50 anos atrás, o Dr. Pitanguy criou uma técnica de redução mamária que é usada até hoje, aquela que é chamada de “cicatriz do T invertido”. No entanto, a cada ano, inúmeras variações desta mesma técnica são criadas por um sem número de novos e antigos cirurgiões e, como diz um ditado da nossa especialidade, “uma só chave não consegue abrir todas as portas”.

Se cada pessoa é diferente e única, é melhor quando há várias chaves para as várias portas que existem. A lipoaspiração, que foi criada há uns 30 anos, apresentou alguns problemas no início, pois ainda não se tinha o domínio da técnica e não se sabia qual a quantidade que podia ser retirada com segurança. Hoje, já se sabe (entre 5% e 7% do total do peso corporal) - e assim os problemas não ocorrem mais no dia-a-dia.

No que diz respeito ao rosto, novas técnicas de levantamento (lifting) surgem a cada dia. No passado, para levantar as estruturas do rosto que caem com o passar dos anos, simplesmente se retirava o excesso de pele junto à orelha (na frente e atrás) e isto era suficiente. Hoje, com o avanço das novas técnicas, é possível corrigir a queda de alguns músculos da face e até do pescoço e, com isto, obter resultados mais duradouros.

No andar superior do rosto (a testa), a toxina botulínica tem dado bons resultados, podendo dispensar a cirurgia.

A retirada de pele do abdome (abdominoplastia) também tem algumas novidades, como a associação com lipoaspiração para a obtenção de resultados mais naturais.

Quanto às mamas, há um método que tem sido empregado para aumentos discretos, sem o uso de próteses, que é a injeção de gordura da própria paciente. Há alguns anos, evitávamos fazer este tipo de procedimento porque a gordura implantada poderia criar com o tempo, pequenos nódulos calcificados que poderiam ser confundidos, ao exame de mamografia, com nódulos suspeitos de câncer. Os exames radiológicos, no entanto, evoluíram e hoje não há mais este risco, estando, portanto, liberado mais um procedimento para aumentar as mamas, que vêm se somar ao já consagrado silicone.

As próteses de silicone foram criadas em 1962 e já estão em sua sétima geração. A cada ano estão com aspecto mais natural, pois a qualidade do gel interno é cada vez mais aperfeiçoada e os resultados têm sido cada vez melhores, aliado ao fato de que não há mais a necessidade de trocá-las a cada 8 ou 10 anos como no passado.

As próteses de silicone no bumbum já estão ficando seguras e a cirurgia vem aumentando sua procura ano a ano. As primeiras próteses colocadas ainda não entusiasmavam a maior parte dos cirurgiões plásticos, devido ao fato de que o plano anatômico mais adequado para sua colocação ainda não estava bem definido. Isto tem mudado e, cada vez mais, este procedimento tem feito parte da rotina dos consultórios.

Vou terminar contando uma história que ouvi do Dr. John Tebbets, o maior especialista em silicone no mundo. Ele conta que, freqüentemente, quando as pacientes estão na primeira consulta com a intenção de colocar silicone nas mamas, o pedido que ele mais ouve é:

-“Doutor, eu quero que as minhas mamas fiquem bem naturais!”...

Sempre que lhe pedem isto, ele diz, brincando:

-“Bem, se você quer “bem natural” eu posso fazer, mas quando você deitar com a barriga prá cima, elas vão se separar e vão cair cada uma para um lado”...

É quando todas elas respondem:

-“Ah, não! Então eu quero bem artificial, doutor!”...

É um jeito descontraído de explicar que o silicone nas mamas já não precisa ter o aspecto “natural”, mas é importante que a mama fique bem modelada ao invés de ficar “estufada”.

O médico pode ouvir a vontade da paciente, mas tem a obrigação de orientá-la para obter os melhores resultados.


*Dr. Nelson Lindner Dutra é Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Atende na Clínica Svelare, em Santa Rosa.


sábado, 28 de dezembro de 2013

O ano partido ao meio

por Luciano Martins Costa no Observatório da Imprensa

O ano que se encerra deixa lições interessantes para quem observa o ambiente da mídia e a sociedade no Brasil. Foi um ano que se dividiu ao meio, exatamente no mês de junho, quando uma onda de manifestações colocou nas ruas a pauta das insatisfações que assombram principalmente os mais jovens. O ponto de conjunção desses descontentamentos é a mobilidade urbana, sem a qual tudo se torna mais penoso: a conquista da educação, a saúde, a segurança, a cultura e o lazer.

A imprensa, como todas as instituições, foi apanhada de surpresa, porque não acompanhou o desenvolvimento dos debates que vinham acontecendo desde os primeiros encontros do Fórum Social Mundial, em 2001. A ideia que se consolidava nessas reuniões de organizações sociais era que “um outro mundo é possível”.

A necessidade de romper a barreira da mídia institucional se tornou explícita durante o evento realizado em 2005, em Porto Alegre. Foi nessa ocasião que as organizações sociais empenhadas na agenda de mudanças se deram conta de que era preciso sair da reflexão para a ação. O processo se deu segundo o padrão das flash mobs, ou mobilizações instantâneas, que se tornaram possíveis com o crescimento e popularização das redes sociais digitais.

Talvez por trabalhar em estruturas hierarquizadas, e sem conexão com as redes capilares e complexas da sociedade, a mídia tradicional foi tão surpreendida quanto as instituições do poder público, quando os manifestantes saíram às ruas. Depois, foi o que se viu: apropriada por grupos organizados e facilmente manipuláveis, a onda de protestos se esvaziou em meio aos atos de violência policial e vandalismo.

No entanto, o processo ainda não se completou. A agenda básica das manifestações foi apenas parcialmente atendida, com o congelamento das tarifas de transporte público na maioria das grandes cidades, mas as razões para descontentamento não foram removidas.

Apesar de as ruas terem sido ocupadas por grupos oportunistas em favor de seus interesses específicos, o núcleo original das manifestações de junho volta a se articular.

Ano dos estilhaços

A possibilidade da volta das grandes manifestações deverá se tornar mais concreta após o período de festas, quando os estudantes retornarem às aulas e se derem conta de que, embora as tarifas tenham sido congeladas há seis meses, o transporte público segue sendo um tormento na maioria das cidades. Nas metrópoles, pelo excesso de veículos nas ruas e pela precariedade histórica do sistema de coletivos; nas cidades médias e pequenas, pela insuficiência e baixa frequência das redes. Junte-se a isso o recrudescimento do radicalismo político na imprensa, que acontece nos períodos eleitorais, e teremos o cenário perfeito para as tempestades sociais.

Em junho, quando as ondas de protesto tomaram as ruas, a mídia desviou a responsabilidade pelos descontentamentos para os poderes Executivo e Legislativo, ao mesmo tempo em que exaltava aquilo que era tido como o ponto de mutação do poder Judiciário.

As autoridades responderam a algumas das demandas, com medidas de impacto, como o lançamento do Programa Mais Médicos, o congelamento das tarifas de transporte e cortes de R$ 260 milhões nos gastos anuais do Senado. Na semana passada, uma nota na imprensa registrou que 95% dos médicos formados no exterior que se inscreveram no programa foram aprovados na segunda etapa do exame de proficiência.

O cenário apresenta um desafio interessante para a imprensa: se continuar priorizando declarações, que simplesmente aquecem a temperatura política, sem oferecer alternativas para os problemas nacionais, poderá estar dando uma força para os grupos que têm interesse na volta dos distúrbios. Se apostar num jornalismo crítico, mas fundado na análise dos desafios que se apresentam, poderá contribuir para o apaziguamento das ruas, mas estará poupando o governo federal, ao qual se opõe.

