domingo, 30 de março de 2014

Professores gaúchos têm o menor salário básico

Representantes do 35º Núcleo do CPERS/Sindicato participaram do 32º Congresso Nacional da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, em Brasília, e relatam a situação de ter a menor remuneração inicial da carreira.


Confira o texto da professora Vera Lessês.



De 16 à 19 de janeiro, aconteceu o 32º Congresso da CNTE, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília/DF. O tema dessa edição foi “Educação, Desenvolvimentos e Inclusão Social” e contou com a presença de representantes da Educação de 20 países, além de cerca de 2.000 delegados e delegadas, representantes da classe dos Trabalhadores em Educação de todo o Brasil.

Na oportunidade, foram apresentados e debatidos assuntos de interesse da Educação Brasileira e de seus Trabalhadores, destacando-se entre eles: Conferência sobre Conjuntura Internacional e Nacional, Política Sindical, Política Educacional e Políticas Permanentes que dizem respeito a melhoria e manutenção da qualidade da Escolas Públicas do nosso País.

O 35º Núcleo do CPERS/Sindicato de Três de Maio foi representado, na ocasião, com dois Delegados: Professora Vera Maria Lessês – Diretora do Núcleo e Professor Marino Simon – Conselheiro 1/1000 do Núcleo. Os representantes do núcleo foram escolhidos em Assembleia Regional que objetivava a apresentação dos candidatos e a respectiva eleição dos mesmos.

A participação no Congresso da CNTE serviu para nos fortalecer e revigorar, para continuarmos na luta em 2014, pela melhoria da qualidade da educação no nosso Estado e pela implementação da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional. Haja vista que, pelas conferências, debates e diálogos lá acompanhados, ficou claro que, a situação vivenciada pelos Trabalhadores em Educação do RS, quanto à questão salarial e ao 1/3 de hora para planejamento, destaca-se como a pior na Confederação Brasileira, ou seja, somos os profissionais que temos o menor salário básico e, consequentemente, a menor remuneração inicial da carreira e não temos ainda as horas para planejamento garantidas de fato.

Isto posto, queremos aproveitar a oportunidade e conclamar os Colegas Professores e Funcionários de Escolas para que, continuemos mobilizados e lutando por mais qualidade na Escola Pública e por valorização profissional. Esta última entendemos que de fato acontecerá, se o Piso Salarial for implementado no atual Plano de Carreira dos Trabalhadores em Educação. Pois, Lutar e defender nossos direitos, também é Educar! Pois, como diz John Dewey “A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”.



(*) Professora Vera Lessês é diretora do 35º Núcleo do CPERS/Sindicato.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Preparativos para a Feira do Livro

Nesta segunda-feira, 24 de março, ocorreu mais uma reunião preparatória para a 10ª edição da Feira do Livro de Santa Rosa. No encontro realizado no Centro Cívico Cultural, a discussão girou sobre as formas de comercialização de livros no evento. A partir das definições elencadas, o setor jurídico da Prefeitura elaborará o edital para a seleção dos livreiros que assumirão as bancas da Feira.

Participaram da referida reunião representantes da Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação e Juventude, Procuradoria Geral, ASES e Conselho de Políticas Culturais.

A próxima reunião está agendada para a próxima terça-feira, 1º de abril, no Centro Cívico Cultural, às 18h30min, terá como pauta as diferentes atividades e eventos que comporão a programação da Feira. Interessados em colaborar com o evento podem participar da reunião.

A 10ª Feira do Livro de Santa Rosa ocorrerá entre os dias 13 e 16 de agosto, na Praça da Bandeira. O lançamento oficial integra a agenda da 20ª Fenasoja, será dia 26 de abril, sábado, às 19h, no Parque de Expo
sições. 


terça-feira, 25 de março de 2014

Municípios disputam a referência na área de oftalmologia

Secretaria de Saúde adota medida para manter oftalmologia em Santa Rosa e Três de Maio





Para resolver o impasse quanto ao atendimento na especialidade de oftalmologia oferecido pelo Hospital São Vicente de Paulo, de Três de Maio e pela Clínica Ocular Center, em Santa Rosa, o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT); o diretor do HSVP, Altair Copatti, o coordenador adjunto Ademar Olsson e a representante do Planejamento da 14 ª Coordenadoria Regional de Saúde, Gislaine Mella resolveram unir esforços. Eles se reuniram com o diretor do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Antônio de Oliveira Lobato, na manhã de terça-feira (25/03).

O Hospital São Vicente, que dispõe de quatro médicos fixos para fazer frente à demanda da especialidade de oftalmologia da região, realiza cerca de 700 consultas/mês, quando a meta exigida é de 1000 consultas. A preocupação se deve ao fato de que a Clínica de Santa Rosa pleiteia a condição de entidade de referência regional na especialidade, o que poderia implicar perda de incentivos para a entidade tresmaiense. “O nosso atendimento é completo. O paciente consulta, pode fazer os exames e o procedimento, se necessário, no mesmo local. A população confia no nosso trabalho. Nossa dificuldade é manter profissionais oftalmologistas atuando no hospital”, detalhou o diretor do Vicente de Paulo.

Ele argumenta que foram investidos mais de R$ 1,3 milhão em recursos públicos para a compra dos equipamentos oftalmológicos utilizados no hospital, o que é resultado da aplicação, pelo governo Tarso, dos 12% das receitas líquidas em saúde, conforme determina a Constituição. “Atendemos 99% de SUS, temos recurso público investido, é natural que tenhamos preferência”, reforçou Copatti

Lobato explicou que a previsão de referências a entidades é pactuada com os municípios e não imposta pelo Departamento. “A demanda de abertura de novos serviços médicos e especialidades médicas nos municípios é dos gestores. E, nesse caso, partiu de Santa Rosa. Não se pode negar a eles, porque é um município grande. Mas se vai ser referência na região, isso não podemos afirmar, porque não é decisão nossa. No entanto, se houver impasse, a preferência é para a instituição filantrópica”, ressaltou, lembrando que a Clínica Ocular Center é particular.

