terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Março Feminino em Três de Maio

SECRETARIA E COMDIM PROMOVEM
I MÊS DA MULHER

Programação prevê atividades do dia 6 a 29 de março


A Secretaria Municipal de Políticas da Mulher de Três de Maio tem como papel fundamental contribuir para a promoção da equidade de gênero, por meio da implementação de políticas públicas que efetivem os direitos humanos das mulheres e elevem sua cidadania, superando as situações de desigualdades vivenciadas pela mulher na sociedade. 

Desta forma, a Secretaria, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) estará promovendo o I Mês da Mulher, que engloba a programação da XVII Semana da Mulher, a ser realizada de 6 a 29 de março de 2014.

A programação prevê palestras sobre diversos assuntos relacionados a saúde da mulher, eventos que irão destacar as políticas públicas para as mulheres e o III Bazar Beneficente Feminino, no dia 29 de março.

O I Mês da Mulher inicia na quinta-feira, dia 6, às 13h, com a palestra do médico ginecologista e obstetra Rogério Dahmer, sobre o tema “Prevenção na Saúde da Mulher”, no auditório do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Três de Maio, evento este promovido pelo HSVP.

Na sexta-feira, dia 7, Dia da Oração, haverá a abertura oficial na Igreja Nossa Senhora da Conceição, a partir das 19h30min, com palestra sobre o tema “Mananciais do Deserto”, elaborado por mulheres do Egito.

Segundo a secretária municipal de Políticas da Mulher, Vera Kühler, a comemoração é a desconstrução de uma cultura machista e que as mulheres ainda tem muito o que conquistar. “O mercado de trabalho precisa oferecer condições e remunerações igualitárias. Ainda temos casos em que a mulher realiza a mesma função, mas tem uma remuneração bem menor que o homem. Também há muito a ser feito em relação à desconstrução da cultura da violência doméstica. Este é um dos principais aspectos do nosso trabalho.



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Estado terrorista. Por que não?

Por Reginaldo Nasser na Fórum

Creio que aqueles que almejam ver o Brasil no patamar das Grandes Potências tiveram seu momento de euforia na semana passada, pois puderam, à semelhança do que ocorre em EUA, Rússia, Inglaterra e França, inserir o tema do terrorismo em nossa agenda política. Contudo, interessante notar que, diferentemente dessas nações, não temos nenhum grupo que pratique algo que se assemelhe ao terrorismo. Uma legislação contra algo que não existe? Pois é, tudo isso me faz lembrar um texto primoroso de Alceu Amoroso Lima – O Brasil começou pelo fim. Tivemos Estado antes de ter povo; Banco sem ter economia, Universidade sem ter professores e alunos e por aí vai.

Mas embora os legisladores brasileiros não saibam definir o que é terrorismo, sabem perfeitamente que, ao rotular alguem de “terrorista”, nos dias de hoje, significa, sobretudo, uma desqualificação da natureza política daquele que quer combater. Além disso, em ano de Copa é sempre bom estar em sintonia com as definições hegemônicas de terrorismo elaboradas por organizações, ou agências associadas, direta ou indiretamente, às grandes potencias após o 11 de Setembro de 2001. Um painel da ONU, em 2005, descreveu o terrorismo como qualquer ato que revele a “intenção de causar a morte ou lesões corporais graves a civis, com o objetivo de intimidar uma população ou obrigar um governo ou uma organização internacional a fazer ou abster-se de praticar qualquer ato”. Assim, não é de se surpreender que essa definição exclua a possibilidade de o Estado cometer atos de terror já que prevalece o interesse politico dos governos que se aproveitam da situação como forma de desqualificar opositores.

Contudo, não se pode perder de vista que a palavra terror entrou no vocabulário político do Ocidente, após a Revolução Francesa, para designar justamente a repressão estatal (execuções) contra os que eram considerados os inimigos internos. Pode-se identificar a presença de pelo menos quatro caracteritiscas presentes na pratica do terrorismo: (1) a ameaça ou uso de violência, (2) alcançar um objetivo político (3) ter intenção de espalhar o medo (4) atacar civis. Portanto, não seria mais adequado focar na qualificação do ato do que, propriamente, no ator que o pratica? No fundo a questão principal que se coloca é: quando o uso da violência (dirigida a quem, por quem, para que fins) é aceito como legitimo? Nota-se que nunca se invocou tanto na mídia, como agora, a definição weberiana de Estado, enquanto detentor do monopólio dos meios da violência, para justificar o uso da repressão pela polícia. Mas sempre se esquecem de dar o devido peso à questão da legitimidade do ato (não necessariamente legal!) Retire a justiça, – sentencia Santo Agostinho ( não é filósofo black bloc) – o que são os reinos senão grandes piratas?