O ano que se inaugura promete uma complexidade nunca antes vista por aqui, com a realização da Copa do Mundo no Brasil, cujo encerramento irá coincidir com o início oficial da campanha eleitoral que, segundo as pesquisas, poderá definir a permanência, no poder federal, da aliança que governa o país desde 2003.

Por outro lado, a imprensa estará trabalhando com duas realidades econômicas antagônicas: aquela dos indicadores pessimistas, que costumam frequentar as manchetes, e a percepção das ruas, com desemprego em baixa, salários em alta e consumo aquecido.

Se 2013 foi um ano partido ao meio, 2014 poderá ser o ano dos estilhaços.


Professora de Horizontina recebe prêmio nacional



A professora horizontinense Alessandra Franzen Klein, recebeu pela segunda vez,  o Prêmio Professores do Brasil. O prêmio foi entregue em Brasília no dia 12 de dezembro.

A professora inovou seu modo de educar para inserir uma aluna surda na escola regular. Iniciou a experiência em 2010, na Escola Municipal Espírito Santo de Horizontina e no ano de 2013, todos os alunos da sala aprenderam a alfabetização bilíngue. 

- “Com isso, diversas atividades de sala de aula foram adaptadas, todas as crianças da sala estão aprendendo libras juntamente com a colega Bruna e se comunicam também com outras pessoas surdas”, destacou a professora Alessandra. 

Para ajudar no aprendizado Alessandra escreveu dois livros, destacando exemplos de inserção social. O projeto vencedor é também tema de sua pesquisa dissertativa. Alessandra destaca que a formação oferecida pela UNIJUÍ, desde o curso de Pedagogia, contribuiu para sua formação docente.

A pesquisa dissertativa de Alessandra tem como tema: “A questão da pedagogia bilíngue numa escola para crianças: o possível e o impossível para os caminhos da inclusão”, sob a orientação da professora Drª Noeli Weschenfelder, professora de Alessandra também no curso de Pedagogia.

O Prêmio Professores do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Educação, promovido juntamente com as instituições parceiras. O Prêmio foi instituído em 2005, por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), e tem como objetivo reconhecer o mérito de professores das redes públicas de ensino, pela contribuição dada para a melhoria da qualidade da educação básica, por meio de experiências pedagógicas bem-sucedidas, criativas e inovadoras.

Para saber mais, acesse http://premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br/




terça-feira, 24 de dezembro de 2013

MinC descentraliza divulgação de ações culturais


O Ministério da Cultura criou um novo canal de comunicação que contará com a colaboração de usuários do Portal do MinC e das Redes Sociais. Por email ou utilizando a hashtag #DivulgaCultura, colaboradores de qualquer região do Brasil poderão compartilhar, divulgar e informar sobre os eventos culturais de sua cidade.

Iniciativa visa engajar os usuários do sistema MinC, descentralizando o formato de divulgação das ações culturais. A ferramenta de comunicação está disponível para jornalistas, assessores de comunicação, sociedade civil e colaboradores digitais que desejam divulgar os acontecimentos da sua região.

O novo canal de comunicação vai permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação. O MinC está recebendo informações sobre exposições, shows; projetos de circo, dança e teatro; espetáculos, oficinas, movimentos populares e muito mais.

Envie sua sugestão de pauta, release ou banner do evento para o e-mail divulgacultura@cultura.gov.br. É possível também contribuir utilizando a hashtag #DivulgaCultura no Facebook ou Twitter.

Procure pelas marcas: Ministério da Cultura; Lei de Incentivo a Cultura; Fundo Nacional da Cultura; Agência Nacional do Cinema (Ancine); Fundação Casa de Rui Barbosa; Fundação Nacional de Artes (Funarte); Fundação Cultural Palmares; Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e Fundação da Biblioteca Nacional (FBN).

fonte: MinC


sábado, 21 de dezembro de 2013

HORA DE BRIGAR PELO TÍTULO MUNDIAL

Em 1992, quando a Seleção Masculina de Vôlei conquistou o ouro olímpico, era o início de uma era que dura até hoje, com o Brasil acumulando títulos em diversas competições, na quadra e na areia, no masculino e no feminino.
Estaremos prestes a testemunhar isto no Handebol? A Seleção Feminina está fazendo sua parte, venceu todas as partidas até aqui do Campeonato Mundial e agora resta apenas um jogo: A grande decisão contra a Sérvia.
Este grupo foi mais longe do que qualquer outro na modalidade no Brasil e ainda tem a chance de terminar a campanha com a taça! E mesmo que não venha, vai terminar o Mundial com uma honrosa medalha de prata e inúmeras razões para comemorar.
Que este seja um impacto principalmente na Liga Nacional como aconteceu com a Superliga, hoje uma referência e com a base da Seleção Feminina, especialmente no Unilever, Osasco e SESI, além de outras fortes equipes na disputa.
Este pelo menos segundo lugar foi resultado de muito trabalho, que começou há pelo menos quatro anos com o técnico Morten Soubak. Ninguém desanimou com o 15º lugar em 2009 e todos continuaram trabalhando e investindo, fazendo parcerias e levando atletas para a Europa, e agora tem uma final a jogar.
Acima de tudo, a Seleção Feminina de Handebol mostrou o que é possível ser feito. Agora, que venham resultados como este em outras áreas da modalidade. (MVP Handebol).

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Amanhã o Brasil joga a final em busca do título INÉDITO do Mundial de Handebol contra a equipe da Sérvia. O jogo será transmitido pela TV Esporte Interativo, a partir das 13 horas.
A santa-rosense Deonise Cavaleiro integra a equipe brasileira. Ela concedeu entrevista ao editor da Revista Afinal que foi publicada na edição #42. Confira a matéria.

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Destaque na Europa, atleta santa-rosense 
pode voltar ao Brasil


Depois de atuar por sete anos na Europa, a atleta santa-rosense de handebol Deonise Fachinello Cavaleiro pode voltar a jogar por uma equipe brasileira. Tudo vai depender das condições que apontem para a participação nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

A atleta nascida em Santa Rosa há 30 anos, se tornou um dos maiores destaques do handebol mundial. Atuou por equipes no Brasil, depois rumou para a Europa onde atuou em equipes da Espanha, Áustria e França.

- “É uma possibilidade que existe, tendo uma estrutura onde eu possa manter um nível técnico alto para poder chegar bem em 2016, por que não?", comentou. Deonise que vive uma ótima fase na Europa, onde foi eleita a melhor de sua equipe, o Hypo, da Áustria, na disputa da Champions League.

Atualmente integra a equipe do Hypo NÖ, da Áustria. “Estou na equipe desde a temporada passada onde conquistamos os títulos da Liga Austríaca, Copa da Áustria e Recopa da Europa. Deonise conversou com o editor:

Quando foi a última vez que esteve em Santa Rosa?

Já faz muito tempo. Quando jogava pela equipe gaúcha da Ulbra/Altero/Paquetá fui um fim de semana relembrar onde tinha nascido. Uma pena não poder ter ficado mais tempo, gostaria de conhecer mais sobre Santa Rosa.

Qual a impressão que teve da cidade?

Fui embora muito pequena (tinha 2,5 anos quando a família se mudou para Ivaí, Paraná), mas a lembrança que tenho é de uma vida limpa, em todos os sentidos. Um povo muito amigo. Lembro que a casa dos meus pais tinha sempre os vizinhos conversando e todos se ajudando no que fosse preciso. Isso é algo que vou levar para sempre, essa pureza da amizade entre as pessoas.

Deixou parentes em Santa Rosa?

Tenho um tio e alguns primos por parte de pai. Infelizmente é difícil de manter contato com eles porque há muitos anos estou longe e acabamos por perder todo o contato.

Ao término da entrevista, Deonise ressaltou o carinho que nutre pela sua cidade natal e revelou que sempre que possível se identifica como “gaúcha de Santa Rosa”.