Para resolver a questão, o diretor propôs que os serviços de oftalmologia de Santa Rosa, que dispõem de dois médicos e atende a cerca de 2500 consultas, sejam restritos à população de Santa Rosa. Assim, o Hospital Vicente de Paulo permaneceria com o serviço oftalmológico, com menor déficit de atendimento, que hoje é de cerca de 300 consultas. “É um meio termo que pode ser satisfatório para os dois casos. Assim, preservamos os recursos para o hospital de Três de Maio destinados à oftalmologia, reduzimos o excedente de consultas e garantimos a continuidade dos serviços em Santa Rosa”, disse Jeferson.

A proposta foi bem recebida por Copatti e também pelo deputado federal Elvino Bohn Gass (PT), que também havia sido demandado a respeito do tema. “É uma boa alternativa para o nosso hospital. Vamos observar como essa dinâmica se desenvolve no cotidiano”, finalizou o diretor.

[Com informações da assessoria de imprensa do dep. Jeferson Fernandes]


Se a S&P rebaixou o Brasil é porque Dilma deve estar fazendo alguma coisa de bom

por Paulo Nogueira do DCM


E então a S&P rebaixou a França.

E o que isso nos diz?

Não muito sobre a França. Não podemos subestimar que as agências de classificação não têm – repetindo, não têm – informações privilegiadas sobre solvência de grandes países.”

Clap, clap.


Assim se iniciou um artigo, no final do ano passado, do Nobel de Economia Paul Krugman, americano.

Troque França por Brasil, e o conteúdo continua inteiramente válido.

Krugman – que em outra ocasião chamara os economistas da S&P de “idiotas”, depois que eles rebaixaram os Estados Unidos – notava o seguinte: a França no fundo estava sendo rebaixada porque o presidente Hollande aumentara o imposto sobre os ricos e não desmontara o estado de bem estar social.

Na França, a nota da S&P esteve longe de causar comoção nacional.

Mas no Brasil o caso vai ser absurdamente explorado – muito mais por razões políticas do que econômicas.

É um ano eleitoral, e a oposição a Dilma vai usar a S&P como prova de que o país está afundando, assim como vem acontecendo com a compra de uma refinaria em Pasadena pela Petrobras.

É o chamado triunfo do desespero. Na falta de uma candidatura oposicionista que empolgue os brasileiros, e diante da vantagem de Dilma a poucos meses das eleições, vale qualquer coisa.

Mas pouco vai mudar eleitoralmente. As pessoas que se comovem com notas de agência de classificação de crédito – e nunca é demais lembrar que elas falharam miseravelmente em não perceber a grande crise de 2008 – não votam em Dilma.

As agências refletem, como notou Krugman, o chamado “mercado” – ou, para usar uma linguagem mais apropriada, o “1%”.

Sob Lula, o Brasil atingiu seu grau máximo para as agências. Isso porque, como o próprio Lula tantas vezes disse, nunca bancos e empresas ganharam tanto no Brasil.

Se Dilma recebeu uma “luz amarela”, como dizem alguns investidores estrangeiros interessados em coisas como juros altíssimos, é porque deve estar fazendo alguma coisa certa para os “99%”.

Menos do que deveria, com certeza, mas mais do que gostaria gente que, como a S&P, representa o “1%”.

Fonte: O Diário do Centro do Mundo (DCM) - O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


quarta-feira, 19 de março de 2014

As Reflexões de Brumel Lachnoff



O cidadão santa-rosense Brumel Lachnoff sempre foi dado a reflexões. E utilizou-se das artes visuais para trazer a público suas elucubrações. Do desenho ao cartum, do design gráfico à diagramação, da serigrafia à pintura, várias foram as ferramentas empregadas para repartir sua visão de mundo com seus semelhantes. Hoje, sua inquietude continua presente, agora estampada em uma série de 20 telas expostas no hall do Centro Cívico Cultural Antônio Carlos Borges.

Pelas palavras do próprio Brumel, antecipa-se e complementa-se um naco deste seu universo: "Abstrair da realidade imagens, moldando-se, adaptando-se, flexionando-se, momentos de dialogar, pensar e refletir sobre a vida e suas diversas cores e formas. Mostrar o que se sente, dar sentido a uma realidade, repensar e voltar novamente a viver o efêmero disperso do momento."

As Reflexões de Brumel Lachnoff ficarão expostas no Centro Cívico Cultural até a segunda-feira, 31 de março. A visitação pode ser feita de segunda a sexta, das 7h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min.


segunda-feira, 17 de março de 2014

Carros antigos em exposição


2º ENCONTRO DE CARROS ANTIGOS DE PORTO MAUÁ

No próximo domingo, dia 23, ocorrerá a 2ª edição do Encontro de Carros Antigos, em Porto Mauá. Veículos fabricados até 1984 estarão expostos às margens do Rio Uruguai, na Rua Benvenuto Taffarel, prolongamento da ERS 344. A realização é do Veteran Car Club integrados pelos municípios de Tuparendi e Porto Mauá.

Haverá ainda o 1º Encontro Internacional de Motociclistas, a 1ª Mostra da Agricultura Familiar, brinquedos do SESC, mateada, almoço e baile. As comemorações inserem-se na programação dos 22 anos do município de Porto Mauá.

Interessados em exibir seus veículos no Encontro de Carros Antigos podem contatar com o Vilson Winkler pelo celular 9613-1158 ou email vilson.winkler@gmail.com  


sexta-feira, 14 de março de 2014

Comer, ato revolucionário?

Refletir sobre o que nos alimenta pode nos levar a rebeldias
como reforma agrária, mercado de agricultores, jardins operários,
"slow food", permacultura e agricultura florestal.

Por Satish Kumar | Tradução Josemar Vidal Jr., editor de Tautologia Total

A comida é um microcosmo de um macrocosmo. Comer alimentos apropriados é parte da solução de problemas como as mudanças climáticas e a fome no mundo. Na tradição cristã, festejar no Natal e jejuar na Quaresma são símbolos significantes da relação estreita entre as pessoas e os alimentos, entre liberdade e comedimento, entre celebração e solitude.