Retire o véu de legitimidade que cobre o uso da força pelo Estado e poderemos ter várias formas de repressão praticada pelo Estado e, por que não, o terrorismo? Aliás, o Estado permanece como uma das maiores ameaças à segurança e bem-estar da população. Em comparação com o terrorismo, perpetrado por grupos não estatais, os poucos milhares de mortes e ferimentos causados por estes é insignificante em relação às centenas de milhares de pessoas mortas, sequestradas, feridas, torturadas, violadas, e ameaçados por agentes do Estado em países em todo o mundo.

Podemos comparar a morte de um agente de Estado com um cidadão? Claro que não. Ao agente de Estado são atribuidos recursos (tecnológicos, econômicos etc) de uma dimensão muito maior e mais sofisticada do que qualquer cidadão pode possuir. Além disso, como, em princípio, o agente do Estado deve agir de acordo com a lei, isso acaba lhe conferindo, infelizmente, uma característica de impunidade e não de maior responsabilidade.

Como bem avaliaou o jurista-historiador italiano Guglielmo Ferrero, precisamos de teias que atem o Dragão (Estado). A democracia é uma dessas poderosas teias, mas não é suficiente. É preciso mais, pois o Dragão é cada vez mais forte.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Princípios "inegociáveis" da internet

Por Márcia Xavier, no sítio Vermelho:


Com a proximidade da votação do Marco Civil da Internet, cresce a defesa pelo relatório do deputado Alessandro Molon (PT), que trata da neutralidade da rede, privacidade e liberdade de expressão. A líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RS), engrossa o coro dos parlamentares que consideram inegociáveis os três princípios básicos do projeto. A votação do marco civil está prevista para a próxima semana.

“Nós não vamos permitir que se mexa no eixo central do projeto. Dessas questões (neutralidade, privacidade e liberdade de expressão) a gente não pode abrir mão, senão descaracterizamos o projeto do Marco Civil”, aponta Jandira, que entende serem esses princípios estratégicos para se alcançar a liberdade da comunicação digital almejada pelo projeto.

Segundo ela, que presidiu um debate sobre o assunto na Câmara, no ano passado, “a sociedade quer pluralidade, quer liberdade de expressão, quer ter acesso a várias opiniões. Isso tudo vai exigir um modelo de não oligopólio, um modelo que amplie e que permita o debate das diversas opiniões. Democratização da comunicação e marco civil da internet são dois pontos estratégicos para a democracia brasileira”, disse.

Molon leu, nessa quarta-feira (12), em plenário a última versão de seu parecer ao projeto. As mudanças no texto não mexem com alguns pontos de discordância entre os parlamentares. Entre eles, o da neutralidade de rede, princípio que garante o livre tráfego de dados entre os computadores ligados à internet, sem que o usuário tenha que pagar nada mais por isso além da velocidade de conexão. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), é contra. Para ele, o texto do relator atende ao modelo de intervencionismo do Estado brasileiro.

Para Molon, mexer neste artigo é inegociável: “A neutralidade é o coração do projeto. Garantir a neutralidade da rede é garantir o funcionamento da internet da forma com que nós a conhecemos. Uma rede aberta, livre, democrática, amigável para a inovação, descentralizada”, explicou.

Neutralidade, privacidade e liberdade
O deputado Bohn Gass (PT-RS) também defendeu a manutenção no texto dos temas que tratam da neutralidade da rede, privacidade e liberdade de expressão. De acordo com o petista, esses três princípios sustentados no relatório de Molon são “inegociáveis”.

“A aprovação deste Marco Civil, portanto, é premissa básica do nosso direito. Qualquer tentativa de burlar um desses pontos atenta, portanto, contra a privacidade, a liberdade e a igualdade”, assinalou o petista.

“Qualquer regra que tolha ou reduza a neutralidade não pode ser aceita por um motivo muito simples: ela acaba com a internet, com o que há de mais democrático, mais fantástico e mais importante que é a liberdade. Manter a neutralidade é garantir que qualquer pessoa continuará tendo direito a acessar qualquer conteúdo que desejar”, argumentou Bohn Gass.



As 10 faculdades de Direito que mais aprovam na OAB



Confira abaixo o ranking das 10 faculdades de Direito que mais aprovam na OAB


A FGV Projetos, responsável pelo Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), divulgou um ranking com as faculdades que têm as mais altas taxas de aprovação na prova da OAB.