- “Sei que estive sempre longe de todos vocês, mas quero que saibam que o meu amor pela minha terra sempre existiu. Tenho muito orgulho de dizer a todos pelo mundo que sou uma Gaúcha de Santa Rosa. Quero poder levar todos vocês junto comigo ao lugar mais alto do pódio no próximo mundial e na Olimpíada. Cada vitória minha também é de vocês” – finalizou.

>> Acesse o site da atleta: www.deonise.com


Sustentabilidade: como entender este tema desafiador

por Daniel Cenci*

O tema da sustentabilidade é presença recorrente, nos mais diferentes círculos de conversas. Podemos afirmar que é sim, um tema da moda. Porém, a moda vai e vem, e rapidamente é superada. A sustentabilidade, ainda que um tema tratado superficialmente pela maioria das pessoas, sem dúvidas, é um tema que veio para ficar. Com esta convicção estaremos refletindo neste espaço a sustentabilidade e sua infinidade de conexões na perspectiva do presente e do futuro com qualidade de vida.

Sustentabilidade é um conceito que precisamos compreender cada dia mais e melhor. Porém não se trata de um conceito fechado, conciso, pronto, mas uma construção que oriente as experiências do presente e garanta o futuro com vida boa para todos. Conforme consolidado pela ONU – Organização das Nações Unidas, o conceito de Sustentabilidade, ou Desenvolvimento Sustentável é “um processo que permite satisfazer as necessidades da população atual sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das gerações futuras”.

Entretanto, a cada dia que passa, percebemos que a ação humana vem causando impactos significativos no meio ambiente, na deterioração das próprias relações sociais e dando maior centralidade e valorização aos aspectos econômicos.

Neste sentido, nossa proposta de pensar criticamente a sustentabilidade, exige repensar as condutas humanas. Não apenas para cuidar do verde das matas, do azul das águas, da pureza do ar e dos solos, dos ecossistemas, da biodiversidade, mas requer revisar as condutas humanas para garantir qualidade de vida e dignidade, para as gerações presentes, sem comprometer a qualidade de vida das futuras gerações.

É, portanto, bem mais exigente que revisar condutas de cuidados com o meio ambiente, Significa revisar valores éticos e condutas do dia-a-dia na relação entre as pessoas, entre as sociedades, revisar relações internacionais e acordos multilaterais, os propósitos sobre nosso crescimento econômico e desenvolvimento tecnológico. Sobre o patrimônio ambiental, sim, mas também sobre a construção das democracias, do acesso a vida digna, ao bem estar, em todos os recantos do Planeta.

Sustentabilidade é, pois, um tema aglutinador, catalisador, no qual centramos o foco da “luz no final do túnel” para definir nossas ações, investimentos, opções de organização social, de desenvolvimento econômico e de relações do homem com a natureza. Das nossas escolhas de plantio resultarão as nossas colheitas. Das nossas escolhas de valores resultará a sociedade presente e futura. Será este o desafio que enfrentaremos nesta coluna. Refletir os diferentes campos da vida implicados com a qualidade de vida das presentes e futuras gerações, sem o que não estaremos prospectando futuro sustentável.


*Daniel Cenci é Doutor em Meio Ambiente pela UFPR.

Fale com o colunista: danielr@unijui.edu.br


Editorial - edição #43



Chegamos ao final de 2013 com 43 edições publicadas. Foram quase 2 mil páginas, mais de 3 mil fotos publicadas em sete anos de vida. Quero agradecer o apoio dos anunciantes, dos colaboradores e das inúmeras pessoas que nos ajudam a produzir a revista.

Nesta edição estreia a sua coluna o Professor Daniel Cenci que abordará o tema da sustentabilidade. Também, o cirurgião-plástico Nelson Dutra, escreve sobre as novidades da área. São profissionais renomados que aceitaram dedicar parte do seu precioso tempo para escrever aos leitores da Revista Afinal. É uma honra tê-los aqui.

Destaco o relato da três-maiense Vanessa Backes e o seu drama particular no enfrentamento ao câncer aos 24 anos de vida. Uma história que merece reflexão. De Portugal vem o texto primoroso de Mariana Corteze que traduz toda a sua saudade da terra natal. Pablo Schrammel nos conta sobre o intercâmbio promovido pelo Rotary. Saiba o que a jornalista Ana Elisa andou aprontando por Nova York. Marcelo Dahmer se consagra no campeonato de motovelocidade. As dicas do cabeleireiro Régis Klein e as lindas mensagens natalinas dos nossos anunciantes. Curtam!

Desejo a todos e todas um FELIZ NATAL e que o ano de 2014 seja de paz, harmonia e amor.


Obrigado!

Gerson Rodrigues / editor
redacao@revistafinal.com

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

SETREM tem o melhor IGC entre faculdades da região Noroeste

Instituição alcançou a média 3 no Índice Geral de Cursos, que avalia a qualidade das instituições de ensino superior



A Faculdade Três de Maio, mantida da Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM), alcançou o melhor Índice Geral de Cursos (IGC) entre as faculdades presenciais da região Noroeste do Rio Grande do Sul. O Índice é um indicador de qualidade de instituições de educação superior avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC), que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação. No que se refere à graduação, é utilizado o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e, no que se refere à pós-graduação, é utilizada a Nota Capes. O resultado final está em faixas de 1 a 5.

Para o cálculo do CPC, é levado em conta o conceito preliminar dos cursos que foram submetidos ao Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) nos três últimos anos, tanto o desempenho dos ingressantes como o dos concluintes. O índice leva em conta também o corpo docente, infraestrutura e proposta pedagógica. A Faculdade Três de Maio alcançou a média 2,60, o que garante um índice 3, apresentando um importante crescimento em relação a média atingida no ano anterior, que foi 2,37.

Direção comemora crescimento do índice

Para o vice-diretor de Ensino Superior da SETREM, Sandro Ergang, esta evolução no IGC atesta a qualidade de ensino da Instituição. "Esse índice reflete o compromisso da Faculdade Três de Maio com os parâmetros de qualidade estabelecidos pelo MEC. Estamos desenvolvendo um trabalho contínuo junto a professores e alunos para que possamos oferecer a cada dia uma melhor aprendizagem, investindo também na infraestrutura da Instituição, para que no próximo ano possamos alcançar o índice 4", conclui Ergang.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A GENTE NÃO SE VÊ NA GLOBO! O “CAÇA ÀS MULATAS” E A LUTA FEMINISTA

Anaíra Lobo, Gabriela Silva e Maíra Guedes*, no blog da Marcha Mundial das Mulheres


A mídia brasileira desempenha papel fundamental na manutenção do racismo e do machismo. Nas últimas três semanas, as mulheres negras ocuparam o horário nobre na TV aos domingos (o que não é nada comum), enquanto a Rede Globo realizava sua “caça às mulatas” para eleger a nova Globeleza. Não, isso não é fantástico.

O corpo das mulheres negras é constantemente hipersexualizado nas TVs: seja nas propagandas, nas novelas, nos programas de esporte ou de auditório. A mercantilização da nossa sexualidade é naturalizada para que as mulheres sejam cada vez mais exploradas. Nesse concurso, tentam mais uma vez nos afirmar como coisas, objetos sexuais, sendo assim, nulas de vontade, nascidas para atender ao desejo masculino. Um lucrativo produto vendido nas propagandas, no Carnaval, nas Copas do Mundo e esquinas das avenidas.

A luta das mulheres contra a opressão e a exploração e pela liberdade é histórica e cotidiana. Ao falarmos da formação social e econômica do Brasil, falamos de uma história de resistência e enfrentamento de mulheres indígenas e negras contra um sistema que estuprou, explorou e destruiu muitos povos. Para as mulheres negras, que vieram na condição de escravizadas, inferiores e subalternas, eram reservados três destinos: escrava sexual, reprodução de mão de obra e exploração da força de trabalho. Além disso, a cultura, a beleza e identidade do povo negro e indígena foram negadas, destruídas e criminalizadas. Estamos falando de um sistema de dominação que tem no cerne da sua estrutura o racismo e o patriarcado – anteriores ao capitalismo mas muito bem apropriados por ele – e que tem como um dos principais agentes de manutenção os meios de comunicação hegemônicos.