Mas festejar e jejuar não são opostos: são complementares. Quando nós praticamos a liberdade de um banquete e somos pessoas habituadas à pratica do jejum, muito provavelmente vamos aproveitar a festa sem abusos.Jejuar é uma grande habilidade. Quando, no romance de Herman Hesse, a bela cortesã Ka­mala pergunta a Siddhartha quais eram as suas qualidades para conquistar o seu amor, Siddhartha responde: “Pensar, esperar, jejuar”. Infelizmente, no mundo moderno, muitos de nós não sabem como esperar, como jejuar, ou, ainda, como banquetear.

Nós vivemos no mundo da comida congelada, junk food e pratos prontos. Esse é o mundo da produção em massa, dos empacotados e das redes de comercialização de alimentos. Esse é o mundo onde os conhecimentos e as técnicas de produzir comida foram esquecidos, e a arte de cozinhar é desvalorizada; onde o prazer de preparar as refeições em companhia é diminuído. Nós perdemos o controle das origens dos alimentos. Muitos não sabem dizer poucas palavras sobre como a comida é semeada, distribuída, tarifada, ou mesmo como é preparada.

O acesso à comida deveria ser um direito fundamental do ser humano, o alimento é um presente da natureza a todos. Alimentar as pessoas e todos os seres vivos é algo intrínseco à vida, à existência, mas, infelizmente, a comida tornou-se produto comercial e já não esta disponível à todos igualmente. O objetivo primeiro dos que trabalham com negócios alimentícios é fazer dinheiro, alimentar as pessoas se tornou algo secundário. Não admira vermos múltiplas crises, tais como o crescimento do custo dos alimentos, crescimento da obesidade, junto à malnutrição e fome.

O grande desafio com o qual precisamos nos deparar é percebermos o principal objetivo dos sistemas alimentares, que é suster a vida. A principal responsabilidade dos governos e dos homens de negócios é desenvolver políticas e práticas que atendam às necessidades alimentares de todos, em todo o mundo, ao mesmo tempo em que garantam a integridade e a sustentabilidade do planeta Terra em si.

Cultivar, preparar e comer boa comida é um imperativo ecológico, e, como Thomas Morus muito bem pontua, a comida é mais do que apenas o combustível para o corpo; ela é fonte para a nossa nutrição espiritual, social, cultural e física.

As pessoas perguntam: “O que eu posso fazer para combater o aquecimento global, a degradação ambiental e as injustiças sociais?” A resposta dada por Thomas Morus e outros escritores é: “Vamos começar pela comida: vamos comer alimentos locais, orgânicos, sazonais e deliciosos. Vamos lidar com os alimentos com as nossas próprias mãos, e não deixar a sua produção apenas nas mãos das corporações.”

O ato de comer o alimento apropriado é parte da solução dos problemas de aquecimento global e fome. A comida é um microcosmo de um macrocosmo. Quando nós observamos as movimentações econômicas por trás dos alimentos vemos imediatamente a influência das corporações multinacionais, que transformam comida em produto, onde, da engenharia genética das sementes ao cultivo, o controle passou do homem do campo e dos agricultores para administradores e engenheiros. Se nos preocupamos com a agricultura industrial, agronegócio, terras cultiváveis, erosão do solo, crueldade com os animais, fast foods, fatty (gordurosas) foods, ou ainda, “não-foods“, temos que olhar para o nosso prato e o que esta nele. A comida em nossa dispensa e na nossa cozinha esta conectada com as mudanças climáticas, com a pobreza, bem como com a nossa própria saúde.

Uma reflexão profunda sobre o que comemos pode nos levar à reforma agrária, mercados de agricultores, Jardins Operários, Slow Food, comida artesanal, permacultura, agricultura florestal e muito mais. Nós devemos transformar nossa relação com a comida como um primeiro passo em direção às transformações sociais, econômicas e políticas. O pessoal e o político são dois lados da mesma moeda, nós não podemos manifestar um sem o outro. Quando nós começamos no plano pessoal e caminhamos em direção ao político, então há integridade no que falamos, fazemos e pedimos para que os outros façam. É claro que não podemos parar na vida pessoal. Nós precisamos nos comunicar, organizar e construir um movimento popular que pressione governos e empresas a efetuarem mudanças.

Será que estamos prontos pra “por a mão na terra”? Temos tempo para assar nosso próprio pão e compartilhar nossas refeições em companhias agradáveis? Se nós não temos tempo para cozinhar e comer adequadamente, então nós não temos tempo para viver. Como Molière disse: “É boa comida, não boas palavras que me mantém vivo”.


*Satish Kumar é fundador e diretor do Instituo Schumacher e reconhecido como um pilar da militância pacifista.



quinta-feira, 13 de março de 2014

Estado confirma aporte de R$ 6 milhões no Vida & Saúde

Hospital Vida e Saúde terá 

R$ 6 milhões para ampliação




A secretária estadual de Saúde, Sandra Fagundes acaba de confirmar aos deputados estadual Jeferson Fernandes (PT) e federal, Elvino Bohn Gass (PT) a destinação de R$ 6 milhões para a ampliação do Hospital Vida e Saúde, de Santa Rosa. O anúncio ocorreu na tarde desta quinta-feira (13/03), durante audiência na qual os parlamentares reforçaram o pleito ao governo, juntamente com a vereadora Karina Kucharski, o presidente Anderson Mantei e a diretora geral do Hospital, Wanderli de Barros. Na oportunidade, a secretária também assinou documento que autoriza a destinação de mais R$ 870 mil para a aquisição de equipamentos para a atual Unidade de Terapia Intensiva da entidade. “É um dia muito especial para a saúde de Santa Rosa. O dia em que a transformação do Vida e Saúde começa a se concretizar”, comemorou Jeferson.