A lista traz no topo as instituições que mais aprovaram nas últimas três edições do exame, obrigatório para o exercício da advocacia. O curso de Direito do campus da USP de Ribeirão Preto (SP), a Universidade de Federal de Viçosa e a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP em São Paulo (SP) são as mais bem colocadas. Confira as 10 melhores na prova da OAB:

1- Universidade de São Paulo (campus de Ribeirão Preto)
Município: Ribeirão Preto (SP)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 79
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 85,7%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 91,7%

2- Fundação Universidade Federal de Viçosa
Município: Viçosa (MG)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 34
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 75,8%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 80,6%

3- Universidade de São Paulo ( Largo São Francisco)
Município: São Paulo (SP)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 605
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 70,9%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 81,6%

4-Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Município: Recife (PE)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 208
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 69,3%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 79,1%

5- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Município: Belo Horizonte (MG)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 523
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 68,8%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 79,3%

6- Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)
Município: Franca (SP)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 98
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 68,8%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 80,5%

7- Universidade Federal do Paraná
Município: Curitiba (PR)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 242
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 68,1%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 81%

8- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Município: Florianópolis (SC)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 243
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 66,7%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 82,1%

9- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Município: Porto Alegre (RS)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 170
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 66%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 80,5%

10- Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
Município: Salvador (BA)
Gestão: pública
Total de inscritos do 2º ao 10º Exame de Ordem: 55
Taxa de aprovação do 8º ao 10º Exame de Ordem: 65,4%
Taxa de aprovação do 2º ao 10º Exame de Ordem: 73,9%

Fonte: Exame


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Oficinas gratuitas de música, dança e teatro

A Prefeitura de Santa Rosa, através da Secretaria de Cultura e Turismo oferece vagas para estudantes de escolas municipais interessados em desenvolver a arte da música, dança e teatro.

As inscrições poderão ser feitas no Centro Cívico e Cultural, no período de 17 de fevereiro até dia 07 de março, de segunda a sexta, no horário das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

São ofertadas aulas de canto, violão, teclado, acordeon e flauta doce que serão ministradas na Escola de Música Recital. As aulas de dança e teatro ocorrerão no Clube Concórdia.

As oficinas são gratuitas e iniciam no dia 10 de março.



Haitianos com oportunidades na UFFS

UFFS inicia processo seletivo especial para cidadãos haitianos

Estão abertas as inscrições do Processo Seletivo Especial para acesso à Educação Superior da UFFS para Estudantes Haitianos – PROHAITI, válido para ingresso no primeiro semestre do ano letivo de 2014. O período de inscrições segue até o dia 18 de fevereiro. No total, são oferecidas 205 vagas, distribuídas em cinco campi da UFFS, em diversos cursos: Chapecó (68), Laranjeiras do Sul (11), Realeza (12), Cerro Largo
(16) e Erechim (30).


Podem inscrever-se neste processo seletivo especial candidatos haitianos que possuam escolaridade equivalente ao Ensino Médio (2º Grau) brasileiro, cursado no Haiti, devidamente comprovada através de diplomas/certificados e históricos escolares.

A inscrição deverá ser feita nas Secretarias Acadêmicas dos Campi da UFFS de acordo com o curso de graduação que o candidato deseja cursar, conforme as vagas descritas na tabela abaixo. As inscrições devem ser realizadas pessoalmente ou por procuração, mediante o preenchimento do Requerimento de Inscrição constante no anexo do Edital nº 38/UFFS/2014 (publicado na página da UFFS).

O Processo Seletivo será constituído de uma prova com questões objetivas de caráter classificatório. A prova terá 50 questões objetivas de múltipla escolha, em língua portuguesa, divididas nas seguintes áreas do conhecimento: dez questões de Matemática; dez questões de interpretação de texto; seis questões de Física; seis questões de Química; seis questões de Biologia; seis questões de Geografia e seis questões de História Geral. A prova ocorrerá no dia nove de março de 2014.


O Programa PROHAITI

O Programa PROHAITI foi aprovado em 12 de dezembro de 2013, no Conselho Universitário da UFFS. A intenção do programa é contribuir para integrar os imigrantes à sociedade local e nacional, por meio do acesso aos cursos de graduação da UFFS. Para o Reitor, Jaime Giolo, a UFFS assume causas importantes, nacionais e internacionais. “Sempre mantivemos preocupações com conexões internacionais e, motivados por esta busca da população haitiana que trabalha em Chapecó e região, resolvemos estabelecer uma conexão objetiva, pragmática e eficaz com a República do Haiti, decisão que foi abraçada pela embaixada de forma bastante entusiasmada”, ressalta.


Veja a documentação necessária para inscrição


Os candidatos deverão entregar a cópia dos seguintes documentos no ato da inscrição:

- Passaporte com visto vigente.

- CPF.

- Protocolo do RNE – Registro Nacional de Estrangeiros.

- Atestado de Escolaridade (histórico escolar e diploma/certificado de conclusão do nível de estudos equivalente ao Ensino Médio (2º Grau) brasileiro), tudo referendado pela Embaixada da República do Haiti no Brasil, conforme Art. 4º da Resolução Nº 32/2013 – CONSUNI.