A mercantilização do corpo das mulheres é representado pela grande mídia como valorização. O concurso para eleger a nova Globeleza foi um desses momentos em que se afirmou em rede nacional: “Viram como não somo racistas? Estamos aqui cultuando esse lindos corpos negros”. Eles querem que vejamos a exploração dos nossos corpos como um elogio. Para nós, não é elogio, é exotificação. Quando não somos objetos sexuais ideais, tornamo-nos as indesejáveis, por vezes tratadas como feias e nojentas. Nossos corpos sofrem ojeriza quando não estamos enquadradas no papel de “mulata” sensual e provocante, ou então, o lugar que nos cabe é permanecer como empregadas domésticas, a serviço dos patrões no quartinho dos fundos, senzala do século 21.

A Globo, com seu discurso mentiroso de inclusão, atua na lógica da omissão e naturalização da violência sistêmica que recai sobre o povo negro, sendo vetor principal da criminalização e extermínio da juventude negra, da invisibilização do trabalho doméstico e da culpabilização da mulher pela violência sofrida. Quem ganha com tudo isso? Certamente não é a classe trabalhadora.

A Globeleza é mais uma vez a reprodução de um lugar e de um papel que só acumulam para a burguesia. Não é assim que queremos nos ver na televisão! A Globeleza não representa os anseios das mulheres negras, trabalhadoras e lutadoras. A Globeleza não é a afirmação da identidade, nem da cultura e muito menos da beleza do povo negro. Nós identificamos e apontamos a Rede Globo e suas filiais como inimigas das mulheres e instrumento da classe dominante patriarcal e racista. Não é demais lembrar que o império das telecomunicações da família Marinho – aqui na Bahia da família Magalhães, no Maranhão da família Sarney, e por aí vai – foram construídos principalmente na ditadura militar, roubando o dinheiro do povo brasileiro e derramando o sangue de lutadoras e lutadores.

Compreendemos que para desmontar e destruir esse sistema de exploração, a democratização dos meios de comunicação é questão estratégica e fundamental. Queremos que as trabalhadoras possam pensar e produzir seus próprios meios de comunicação. Só assim seremos de fato representadas. Seguiremos em marcha lutando contra a mercantilização dos nossos corpos e vidas! Nossa resistência é a reação!

Pela democratização dos meios de comunicação! O mundo não é mercadoria, as mulheres também não!


*Anaíra Lobo, Gabriela Silva e Maíra Guedes são Militantes do Núcleo Negra Zeferina da Marcha Mundial das Mulheres da Bahia.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Estado das Coisas em Pulperia Rockeira no SESC



Data: Sexta Feira 06/12/2013
Hora: 21 horas
Local: Teatro Sesc Santa Rosa
Ingressos: R$ 5,00 comerciários c/cartão Sesc/Senac, R$ 15,00 empresários do comércio c/ cartão Sesc/Senac e R$ 30,00 comunidade em geral


Sob direção artística de Hique Gomez (Tangos & Tragédias), a banda Estado das Coisas reverencia novamente seu amor, seu carinho e seu respeito pela música feita no Rio Grande do Sul, prestando uma sincera homenagem ao Cancioneiro Popular Gaúcho com o projeto Pulperia Roqueira. Neste show, a banda recebe como convidado especial o bailarino El Diablo Jr., que durante vários anos percorreu o mundo inteiro divulgando através das boleadeiras, do som do bombo leguero e da dança, um pouco da arte feita no Rio Grande do Sul.


OBS: na compra do ingresso você ganha uma cortesia para o show do Quarteto Belmonte do Rio de janeiro para:

Domingo 08/12 às 20h30min no Teatro do Sesc.


Conferência Nacional de Cultura define 64 diretrizes para gestão cultural

III CNC define 64 diretrizes para gestão cultural


A III Conferência Nacional de Cultura foi encerrada neste domingo (1º), em Brasília. Participaram da programação 1.745 pessoas, sendo 953 delas delegados dos 26 estados e do Distrito Federal. Com direito a voto, os delegados (70% representantes da sociedade civil) elegeram 64 diretrizes para os próximos anos. Destas, por votação eletrônica, 20 foram destacadas como prioridade.

O Nordeste foi a região que mais enviou representantes para o evento: 31% do total, seguida do Sudeste, com 22%, Centro-Oeste, com 21%, Sul (12%) e Norte (9%).

"Os microfones estiveram abertos para os mais diversos apelos, para a manifestação de todos. Garantimos a maior e mais representativa mobilização democrática que o setor de políticas culturais já viu no Brasil", declarou o secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Américo Córdula.

"Somos testemunhas de um processo rico e de muita complexidade. Foi um tempo para entender a importância de cada fala; saber ouvir e também falar", afirmou o secretário executivo do MinC, Marcelo Pedroso. "A democracia é a verdadeira escola de convivência política", observou o coordenador da Secretaria Executiva da III CNC, Bernardo Machado.

Propostas aprovadas

Na Plenária Nacional que definiu 20 diretrizes como prioridade, dos 953 delegados, 804 foram votantes. Entre os destaques dessa votação, estão o pedido de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 150; a proposta que pede o fortalecimento das cadeias dos setores criativos, com intercâmbios – uma das cinco mais votadas, no eixo 4 das discussões; a proposição que pede a inclusão nos planos orçamentários da União, estados, DF e municípios de programas para desapropriação de imóveis ociosos para que sejam aproveitados como equipamentos culturais.

Dentre as diretrizes também constam a proposta de pelo menos 10% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a Cultura; o fortalecimento do Fundo Nacional de Cultura; aprovação da PEC 49/2007 e da PEC 236/2008, que incluem a cultura como direito social dos brasileiros; aprovação de Marco Regulatório das Comunicações no Brasil, do Marco Civil da Internet; ampliação das políticas de editais. Veja as 64 diretrizes e os 20 destaques na home da III CNC (aqui).

104 moções

A Plenária Nacional aprovou 104 moções sendo que cada manifestação contou com, ao menos, 50 assinaturas de delegados com direito a voto. Uma ementa foi lida, durante a mesa de encerramento, trazendo síntese de todos os apelos. O material, na íntegra, será digitalizado durante esta semana e disponibilizado no site da III CNC.

As moções refletiram a diversidade sociocultural: apelos que vão desde pedido para o Saci Pererê ser eleito mascote da Paralimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, até a reivindicação mais citada pela Plenária, a aprovação, pelo Congresso Nacional, da PEC 150, que amplia a participação da Cultura na distribuição do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.



sábado, 30 de novembro de 2013

30 anos da Pastoral da Criança

A Pastoral da Criança comemora neste ano, 30 anos de atuação nas comunidades do Brasil.

Criada em 1983, a Pastoral “nasceu” em Florestópolis (PR) e hoje atua em várias nações, inclusive no Haiti, onde Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança, faleceu durante um terremoto. Hoje a Pastoral da Criança é reconhecida como uma das mais importantes organizações do mundo a trabalhar em programas voltados ao desenvolvimento integral das crianças.

Os números da Pastoral da Criança são importantes e impressionantes: Em 2012, acompanhou 1,3 milhão de crianças, 70 mil gestantes e 1 milhão de famílias. E enquanto no País o índice de mortalidade infantil foi de 15,6%, nas comunidades atendidas pela Pastoral esse índice foi de apenas 8,8% de óbitos por mil nascidos vivos.