Atualmente, o Hospital tem 11 mil m² de área. Com a ampliação, que envolverá a unidade de internação, o setor de diagnóstico por imagem e a UTI, passará a 21mil m². O projeto está orçado em R$ 22 milhões, sendo que a obra física custará cerca de R$ 14 milhões. Com os R$ 6 milhões do governo do Estado e R$ 8 milhões em recursos próprios do Hospital, a concretização do projeto está garantida. A entidade atende a cerca de 22 municípios da região. “Em oito anos, saímos de uma situação pré-falimentar e de oposição da comunidade para uma situação em que a instituição é aceita, é respeitada, as pessoas são atendidas. Pusemos a casa em ordem”, disse Mantei.

A vereadora Karina Kurcharski, que presidiu a Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa na gestão de Orlando Desconsi e foi uma das principais defensoras da ampliação do Vida e Saúde, lembrou a luta pelo reforço da entidade. “Foi um trabalho feito há muitas mãos, com a ajuda da direção do Vida e Saúde, dos companheiros Elvino e Jeferson, do prefeito Orlando, dos nossos vereadores e de toda uma equipe consciente da importância desse Hospital para a comunidade da grande Santa Rosa”, ressaltou.

O Hospital Vida e Saúde, que já está com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, deverá atender juntamente com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que funcionará em terreno cedido pela entidade. A ideia é trazer o governador Tarso Genro à região para fazer a entrega das benfeitorias ao município.


sábado, 1 de março de 2014

Oficina de Tambores Gaúchos no SESC

Grupo Alabê Oni é integrado por Kako Xavier, Richard Serraria,
Mimmo Ferreira e Pingo Borel

SANTA ROSA - O Arte Sesc – Cultura por toda parte promove em Santa Rosa, dia 26 de abril, a Oficina de Tambores Gaúchos, ministrada pelo Grupo Alabê Oni. 

A atividade objetiva apresentar aos participantes os tambores gaúchos, sobretudo tambor de sopapo, através da exploração das várias possibilidades de sons, afinações e técnicas de execução, passando por exercícios musicais que auxiliem a execução de ritmos afrodescendentes. 

Ministrada por Richard Serraria, Mimmo Ferreira, Pingo Borel e Kako Xavier, a oficina acontecerá das 10h às 12h e das 14h às 18h, no Teatro do Sesc Santa Rosa (Rua Concórdia, 114)

O Grupo Alabê Ôni é um grupo percussivo, de raiz africano no sangue, na cultura e na espiritualidade, que se reuniu pra agregar as manifestações dos tambores que tocam historicamente no Rio Grande do Sul. Para formação do grupo, os quatro músicos, em conjunto com a curadoria nacional do Sonora Brasil, dedicaram-se à recuperação da história do tambor de sopapo — o Grande Tambor. O repertório é composto por maçambiques, quicumbis, alujás e candombes, manifestações da cultura negra gaúcha ligadas à tradição religiosa e profana.

Além da Oficina de Tambores Gaúchos, ocorrerá a exibição do filme “O Grande Tambor”, também no dia 26 de abril, às 20h. O filme narra a trajetória do Tambor de Sopapo, que carrega a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul. Sua matriz vem pelas mãos e mentes dos africanos escravizados para a região das charqueadas, ao extremo Sul do Brasil. É considerado sagrado, retumbando o som por séculos de um purificar religioso para os rituais de matança - realidade presente nas propriedades que produziam o charque entre os séculos XVIII e XIX.


Caderno de Sábado retorna depois de 33 anos

Correio do Povo retoma caderno cultural encerrado em 1981

Suplemento terá coordenação editorial de Juremir Machado da Silva


O Caderno de Sábado, referência cultural e literária nas décadas de 1960 e 1970, volta a circular no Correio do Povo, a partir deste sábado, 1º de março. O suplemento, que foi às ruas pela última vez em 1981, será retomado sob a coordenação editorial de Juremir Machado da Silva e edição de Luiz Gonzaga Lopes, com projeto gráfico de Pedro Dreher.

Em oito páginas, o Caderno de Sábado trará reportagens especiais, séries temáticas, artigos, entrevistas pingue-pongue com personalidades da cultura gaúcha, nacional e internacional, além de noticiário, agenda do final de semana e espaços fixos como roteiros de cinema, teatro, música, TV e rádio. A edição de reestreia trará conteúdo sobre o Oscar 2014, uma homenagem ao artista Glenio Bianchetti, e matéria especial sobre a história do suplemento.

De 30 de setembro de 1967 até 10 de janeiro de 1981, o Caderno de Sábado teve 646 edições. Por suas páginas, passaram nomes representativos da cultura estadual e nacional como Clarice Lispector, Mario Quintana, Guilhermino César, Donaldo Schüler, Sérgio Faraco, Luiz Antônio de Assis Brasil, Antonio Hohlfeldt, José Hildebrando Dacanal, Sergius Gonzaga, Herbert Caro, Armindo Trevisan, Paulo Hecker Filho, Ney Gastal, Paulo Fontoura Gastal e Oswaldo Goidanich.

fonte: coletiva.net 


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Março Feminino em Três de Maio

SECRETARIA E COMDIM PROMOVEM
I MÊS DA MULHER

Programação prevê atividades do dia 6 a 29 de março


A Secretaria Municipal de Políticas da Mulher de Três de Maio tem como papel fundamental contribuir para a promoção da equidade de gênero, por meio da implementação de políticas públicas que efetivem os direitos humanos das mulheres e elevem sua cidadania, superando as situações de desigualdades vivenciadas pela mulher na sociedade. 

Desta forma, a Secretaria, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) estará promovendo o I Mês da Mulher, que engloba a programação da XVII Semana da Mulher, a ser realizada de 6 a 29 de março de 2014.

A programação prevê palestras sobre diversos assuntos relacionados a saúde da mulher, eventos que irão destacar as políticas públicas para as mulheres e o III Bazar Beneficente Feminino, no dia 29 de março.

O I Mês da Mulher inicia na quinta-feira, dia 6, às 13h, com a palestra do médico ginecologista e obstetra Rogério Dahmer, sobre o tema “Prevenção na Saúde da Mulher”, no auditório do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Três de Maio, evento este promovido pelo HSVP.

Na sexta-feira, dia 7, Dia da Oração, haverá a abertura oficial na Igreja Nossa Senhora da Conceição, a partir das 19h30min, com palestra sobre o tema “Mananciais do Deserto”, elaborado por mulheres do Egito.