A Pastoral da Criança tem 202 mil voluntários, dos quais 110 mil são líderes que dedicam, em média, 24 horas ao mês ao trabalho de cuidar das crianças do Brasil. Ela está presente em 36 mil comunidades de 3.821 municípios.

>> Saiba mais, acesso o site da Pastoral: www.pastoraldacrianca.org.br


Automóvel, o cigarro do futuro



A questão real é esta: motorista, você não está no congestionamento, você é o congestionamento. Os carros são responsáveis por congestionamentos, essa é a conclusão do estudo Indicadores de Mobilidade Urbana, da Pnad, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Isso parece óbvio para você? E, de fato, é. Segundo o Ipea, mais da metade dos domicílios brasileiros já dispõe de pelo menos um veículo para atender os deslocamentos de seus moradores, com forte tendência de crescimento da posse desse bem verificada nos últimos anos, principalmente depois que o governo passou a incentivar a compra de automóveis.

Se, por um lado, isso indica que a população está tendo acesso a carros, por outro significa grandes desafios para as cidades e seus sistemas de mobilidade, com reflexos diretos sobre a degradação das condições de mobilidade de todos. Viu? É óbvio.

Se continuarmos incentivando a compra de veículos, cada vez mais domicílios terão acesso ao veículo privado, já que quase metade deles ainda não possui automóvel. Um dos grandes desafios das metrópoles brasileiras é atuar fortemente para reverter essa situação. E, para tanto, é necessário inicialmente reconhecermos o óbvio. Não dá para continuar simplesmente colocando mais carros nas ruas e achar que tudo se resume a novas obras de infraestrutura como a única solução.

Do contrário, novos viadutos serão apenas caminhos mais rápidos de se chegar a novos congestionamentos, deixando os motoristas e passageiros cada vez mais estressados. Transporte público de qualidade e eficiente, políticas públicas e ações de estímulo a pedestres e ciclistas, implantação de sistemas públicos de bicicletas compartilhadas, hoje já presentes em mais de 500 cidades ao redor do mundo, de Dubai ao Havaí, e, agora, em Salvador, também são apontados como importantes para tornar as cidades lugares melhores, como relatou a conceituada revista britânica The Economist:

“As comunidades que têm investido em projetos para pedestres e para bicicletas têm se beneficiado com a melhoria da qualidade de vida, população saudável, maiores valores imobiliários locais e redução da poluição atmosférica. Assim, como o transporte público de massa modificou o desenvolvimento dos subúrbios das cidades, o aluguel de bicicletas está moldando os centros urbanos de maneira sutil.”

No entanto, no Brasil, o governo tributa mais as bicicletas do que os carros. Estudo divulgado pela Tendências Consultoria, realizado para a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), mostra que o imposto que incide sobre as bicicletas no país é de 40,5%, em média, contra 32% dos tributos no preço final dos carros. A falta de incentivo fica clara na comparação do IPI: a alíquota do tributo federal é de 3,5% para carros populares, ante 10% para as bicicletas produzidas fora da Zona Franca de Manaus.

Com isso, o Brasil tem umas das bicicletas mais caras do mundo. Caso a situação atual não encontre novos rumos, estaremos muito perto de concretizar a profecia do urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba: “O carro é o cigarro do futuro”. Levando-se em conta a poluição proveniente dos veículos movidos a gasolina, óleo diesel e outros combustíveis, é inevitável a necessidade que países precisem adotar em futuro próximo medidas em favor da sustentabilidade também nessa área. Não há outra alternativa.

Assim como cigarros, os carros serão gradativamente proibidos nos locais públicos. Isto já acontece em várias cidades da Europa, Estados Unidos e Ásia, onde circular de carro pelo centro é um privilégio de poucos. O deslocamento diário será feito em um transporte público otimizado, seguro, e de qualidade. O automóvel será usado em viagens e para o lazer e não para ir e voltar todo o dia do trabalho.

Qualquer movimento diferente desse significa cidades caóticas, poluídas e cidadãos estressados e doentes. Mobilidade urbana no século 21 baseia-se no tripé infraestrutura, planejamento urbano e mudanças comportamentais, tanto dos gestores como dos usuários. É um esforço que depende do avanço dos “três pés” ao mesmo tempo.


fonte: Bicicletas


domingo, 24 de novembro de 2013

Missões: Patrimônio da Humanidade



Em comemoração aos 30 anos da declaração do Sítio de São Miguel Arcanjo como Patrimônio da Humanidade, a Secretaria do Turismo (Setur/RS) promove o seminário internacional Missões - Patrimônio da Humanidade: turismo cultural e preservação, nos dias 12 e 13 de dezembro, em São Miguel das Missões. A atividade ocorre em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e prefeitura do município.

O Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo abriga parte da antiga redução Jesuítica-Guarani de São Miguel Arcanjo, fundada por volta de 1687, e o Museu das Missões, inaugurado em 1940. A elevação à Patrimônio da Humanidade reconheceu o valor histórico do local, que também completa 75 anos de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

De acordo com a secretária do Turismo, Abgail Pereira, o sítio é parte importante da história do Rio Grande do Sul e, como tal, deve ser valorizado. “Estamos investindo nas Missões com o objetivo de atrair ainda mais turistas às ruínas. Entre as ações que estamos realizando com esse intuito, além da realização deste seminário, foi firmado um convênio com a Associação Amigos das Missões onde a Setur repassou R$ 185 mil para a aquisição de áudioguias em sete idiomas para o espetáculo Som e Luz, além de uma versão infantil em português, espanhol e guarani e uma em libras para auxiliar os deficientes auditivos”, disse.

Abgail destacou ainda que a Setur faz está inserida em um projeto do PAC das Cidades Históricas, do Ministério do Turismo (Mtur), que prevê a construção de um Centro Cultural das Missões, onde haverá um local diferenciado para receber os turistas.

As inscrições para o seminário internacional Missões - Patrimônio da Humanidade: turismo cultural e preservação, que será realizado no Hotel Park Tenondé, podem ser feitas pelo e-mail parque.missoes@iphan.gov.br ou pelo telefone (55) 3381-1399.


Confira algumas atrações da programação, que ocorre de 29 de novembro até 13 de dezembro:

9 de dezembro – Segunda-feira

9h – Exposição “A Trajetória da Arqueologia no Rio Grande do Sul, na Antiga Sacristia

9h30min – Reunião da organização das Cidades Patrimônio Mundial, no Tenondé Park Hotel.

14h – Lançamento da revista Busine$, no Tenondé Park Hotel

17h – Solenidade Oficial de Homenagem às “Ruínas de São Miguel – 30 anos – Patrimônio Cultural da Humanidade, com a presença da secretária do Turismo, Abgail Pereira

19h – Apresentação do Coral Guarani – Aldeia Alvorecer

Show com Pedro Ortaça

Apresentação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, no palco em frente às Ruínas

21h30min – Espetáculo Som & Luz, nas Ruínas de São Miguel.