Segundo a secretária municipal de Políticas da Mulher, Vera Kühler, a comemoração é a desconstrução de uma cultura machista e que as mulheres ainda tem muito o que conquistar. “O mercado de trabalho precisa oferecer condições e remunerações igualitárias. Ainda temos casos em que a mulher realiza a mesma função, mas tem uma remuneração bem menor que o homem. Também há muito a ser feito em relação à desconstrução da cultura da violência doméstica. Este é um dos principais aspectos do nosso trabalho.



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Estado terrorista. Por que não?

Por Reginaldo Nasser na Fórum

Creio que aqueles que almejam ver o Brasil no patamar das Grandes Potências tiveram seu momento de euforia na semana passada, pois puderam, à semelhança do que ocorre em EUA, Rússia, Inglaterra e França, inserir o tema do terrorismo em nossa agenda política. Contudo, interessante notar que, diferentemente dessas nações, não temos nenhum grupo que pratique algo que se assemelhe ao terrorismo. Uma legislação contra algo que não existe? Pois é, tudo isso me faz lembrar um texto primoroso de Alceu Amoroso Lima – O Brasil começou pelo fim. Tivemos Estado antes de ter povo; Banco sem ter economia, Universidade sem ter professores e alunos e por aí vai.

Mas embora os legisladores brasileiros não saibam definir o que é terrorismo, sabem perfeitamente que, ao rotular alguem de “terrorista”, nos dias de hoje, significa, sobretudo, uma desqualificação da natureza política daquele que quer combater. Além disso, em ano de Copa é sempre bom estar em sintonia com as definições hegemônicas de terrorismo elaboradas por organizações, ou agências associadas, direta ou indiretamente, às grandes potencias após o 11 de Setembro de 2001. Um painel da ONU, em 2005, descreveu o terrorismo como qualquer ato que revele a “intenção de causar a morte ou lesões corporais graves a civis, com o objetivo de intimidar uma população ou obrigar um governo ou uma organização internacional a fazer ou abster-se de praticar qualquer ato”. Assim, não é de se surpreender que essa definição exclua a possibilidade de o Estado cometer atos de terror já que prevalece o interesse politico dos governos que se aproveitam da situação como forma de desqualificar opositores.

Contudo, não se pode perder de vista que a palavra terror entrou no vocabulário político do Ocidente, após a Revolução Francesa, para designar justamente a repressão estatal (execuções) contra os que eram considerados os inimigos internos. Pode-se identificar a presença de pelo menos quatro caracteritiscas presentes na pratica do terrorismo: (1) a ameaça ou uso de violência, (2) alcançar um objetivo político (3) ter intenção de espalhar o medo (4) atacar civis. Portanto, não seria mais adequado focar na qualificação do ato do que, propriamente, no ator que o pratica? No fundo a questão principal que se coloca é: quando o uso da violência (dirigida a quem, por quem, para que fins) é aceito como legitimo? Nota-se que nunca se invocou tanto na mídia, como agora, a definição weberiana de Estado, enquanto detentor do monopólio dos meios da violência, para justificar o uso da repressão pela polícia. Mas sempre se esquecem de dar o devido peso à questão da legitimidade do ato (não necessariamente legal!) Retire a justiça, – sentencia Santo Agostinho ( não é filósofo black bloc) – o que são os reinos senão grandes piratas?

Retire o véu de legitimidade que cobre o uso da força pelo Estado e poderemos ter várias formas de repressão praticada pelo Estado e, por que não, o terrorismo? Aliás, o Estado permanece como uma das maiores ameaças à segurança e bem-estar da população. Em comparação com o terrorismo, perpetrado por grupos não estatais, os poucos milhares de mortes e ferimentos causados por estes é insignificante em relação às centenas de milhares de pessoas mortas, sequestradas, feridas, torturadas, violadas, e ameaçados por agentes do Estado em países em todo o mundo.

Podemos comparar a morte de um agente de Estado com um cidadão? Claro que não. Ao agente de Estado são atribuidos recursos (tecnológicos, econômicos etc) de uma dimensão muito maior e mais sofisticada do que qualquer cidadão pode possuir. Além disso, como, em princípio, o agente do Estado deve agir de acordo com a lei, isso acaba lhe conferindo, infelizmente, uma característica de impunidade e não de maior responsabilidade.

Como bem avaliaou o jurista-historiador italiano Guglielmo Ferrero, precisamos de teias que atem o Dragão (Estado). A democracia é uma dessas poderosas teias, mas não é suficiente. É preciso mais, pois o Dragão é cada vez mais forte.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Princípios "inegociáveis" da internet

Por Márcia Xavier, no sítio Vermelho:


Com a proximidade da votação do Marco Civil da Internet, cresce a defesa pelo relatório do deputado Alessandro Molon (PT), que trata da neutralidade da rede, privacidade e liberdade de expressão. A líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RS), engrossa o coro dos parlamentares que consideram inegociáveis os três princípios básicos do projeto. A votação do marco civil está prevista para a próxima semana.

“Nós não vamos permitir que se mexa no eixo central do projeto. Dessas questões (neutralidade, privacidade e liberdade de expressão) a gente não pode abrir mão, senão descaracterizamos o projeto do Marco Civil”, aponta Jandira, que entende serem esses princípios estratégicos para se alcançar a liberdade da comunicação digital almejada pelo projeto.

Segundo ela, que presidiu um debate sobre o assunto na Câmara, no ano passado, “a sociedade quer pluralidade, quer liberdade de expressão, quer ter acesso a várias opiniões. Isso tudo vai exigir um modelo de não oligopólio, um modelo que amplie e que permita o debate das diversas opiniões. Democratização da comunicação e marco civil da internet são dois pontos estratégicos para a democracia brasileira”, disse.

Molon leu, nessa quarta-feira (12), em plenário a última versão de seu parecer ao projeto. As mudanças no texto não mexem com alguns pontos de discordância entre os parlamentares. Entre eles, o da neutralidade de rede, princípio que garante o livre tráfego de dados entre os computadores ligados à internet, sem que o usuário tenha que pagar nada mais por isso além da velocidade de conexão. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), é contra. Para ele, o texto do relator atende ao modelo de intervencionismo do Estado brasileiro.

Para Molon, mexer neste artigo é inegociável: “A neutralidade é o coração do projeto. Garantir a neutralidade da rede é garantir o funcionamento da internet da forma com que nós a conhecemos. Uma rede aberta, livre, democrática, amigável para a inovação, descentralizada”, explicou.

Neutralidade, privacidade e liberdade
O deputado Bohn Gass (PT-RS) também defendeu a manutenção no texto dos temas que tratam da neutralidade da rede, privacidade e liberdade de expressão. De acordo com o petista, esses três princípios sustentados no relatório de Molon são “inegociáveis”.

“A aprovação deste Marco Civil, portanto, é premissa básica do nosso direito. Qualquer tentativa de burlar um desses pontos atenta, portanto, contra a privacidade, a liberdade e a igualdade”, assinalou o petista.

“Qualquer regra que tolha ou reduza a neutralidade não pode ser aceita por um motivo muito simples: ela acaba com a internet, com o que há de mais democrático, mais fantástico e mais importante que é a liberdade. Manter a neutralidade é garantir que qualquer pessoa continuará tendo direito a acessar qualquer conteúdo que desejar”, argumentou Bohn Gass.



As 10 faculdades de Direito que mais aprovam na OAB



Confira abaixo o ranking das 10 faculdades de Direito que mais aprovam na OAB


A FGV Projetos, responsável pelo Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), divulgou um ranking com as faculdades que têm as mais altas taxas de aprovação na prova da OAB.

A lista traz no topo as instituições que mais aprovaram nas últimas três edições do exame, obrigatório para o exercício da advocacia. O curso de Direito do campus da USP de Ribeirão Preto (SP), a Universidade de Federal de Viçosa e a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP em São Paulo (SP) são as mais bem colocadas. Confira as 10 melhores na prova da OAB:

1- Universidade de São Paulo (campus de Ribeirão Preto)
Município: Ribeirão Preto (SP)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 79
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 85,7%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 91,7%

2- Fundação Universidade Federal de Viçosa
Município: Viçosa (MG)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 34
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 75,8%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 80,6%

3- Universidade de São Paulo ( Largo São Francisco)
Município: São Paulo (SP)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 605
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 70,9%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 81,6%

4-Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Município: Recife (PE)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 208
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 69,3%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 79,1%

5- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Município: Belo Horizonte (MG)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 523
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 68,8%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 79,3%

6- Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)
Município: Franca (SP)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 98
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 68,8%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 80,5%

7- Universidade Federal do Paraná
Município: Curitiba (PR)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 242
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 68,1%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 81%

8- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Município: Florianópolis (SC)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 243
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 66,7%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 82,1%

9- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Município: Porto Alegre (RS)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 170
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 66%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 80,5%

10- Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
Município: Salvador (BA)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 55
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 65,4%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 73,9%

Fonte: Exame


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Oficinas gratuitas de música, dança e teatro

A Prefeitura de Santa Rosa, através da Secretaria de Cultura e Turismo oferece vagas para estudantes de escolas municipais interessados em desenvolver a arte da música, dança e teatro.

As inscrições poderão ser feitas no Centro Cívico e Cultural, no período de 17 de fevereiro até dia 07 de março, de segunda a sexta, no horário das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

São ofertadas aulas de canto, violão, teclado, acordeon e flauta doce que serão ministradas na Escola de Música Recital. As aulas de dança e teatro ocorrerão no Clube Concórdia.

As oficinas são gratuitas e iniciam no dia 10 de março.



Haitianos com oportunidades na UFFS

UFFS inicia processo seletivo especial para cidadãos haitianos

Estão abertas as inscrições do Processo Seletivo Especial para acesso à Educação Superior da UFFS para Estudantes Haitianos – PROHAITI, válido para ingresso no primeiro semestre do ano letivo de 2014. O período de inscrições segue até o dia 18 de fevereiro. No total, são oferecidas 205 vagas, distribuídas em cinco campi da UFFS, em diversos cursos: Chapecó (68), Laranjeiras do Sul (11), Realeza (12), Cerro Largo
(16) e Erechim (30).


Podem inscrever-se neste processo seletivo especial candidatos haitianos que possuam escolaridade equivalente ao Ensino Médio (2º Grau) brasileiro, cursado no Haiti, devidamente comprovada através de diplomas/certificados e históricos escolares.

A inscrição deverá ser feita nas Secretarias Acadêmicas dos Campi da UFFS de acordo com o curso de graduação que o candidato deseja cursar, conforme as vagas descritas na tabela abaixo. As inscrições devem ser realizadas pessoalmente ou por procuração, mediante o preenchimento do Requerimento de Inscrição constante no anexo do Edital nº 38/UFFS/2014 (publicado na página da UFFS).

O Processo Seletivo será constituído de uma prova com questões objetivas de caráter classificatório. A prova terá 50 questões objetivas de múltipla escolha, em língua portuguesa, divididas nas seguintes áreas do conhecimento: dez questões de Matemática; dez questões de interpretação de texto; seis questões de Física; seis questões de Química; seis questões de Biologia; seis questões de Geografia e seis questões de História Geral. A prova ocorrerá no dia nove de março de 2014.


O Programa PROHAITI

O Programa PROHAITI foi aprovado em 12 de dezembro de 2013, no Conselho Universitário da UFFS. A intenção do programa é contribuir para integrar os imigrantes à sociedade local e nacional, por meio do acesso aos cursos de graduação da UFFS. Para o Reitor, Jaime Giolo, a UFFS assume causas importantes, nacionais e internacionais. “Sempre mantivemos preocupações com conexões internacionais e, motivados por esta busca da população haitiana que trabalha em Chapecó e região, resolvemos estabelecer uma conexão objetiva, pragmática e eficaz com a República do Haiti, decisão que foi abraçada pela embaixada de forma bastante entusiasmada”, ressalta.