12 de dezembro - Quinta-feira

8h30min - Abertura oficial com a presença da secretária do Turismo, Abgail Pereira

9h30min – Painel História e Arqueologia nas Missões, com Arno Kern, PUC – Arqueologia histórica nas missões jesuíticas coloniais platinas, Eduardo Neumann, UFRGS – A escrita indígena nas reduções do Paraguai (séculos XVII e XVIII), Walmir Pereira, Unisinos – Patrimônio Cultural da Humanidade e os guarani Mbya

Moderação: Ronaldo Colvero, Diretor UniPampa – Campus São Borja

12h – Intervalo

13h30min – Painel Arte, Arquitetura e Urbanismo nas Missões, com Ramón Gutierrez, CONICET, Argentina – Urbanismo das missões guaranis – um modelo alternativo, Darko Sustersic, UBA, Argentina – Contribuição dos Guarani no desenvolvimento de novos padrões artísticos na imaginária e na arquitetura missioneira e Myriam Ribeiro de Oliveira, UFRJ – O universo iconográfico das imagens jesuítas do tipo missioneiro: notas para uma abordagem geral do tema

Moderação: Eduardo Hahn – Superintendente IPHAN-RS

15h30min – Intervalo

16h - Painel Antropologia e Etnologia nas Missões, com Beatriz Freire, IPHAN – Missões revisitadas: o Registro de São Miguel Arcanjo a partir de concepções Guarani, Flávio Leonel Abreu da Silveira, UFPA – Paisagem missioneira e transculturação na porção austral brasileira e Ariel Ortega , cineasta e cacique da Aldeia Koenju

Moderação: Muriel Pinto, Unipampa - Campus São Borja

18h30min – Encerramento

20h – Cinema nas Ruínas – apresentação do filme Duas Aldeias, uma Caminhada, realizado pelo grupo de jovens guaranis (sacristia da antiga igreja de São Miguel Arcanjo)
21h30min – Espetáculo Som e Luz


13 de dezembro – Sexta-feira

9h – Painel Marketing do Turismo Cultural, com Américo Córdula, Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Victor Toniolo, Coordenador de Acompanhamento e Estruturação de Produtos Embratur, Carlos Augusto Silveira Alves, Presidente da Associação Amigos das Missões e Camila Mumbach, Diretora de Promoção e Marketing da Setur/RS

Moderação: Geovani Gisler, Instituto Iguassu-Misiones

12h – Intervalo

13h30min - Painel Patrimônio e Turismo Cultural nas Missões, com Pedro Salmeron, Instituto Andaluz do Patrimônio Histórico (IAPH), Espanha – Estratégias comparadas sobre turismo cultural nos Guias da Paisagem de Alhambra e Sevilha: bases de partida para o caso das Missões Jesuítico-Guarani, Andrey Schlee, IPHAN/Brasília e Ramón Gutierrez, CONICET, Argentina – Projeto Itinerário Cultural do Mercosul - Missões

Moderação: Maximilianus Pinent – Diretor de Desenvolvimento do Turismo da Setur-RS

15h30min – Intervalo

16h - Painel As Missões como Patrimônio e Paisagem Cultural, com Ana Lúcia Goelzer Meira, IPHAN/RS – A trajetória do IPHAN nas Missões: da pedra e cal às referencias imateriais, Diego Luis Vivian, IBRAM – Museu das Missões: 1940 – 2013 e Pedro Salmerón, Instituto Andaluz do Patrimônio Histórico - IAPH, Espanha – Guia da Paisagem das Missões

Moderação: Prefeitura Municipal de São Miguel das Missões

18h30min – Encerramento

20h – Cinema nas Ruínas – apresentação do filme Duas Aldeias, uma Caminhada, realizado pelo grupo de jovens guaranis (sacristia da antiga igreja de São Miguel Arcanjo)

21h30min – Espetáculo Som e Luz


sábado, 23 de novembro de 2013

Final do Motovelocidade será em Rivera

Decisões na Fronteira da Paz 


O Autódromo Eduardo Prudêncio Cabrera, em Rivera, Uruguai, a apenas um quilômetro de Santana do Livramento (RS) – com a qual forma a conhecida Fronteira da Paz será o palco das decisões nos dia 06 a 08 de dezembro.

“A decisão do torneio será realizada em parceria com o Campeonato Nacional Uruguaio de Motovelocidade, que também coloca suas taças em jogo na final, os Uruguaios valorizam muito a cultura esportiva dos autódromos e será uma grande troca de experiência. Além disso, a pista irá propor novos desafios aos Brasileiros, já que é inédita e com características diferentes. O ponto de menor velocidade é em frente aos boxes, o que facilita a comunicação com os pilotos nas placas. E a reta mais rápida fica atrás dos boxes, com ótima visualização das arquibancadas naturais, onde o público costuma fazer as famosas costelas assadas”, descreveu Sampaio.

Com organização da Associação Gaúcha de Esportes Motociclísticos (AGEM), o GP Gaúcho de Motovelocidade tem o patrocínio de M3 Parts/Michelin e Sulfer. O evento conta com o apoio da Zuun Motorcycle, Chacal Fotografias, Curva do S, Revista Potência Máxima, Serjão Box Racing e Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul, além da supervisão da Federação Gaúcha de Motociclismo (FGM) e da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) e Federação Uruguaia de Motociclismo (FUM). 

O site oficial é owww.gpgaucho.com.br e www.sbkmercosur.com

Serviços:

Promoção: SBK Group/Moto clube Santana do Livramento/AGEM/Intendência de Rivera.

Credencial Box: R$ 50,00 e arquibancada: R$ 20,00


Mostra Internacional de Cinema em Santa Maria

MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA

O Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) passa a realizar a partir de dezembro de 2013, além do festival, uma mostra de cinema, com entrada gratuita, na cidade de Santa Maria, RS, Brasil.

A novidade é a I Mostra Internacional de Cinema, que nesse ano terá a América do Sul como tema. A curadoria dos filmes foi realizada pelo diretor do IECINE - Instituto Estadual de Cinema, Luiz Alberto Cassol.

Quem apresenta a mostra em conjunto com o SMVC é a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (APUSM).

A Mostra acontecerá de 09 a 13 de dezembro e apresenta cinco produções e co-produções de longa-metragem da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador e Uruguai, que serão exibidas nas sedes da APUSM (abertura da mostra) e Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA) - Cineclube Lanterninha Aurélio. Em cada exibição haverá debate com um representante de cada filme e professores da UFSM e convidados da APUSM.

A partir de agora a equipe do SMVC organiza uma Mostra Internacional de Cinema ao final de cada ano. Já o tradicional festival competitivo Santa Maria Vídeo e Cinema, passa a ser realizado no primeiro semestre. Em 2014, a 12ª edição será na primeira quinzena de abril.

PROGRAMAÇÃO I MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA:

09 de dezembro – segunda-feira

20h – Abertura
Coquetel de Boas-vindas

Exibição do filme: "A Oeste do Fim do Mundo" (Brasil/Argentina)
Direção: Paulo Nascimento
Debate com representante do filme
Local: APUSM

10 de dezembro – terça-feira
20h - Exibição do filme: "Simone" (Brasil/Colômbia)
Direção: Juan Zapata
Debate com representante do filme
Local: CESMA

11 de dezembro – quarta-feira
20h - Exibição do filme: "El Padre de Gardel" (Uruguai)
Direção: Ricardo Casas
Debate com representante do filme
Local: CESMA

12 de dezembro – quinta-feira
20h - Exibição do filme: "Buscando al Comandante Andresito" (Argentina)
Direção: Camilo Gómez Montero
Debate com representante do filme
Local: CESMA

13 de dezembro – sexta-feira
20h - Exibição do filme: "Abuelos" (Equador)
Direção: Carla Valencia Dávila
Debate com representante do filme
Local: CESMA

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Três de Maio promove semana de combate à violência contra a mulher

3ª SEMANA MUNICIPAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Programação ocorre entre 25 e 29 de novembro




A Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Políticas da Mulher e do Centro de Referência da Mulher Flor de Liz, promove a 3ª Semana Municipal de Combate à Violência Contra a Mulher, que tem como tema “Viver sem Violência é Mulher com Consciência”.

A programação inicia no dia 25 de novembro, dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, com a entrega de adesivos e material informativo na rótula da Chaminé e encerra no dia 29 com uma atividade educativa.

O objetivo do evento é discutir, junto com a sociedade, temas relacionados à violência contra a mulher, dando ênfase a Lei Maria da Penha e sua efetividade na vida cotidiana dessas mulheres.