Veja a documentação necessária para inscrição


Os candidatos deverão entregar a cópia dos seguintes documentos no ato da inscrição:

- Passaporte com visto vigente.

- CPF.

- Protocolo do RNE – Registro Nacional de Estrangeiros.

- Atestado de Escolaridade (histórico escolar e diploma/certificado de conclusão do nível de estudos equivalente ao Ensino Médio (2º Grau) brasileiro), tudo referendado pela Embaixada da República do Haiti no Brasil, conforme Art. 4º da Resolução Nº 32/2013 – CONSUNI.

- Requerimento de Inscrição preenchido e assinado.


Cada candidato poderá escolher até duas opções de Cursos de Graduação, no mesmo Campus.


Campus Cerro Largo

Avenida Jacob Reinaldo Haupenthal, nº 1580 (próximo ao Parque Municipal de
Exposições), Cerro Largo/RS, na Secretaria Acadêmica - Bloco A. 
Fones: (55) 3359-3950 ou 3359-3959.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Comitiva da 3ª Expo Terneira em Porto Alegre

Governador Tarso Genro estará na abertura do evento



Comitiva da 3ª Expoterneira no gabinete
do deputado Jeferson Fernandes


Na manhã desta quinta-feira (06), o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) recebeu em seu gabinete a visita do prefeito de Três de Maio, Olívio Casali e de membros da comissão de organização e divulgação da 3ª Exposição da Terneira e da Economia Familiar - Expo Terneira, evento que ocorre no município de 22 a 25 de maio. Eles vieram fazer o convite oficial e solicitar o apoio do parlamentar na busca de patrocínios, junto ao governo do Estado, para viabilizar a Exposição. “Tenho por prática apoiar iniciativas que beneficiam a nossa agricultura familiar e fortalecem os municípios a partir da divulgação de suas vocações econômicas e sociais. A Expo Terneira é coerente com esse entendimento. Por isso e também por ser um evento da nossa região, eu não teria como não ajudá-los. Podem contar com o meu apoio nesta empreitada”, disse Jeferson.

Assim que a comitiva se despediu, o parlamentar entrou em contato com a direção da Corsan, estatal que já havia sido visitada pela comitiva, e obteve a informação de que foram reservados R$ 25 mil em patrocínio para a Expo Terneira, com as devidas contrapartidas do município. Também em telefonema ao Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE), o parlamentar teve a confirmação de R$ 8 mil para o evento. “Estou bastante otimista em relação ao Banrisul, ao Badesul e à Secretaria de Desenvolvimento Rural. Creio que ainda possamos conseguir bons apoios desses órgãos”, acrescentou o petista, que fará os contatos necessários.

A Expo Terneira tem como objetivo divulgar a produtividade da bacia leiteira local, que fornece 100 mil litros de leite por dia e projeta a ampliação para 1,4 milhão de litros/leite/dia. A Feira envolve 350 expositores de indústrias e comércio, agricultores de pequena e média propriedade rural, além de uma programação de shows e eventos esportivos e culturais. Para os dias de evento, são esperados 60 mil visitantes.

A 3ª Expo Terneira acontece de 22 a 25 de maio, no Parque Municipal de Exposições Germano Dockhorn, na cidade de Três de Maio, com a presença do governador Tarso Genro na abertura, às 12h do dia 22.

Estiveram presentes no Legislativo o prefeito Olívio Casali, os vereadores Cleiton dos Santos, Lírio da Rosa, Luiz José Lena e Mauri Luiz Mella, da Câmara Municipal; Kurt Grenzel, presidente da 3ª Expoterneira; Leandro Maehler, Secretário Geral da Prefeitura de Três de Maio.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Argentina e os ganhos da liberdade de expressão

Por Laurindo Lalo Leal Filho


Está no ar na Argentina o primeiro canal de televisão indígena do país. É o Wall Kintun (“olhar em volta” no idioma Mapuche) dirigido e operado pela comunidade de povos originários da região de Bariloche.

Dezenas de prefeituras, universidades e escolas também receberam autorização para utilizar freqüências de rádio e TV. Há mais de 500 solicitações para a instalação de rádios de baixa potência em zonas de grande vulnerabilidade social.

Essa nova realidade argentina deve-se a implantação da lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, conhecida como Lei de Meios, que acaba de completar quatros anos de vigência. Promulgada em outubro de 2009, vem revolucionando o setor audiovisual.

Quatro artigos foram contestados na Justiça pelo grupo Clarin, o maior conglomerado de mídia do país. No último dia 29 de outubro a Suprema Corte julgou-os constitucionais. Com isso terá fim o domínio do setor exercido pela empresa que possui 240 licenças para TV a cabo, 9 para rádios AM, uma para FM e 4 para TV aberta.

Com toda a lei em vigor um mesmo empresário não poderá mais controlar canais de TVs abertas e fechadas ao mesmo tempo e o sinal de uma empresa de TV por não poderá chegar a mais de 24 localidades e nem superar o limite de 35 por cento do total de assinantes. Tudo para diversificar a oferta desses serviços.

A lei obriga também às empresas que superam esses limites a devolver as licenças excedentes no prazo de um ano. A maioria já se adequou a essas normas com a exceção do grupo Clarin que vinha usando de todas as armas para não abrir mão do seus privilégios.

O princípio mais geral da lei é que o total de frequências de rádio e TV esteja dividido em três partes iguais. Um terço para as emissoras privadas, outro para as públicas e um terceiro para as que operem sem fins lucrativos.

Trata-se de uma política destinada a ampliar a liberdade de expressão dando voz aos setores da sociedade emudecidos pela força dos monopólios. Em quatro anos, a aplicação dos outros 162 artigos, não contestados na Justiça, mostra a importância da lei para a ampliação da democracia.

Os números são impressionantes e, claro, desconhecidos no Brasil. A Lei de Meios argentina é quase invisível na grande mídia brasileira. Quando aparece é para ser demonizada, confundida ardilosamente com uma forma de censura.

Dá-se exatamente o contrário. Com a lei em vigor ocorreu uma explosão criativa no país ampliando as vozes com acesso aos meios de comunicação eletrônicos. Os números revelam não apenas o aumento da diversidade de ideias circulando como indicam uma grande expansão no mercado de trabalho e um avanço nas conquistas tecnológicas.