A 3ª Semana Municipal de Combate à Violência Contra a Mulher tem como parceiros o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – COMDIM, Artemaio e IMAMA. Participam profissionais que fazem parte da Rede de Atendimento, dentre eles a Brigada Militar, Polícia Civil, Promotoria de Justiça, Ministério Público, 2ª Vara de Justiça, SETREM, Secretaria Municipal da Saúde, CRAS e CREAS.

Acompanhe a programação do evento:

25/11/2013 – SEGUNDA-FEIRA

Abertura oficial com entrega de adesivos e material informativo na
rótula (chaminé)
Horário: 9h às 11h
Colaboradores da Secretaria Municipal de Políticas da Mulher, Centro
de Referência da Mulher Flor de Liz e Conselho Municipal dos Direitos
da Mulher – COMDIM

26/11/2013 – TERÇA-FEIRA
Café da manhã com Empresários ACI/SINDILOJAS
Apresentação do Serviço do Centro de Referência da Mulher Flor de
Luz pela equipe técnica.
Local: Clube Buricá
Horário: 7h30min

27/11/2013 – QUARTA-FEIRA
Painel “A aplicabilidade da Lei Maria da Penha nos dias de hoje”.
Palestrante Dr. Pablo da Silva Alfaro – Promotor de Justiça de
Três de Maio – RS.
Local: Câmara Municipal de Vereadores
Horário: 9h30min

28/11/2013 – QUINTA-FEIRA
Capacitação da Rede de Atendimento pela Secretaria Estadual de
Políticas para as Mulheres
Horário: 14h
Local: Câmara Municipal de Vereadores

29/11/2013 – SEXTA-FEIRA
Atividade Educativa sobre Violência contra a Mulher para
funcionárias municipais da Prefeitura Municipal de Três de Maio
Horário: 12h30min
Local: Câmara Municipal de Vereadores


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Memorial dos Festivais neste sábado no Centro Cívico



Memorial dos Festivais inicia segunda edição em Santa Rosa


Depois de uma bem-sucedida primeira edição, em que dez cidades gaúchas receberam a exposição de textos e fotografias que marcaram as mais de quatro décadas dos festivais de música no Rio Grande do Sul e no país, o Memorial dos Festivais volta agora repaginado e disposto a apresentar e discutir canções que marcaram essa história de emoção, arte e fortalecimento da cultura rio-grandense.
A primeira parada da nova edição do Memorial dos Festivais é Santa Rosa, cidade cuja história musical se confunde com o Musicanto Sul Americano de Nativismo. Em 2013, o festival dará espaço para o Trilhas Musicanto, um evento preparatório para a mostra competitiva, que deverá ser retomada em 2014. No Trilhas Musicanto (que ocorre nos dias 14, 15 e 16 de novembro), a apresentação do Memorial dos Festivais ocorrerá no sábado (16), às 21h30min, como encerramento das atividades.

Memorial repaginado para emocionar e provocar reflexão

Em sua segunda temporada, o projeto Memorial dos Festivais usa recursos visuais e sonoros para contar e relembrar como foram os mais de 40 anos dos eventos musicais que ajudaram a construir a identidade artística e cultural do Rio Grande do Sul. Se na primeira edição painéis estáticos apresentaram fotos e um resumo histórico das primeiras quatro décadas, agora, na segunda edição, o objetivo é mexer com outros sentidos. Além de palestras, comentários e projeção de capas de discos representativos para os gaúchos, o público das 10 cidades que receberão o Memorial dos Festivais poderá ouvir e cantar junto os clássicos nativistas que não saem da cabeça de quem ama a música e a arte do Rio Grande do Sul.
“Trazer o Memorial dos Festivais para Santa Rosa durante a realização do Trilhas Musicanto é também a oportunidade precisa de abrir um debate franco e necessário sobre o atual momento de eventos como o Musicanto, trazendo esta pauta para a comunidade acompanhada de personalidades engajadas ao movimento cultural do Estado, para que se abra um debate franco sobre o que queremos para o presente e futuro deste importante evento cultural”, afirma o secretário de Cultura e Turismo de Santa Rosa, Anderson Farias.
O Memorial dos Festivais é um projeto cultural realizada pela Tabla Produções Artísticas em parceria com o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e patrocinado pela Petrobras, com financiamento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.


SERVIÇO

O que: Memorial dos Festivais - 2ª edição em Santa Rosa.
Quando: 16 de novembro de 2013, às 21h30min
Onde: Centro Cívico Cultural Antônio Carlos Borges (Santa Rosa)
ENTRADA FRANCA

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Escritor Magnus Langbecker com novos lançamentos

Na próxima segunda-feira, dia 18, o escritor Magnus Langbecker (foto) recepciona amigos e leitores para o lançamento da coletânea "Livre para voar", editado pela Andross, que reúne contos e crônicas de autores de todo o Brasil. O evento está programado para ocorrer na Bar do Zé (ou Lancheria Tagreli), às 19 horas.

LIVRE PARA VOAR traz uma primorosa seleção de trabalhos literários incluindo "FERRAMENTA DE LUTA", texto de autoria de Magnus Langbecker. Ao mesmo tempo que autografa e comercializa o novo trabalho, o autor realiza nova sessão de seu trabalho solo, "ESSE CARA NÃO SOU EU!".

Adquira o seu exemplar!
LIVRE PARA VOAR - R$ 20,00
ESSE CARA NÃO SOU EU! - 10,00
LIVRE PARA VOAR + ESSE CARA NÃO SOU EU! - IMPERDÍVEL R$ 25,00


terça-feira, 5 de novembro de 2013

TECNICON entre as 50 maiores empresas do país

O tradicional ranking das maiores empresas de software do país, realizado pela revista Série Estudos, apresentou a TECNICON, em 39º lugar no ano de 2013, sendo a única empresa com sede no Rio Grande do Sul na seleta lista.


Claudiomiro Fernando Rex, CEO da Tecnicon.


O estudo foi baseado em dados secundários sobre licenças, manutenção e SaaS, além de indicadores como receita, peso de determinados segmentos no negócio, serviços (como outsourcing e BPO) e o crescimento alcançado pelas empresas durante o período de 2011/2012.

A TECNICON ganhou destaque por seu desempenho no mercado e visibilidade alcançada pela marca nos últimos anos, além de sua forte expansão por todo o país. Com sede em Horizontina/RS, atende todo território nacional, com unidades próprias nas principais regiões econômicas do país.

Para saber mais, acesse o site da empresa: www.tecnicon.com.br 



domingo, 3 de novembro de 2013

Financiamento de mídia independente




A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) apresentou no dia 30 de outubro (quarta-feira), na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, um relatório com propostas para o financiamento de mídia independente. O documento foi formulado por uma subcomissão, da qual a parlamentar foi a relatora, e que desde dezembro de 2011segue discutindo o tema. 

A relatora considerou que o texto final da subcomissão é uma “repescagem da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom)” e dos debates que têm sido feitos na Câmara. Segundo ela, espera-se com o documento apresentar “proposições que reflitam o pensamento da casa e dos movimentos sociais sobre o assunto”.

A subcomissão, que realizou audiências públicas em Recife (PE) e Brasília (DF), considerou como eixos fundamentais do debate a venda de espaço publicitário das mídias independentes e a criação de fundos de incentivo. O relatório conclui apresentando nove proposições, dentre sugestões de projetos de lei, recomendações a órgãos do poder executivo e a criação de uma “Lei Rouanet da mídia independente”.

Uma das propostas sugere a formulação de um projeto de lei que garanta “no mínimo, 20% das verbas destinadas à publicidade dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário Federais em divulgação por meio de emissoras de radiodifusão comunitária, de radiodifusão educativa e de veículos de comunicação caracterizados como microempresa, empresa de pequeno porte ou empresa individual de responsabilidade limitada”. Ainda de acordo com o relatório, a publicidade poderia ocupar até 20% da irradiação diária das emissoras comunitárias.

De acordo com o relatório, a referência para as discussões foi a existência de “uma mídia popular, que emerge de grupos da sociedade organizada, e que tem como principal objetivo promover novos canais de informação, que possam ampliar o acesso à informação e contribuir para a democratização das comunicações no Brasil”. O conceito abrange emissoras de rádio e TV comunitárias e educativas; produtoras brasileiras regionais independentes; veículos de comunicação de pequeno porte; além de alguns canais de programação de distribuição obrigatória transmitidos por meio da televisão por assinatura.

A votação do relatório estava prevista para esta quarta, mas foi adiada, a pedido dos deputados Arolde de Oliveira (PSD-RJ) e Jorge Bittar (PT-RJ). O relatório pode ser acessado na íntegra na página da Câmara.



sábado, 2 de novembro de 2013

Festival de Curtas da Setrem apresenta os vencedores

Vencedores foram homenageados em evento realizado na Câmara de Vereadores de Três de Maio. 




A noite desta sexta-feira, 1º, foi de premiação na Câmara de Vereadores de Três de Maio para os vencedores do Troféu Omar, maior evento promovido pelo Grêmio Estudantil SETREM (GESE). O festival de curta metragem ocorre desde o ano de 2002 com o objetivo de reconhecer, incentivar e premiar os admiradores da arte cinematográfica, como atores, diretores, roteiristas, entre outros amadores que se motivam a produzir curtas e vídeo clipes musicais.

O nome dado é uma homenagem prestada ao professor Omar Klein por todos os estudantes da Sociedade Educacional Três de Maio. O homenageado acompanhou a premiação dos vencedores. Segundo o presidente do GESE, Vitor Classmann, todos os anos o Troféu Omar tem como objetivo promover a integração entre alunos e professores, e fazer com que a arte seja incentivada.

Os vencedores foram:
- Melhor filme: Noite na Taverna (SETREM)
- Melhor ator: Matheus Keh (Escola Mun. Germano Dockhorn)
- Melhor atriz: Morghana Fin (SETREM)
- Melhor ator coadjuvante: José Fin (Escola Mun. Germano Dockhorn)
- Melhor atriz coadjuvante: Letícia Eickhoff (SETREM)
- Melhor trilha sonora: Noite na Taverna (SETREM)
- Melhores efeitos especiais: A Guerra do Fogo (Escola Mun. Germano Dockhorn)
- Melhor figurino: Noite na Taverna (SETREM)
- Melhor documentário – Feudalismo na Europa (SETREM)


 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Conselho de Cultura tem novo presidente

Ricardo Ribas assume o Conselho de Cultura


A nova diretoria conta com oito setoriais e oito integrantes do Poder Público

Ricardo Ribas assume presidência do Conselho
Municipal de Políticas Culturais

SANTA ROSA - O ativista Ricardo Ribas foi eleito presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais em processo encerrado na quarta-feira, 30. Ele substitui Luciane Miranda. A nova diretoria conta com oito setoriais e oito integrantes do Poder Público. Completa a nominata, como vice-presidente Tairone Palczykowski, o secretário Clairto Martin, assessorado pelo servidor da Cultura, Elton Schmorantz.

A eleição encerra a reestruturação do Conselho, ocorrida ao longo do ano. Outras setoriais (segmentos) podem se integrar ao órgão, desde que tenham representatividade mínima de seis pessoas. A primeira e mais crucial luta da nova gestão é chegar a um entendimento com a Prefeitura que leve à publicação do edital para financiar novos projetos. O Fundo Municipal de Cultura não foi viabilizado em 2013.




quinta-feira, 31 de outubro de 2013

As novas linguagens do teatro

Camila Maciel / Repórter da Agência Brasil





São Paulo - A primeira Bienal Internacional de Teatro da Universidade de São Paulo (USP) ocorre de hoje (31) até 15 de dezembro e pretende mostrar como o tema “Realidades incendiárias” nas recentes mobilizações mundiais se traduz nos palcos. Na lista de peças vindas do exterior estão produções do Líbano, da Argentina, Cisjordânia, Eslovênia e Tunísia. De acordo com a curadoria da mostra, os espetáculos se destacam pela ousadia em desafiar padrões estéticos vigentes.

"O tema escolhido [“Realidades incendiárias”] tem o sentido tanto de entender o palco como uma realidade transformadora, quanto [de entender] como ela é retratada por esse palco. Foi aí que chegamos a esses países, onde os conflitos são, infelizmente, ainda presentes", explica Celso Frateschi, diretor do Teatro da USP (Tusp). Ele reforça que o olhar para seleção dos espetáculos foi, sobretudo, artístico. "A curadoria não teve nenhuma preocupação em atender a algum tipo de demanda comercial existente."

Para a diretora teatral Deise Abreu Pacheco, integrante da curadoria da mostra, uma das discussões propostas pela bienal será o próprio enquadramento das produções em uma categoria. "Não são espetáculos o que a gente vai mostrar. É difícil nomear. São, na verdade, experiências muito radicais que tratam de questões da vida dessas pessoas", disse. Os curadores acreditam que, ao assistir a todas as apresentações, o público terá experiências diferenciadas. "Nenhuma é contemplativa, mas a forma como isso se dá é variada", complementou Ferdinando Martins, vice-diretor do Tusp.

A mostra será aberta às 14h, no Tusp, com o 66 Minutes in Damascus, do diretor libanês Lucien Bourjeily, inédito no Brasil. Com sessões seguidas para apenas oito pessoas de cada vez, o espetáculo levará o público a uma imersão cênica que propõe a experiência próxima à realidade de um turismo de guerra. A produção foi composta a partir do relato de jornalistas estrangeiros e ativistas locais sobre os centros de detenção sírios. Os turistas, que são os próprios espectadores, são presos pelo serviço secreto do país.

Outra atração internacional é a peça argentina Mi Vida Después, da diretora Lola Arias. O espetáculo promove o encontro de seis atores nascidos na década de 1970 com a juventude de seus pais a partir de fotos, cartas, fitas, roupas e memórias. Da Cisjordânia, o diretor Gary M. English traz o espetáculo The Island, que reconta a história do apartheid. Serão apresentados ainda os espetáculos estrangeiros Damned Be Traitor of His Homeland! (Eslovênia/Croácia); e Macbeth - Leila and Ben: a Booldy History (Tunísia).

Quatro espetáculos nacionais completam a programação da bienal. No dia 5 de novembro, às 20h30, o grupo Desvio Coletivo discute, na peça Pulsão, a motivação da vida por meio de jogos relacionais e de cenas que operam no limite entre o teatro e a performance. "O roteiro surgiu quando estava em um hospital vivendo uma situação limite ", contou Marcos Bulhões, diretor-geral do espetáculo. Ele considera positivo que a mostra selecione apresentações que fujam do apelo comercial. "Acreditamos que o espaço pedagógico permite esse tipo de ruptura."

O diretor do Tusp aposta que essa independência comercial, tendo em vista que todo o financiamento é da USP, será um diferencial da mostra em relação a outros festivais. "Como universidade, o que nos caberia fazer? Achamos que não seria correto que fôssemos para uma disputa de trazer o espetáculo mais importante do mundo. Nosso olhar foi tentar colocar questões que, pela característica dos festivais existentes, não se consegue colocar. Abrir essa questão estética", justificou Frateschi.

A programação nacional terá também os espetáculos BadenBaden, do Coletivo Banal de Florianópolis (SC);Arqueologias do Presente: a Batalha da Maria Antônia, da diretora Cristiane Zuan Esteves (SP), e Outro Lado, dirigido por Assis Benevenuto, Ítalo Laureano, Marcos Coletta e Rejane Faria, de Minas Gerais. A mostra conta ainda com atividades gratuitas de conferências, workshops e minicursos que podem ser conferidas no endereço www.usp.br/bienaldeteatro.

fonte: Brasil 247