Foram concedidas 814 licenças para operação de emissoras de rádio, TV aberta e TV paga. Dessas 53 de TV e 53 de rádio FM destinaram-se às universidades e 152 para emissoras de rádio instaladas em escolas primárias e secundárias.

Enquanto aqui o número de operadoras de TV a cabo é reduzido, dominado por grandes conglomerados internacionais, na Argentina graças à lei, esses serviços já são oferecidos por 45 cooperativas, com 2800 horas diárias de programação própria. Para tanto foram realizados 50 cursos de capacitação e criados, segundo a autoridade que regula o audiovisual, cerca de cem mil postos de trabalho.

A TV digital aberta cobre 82,5% do país com 31 canais. Para que todos tenham acesso a ela foram doados ao público um milhão e 200 mil decodificadores. Ao mesmo tempo criou-se um banco de conteúdos audiovisuais, com mais de 5 mil horas de produções destinadas aos canais não comerciais.

O silêncio da mídia brasileira sobre esses dados reflete-se também no meio acadêmico onde o caso argentino é ignorado, apesar da Lei de Meios ter sido constituída com ampla participação de docentes e pesquisadores que deram a ela forte embasamento teórico. Vários artigos têm remissões indicando suas referências ou oferecendo mais esclarecimentos. Deveria ser texto de estudo obrigatório em nossas faculdades de comunicação.

Sem esquecer a ação política dos docentes argentinos que em 2009 saíram às ruas para apoiar a aprovação da lei. Agora buscam adaptar seus cursos a nova realidade audiovisual. Na Universidade de Quilmes, por exemplo, foi criado um programa transversal sobre tecnologia digital e instituído o “Premio Nuevas Miradas” para “reconhecer os conteúdos da nova televisão federal e antimonopolista”, segundo o reitor Mario Lozano.

A inserção da academia nos projetos de democratização da comunicação acaba de ganhar uma importante referência simbólica. A Faculdade de Jornalismo da Universidade de La Plata outorgou ao presidente da Bolívia, Evo Morales, o título de professor honorário da nova cátedra livre denominada “Por uma comunicação social pela emancipação da América Latina”.

Na homenagem, Morales lembrou o papel da rádio Soberania, criada pelos trabalhadores da região em que ele vivia quando era sindicalista para se contrapor a única emissora então existente, controlada pelos Estados Unidos. Hoje a Soberania integra uma das várias redes comunitárias que cobrem a Bolívia.

Vozes antes caladas, como as dos Mapuche, de Bariloche, essas emissoras bolivianas agora “educam e informam, mas também dizem a verdade e contribuem para a liberação dos povos”, frisou Morales ao se tornar professor honorário na Argentina.


(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de novembro de 2013



Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.


Acadêmica da SETREM relata sua experiência no Projeto Rondon

Ana Paula Danzer participou da Ação Cívico-Social (ACiSo) e da Assistência Hospitalar (ASSHOP), iniciativas coordenadas pela Marinha do Brasil




A acadêmica do curso de Enfermagem da Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM), Ana Paula Danzer, retornou nesta semana do Pará, onde integrou a equipe da Ação Cívico-Social (ACiSo) e da Assistência Hospitalar (ASSHOP), iniciativas coordenadas pela Marinha do Brasil que fazem parte do Projeto Rondon. Ela saiu dia 17 de janeiro de Três de Maio com destino a Belém - PA, cidade em que se juntou à equipe, formada por cerca de 200 pessoas entre militares e estudantes, que partiram rumo à Breves - PA, local em que a embarcação ficou atracada.

"De lá, em grupos menores, partíamos em pequenas embarcações para as comunidades ribeirinhas, até localidades como Portel, São Sebastião da Boa Vista e diversas outras. Um detalhe que chamou minha atenção é que na primeira comunidade nos deparamos com apenas 13 famílias, mas com nenhuma delas formada por menos de 12 pessoas. Isso se manteve por toda nossa ação no Pará", destaca Ana Paula. A acadêmica conta que encontrou um cenário muito diferente do vivenciado por ela no Sul do país, pois o saneamento básico era inexistente e havia pouca infraestrutura para saúde e educação.


A atuação nas comunidades

Ana Paula destaca que, apesar de a vida ser difícil para os moradores das comunidades visitadas, todos demonstraram muita humildade e um grande espírito de partilha. "A receptividade surpreendeu positivamente. Chegávamos, montávamos a sala da odontologia e fazíamos o acolhimento, que consistia em uma entrevista para saber como era a vida deles e qual a queixa principal quanto à saúde. Após, encaminhávamos ao dentista ou ao médico", explica. A atividade envolvia também recreação para as crianças, palestras, distribuição de folders e diversos outros materiais, tudo levado pelos estudantes. A medicação necessária foi disponibilizada pela Marinha.


Lição de vida

"A gente reclama tanto de nossa vida, sem dar valor às pequenas coisas. Lá a humildade domina, as pessoas são incrivelmente simples e colaboram umas com às outras. Não existe o individualismo exagerado. Volto de lá com ainda mais certeza de que humildade é algo extremamente maravilhoso nas pessoas", conta Ana Paula. A acadêmica até mesmo pensa em retornar ao Pará e atuar profissionalmente junto às comunidades. "São cidades pobres, sem infraestrutura, com esgoto dos lados das casa, mas é um lugar muito importante para realizar ações, pois em cada morador há o reconhecimento pelo pouco que conseguimos fazer por eles", ressalta a estudante de Enfermagem da SETREM.

Sobre a experiência no Pará, ela complementa: "Tive muito medo de ir, pois nunca havia participado de nada parecido. A expectativa foi grande, pois era também a primeira vez que a SETREM participava do Rondon. Após a viagem, recomendo aos demais acadêmicos que se tiverem uma oportunidade como esta, que vão sem pensar duas vezes, pois vale muito à pena conhecer o outro lado do Brasil. É uma experiência maravilhosa", conclui Ana Paula.