- Requerimento de Inscrição preenchido e assinado.


Cada candidato poderá escolher até duas opções de Cursos de Graduação, no mesmo Campus.


Campus Cerro Largo

Avenida Jacob Reinaldo Haupenthal, nº 1580 (próximo ao Parque Municipal de
Exposições), Cerro Largo/RS, na Secretaria Acadêmica - Bloco A. 
Fones: (55) 3359-3950 ou 3359-3959.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Comitiva da 3ª Expo Terneira em Porto Alegre

Governador Tarso Genro estará na abertura do evento



Comitiva da 3ª Expoterneira no gabinete
do deputado Jeferson Fernandes


Na manhã desta quinta-feira (06), o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) recebeu em seu gabinete a visita do prefeito de Três de Maio, Olívio Casali e de membros da comissão de organização e divulgação da 3ª Exposição da Terneira e da Economia Familiar - Expo Terneira, evento que ocorre no município de 22 a 25 de maio. Eles vieram fazer o convite oficial e solicitar o apoio do parlamentar na busca de patrocínios, junto ao governo do Estado, para viabilizar a Exposição. “Tenho por prática apoiar iniciativas que beneficiam a nossa agricultura familiar e fortalecem os municípios a partir da divulgação de suas vocações econômicas e sociais. A Expo Terneira é coerente com esse entendimento. Por isso e também por ser um evento da nossa região, eu não teria como não ajudá-los. Podem contar com o meu apoio nesta empreitada”, disse Jeferson.

Assim que a comitiva se despediu, o parlamentar entrou em contato com a direção da Corsan, estatal que já havia sido visitada pela comitiva, e obteve a informação de que foram reservados R$ 25 mil em patrocínio para a Expo Terneira, com as devidas contrapartidas do município. Também em telefonema ao Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE), o parlamentar teve a confirmação de R$ 8 mil para o evento. “Estou bastante otimista em relação ao Banrisul, ao Badesul e à Secretaria de Desenvolvimento Rural. Creio que ainda possamos conseguir bons apoios desses órgãos”, acrescentou o petista, que fará os contatos necessários.

A Expo Terneira tem como objetivo divulgar a produtividade da bacia leiteira local, que fornece 100 mil litros de leite por dia e projeta a ampliação para 1,4 milhão de litros/leite/dia. A Feira envolve 350 expositores de indústrias e comércio, agricultores de pequena e média propriedade rural, além de uma programação de shows e eventos esportivos e culturais. Para os dias de evento, são esperados 60 mil visitantes.

A 3ª Expo Terneira acontece de 22 a 25 de maio, no Parque Municipal de Exposições Germano Dockhorn, na cidade de Três de Maio, com a presença do governador Tarso Genro na abertura, às 12h do dia 22.

Estiveram presentes no Legislativo o prefeito Olívio Casali, os vereadores Cleiton dos Santos, Lírio da Rosa, Luiz José Lena e Mauri Luiz Mella, da Câmara Municipal; Kurt Grenzel, presidente da 3ª Expoterneira; Leandro Maehler, Secretário Geral da Prefeitura de Três de Maio.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Argentina e os ganhos da liberdade de expressão

Por Laurindo Lalo Leal Filho


Está no ar na Argentina o primeiro canal de televisão indígena do país. É o Wall Kintun (“olhar em volta” no idioma Mapuche) dirigido e operado pela comunidade de povos originários da região de Bariloche.

Dezenas de prefeituras, universidades e escolas também receberam autorização para utilizar freqüências de rádio e TV. Há mais de 500 solicitações para a instalação de rádios de baixa potência em zonas de grande vulnerabilidade social.

Essa nova realidade argentina deve-se a implantação da lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, conhecida como Lei de Meios, que acaba de completar quatros anos de vigência. Promulgada em outubro de 2009, vem revolucionando o setor audiovisual.

Quatro artigos foram contestados na Justiça pelo grupo Clarin, o maior conglomerado de mídia do país. No último dia 29 de outubro a Suprema Corte julgou-os constitucionais. Com isso terá fim o domínio do setor exercido pela empresa que possui 240 licenças para TV a cabo, 9 para rádios AM, uma para FM e 4 para TV aberta.

Com toda a lei em vigor um mesmo empresário não poderá mais controlar canais de TVs abertas e fechadas ao mesmo tempo e o sinal de uma empresa de TV por não poderá chegar a mais de 24 localidades e nem superar o limite de 35 por cento do total de assinantes. Tudo para diversificar a oferta desses serviços.

A lei obriga também às empresas que superam esses limites a devolver as licenças excedentes no prazo de um ano. A maioria já se adequou a essas normas com a exceção do grupo Clarin que vinha usando de todas as armas para não abrir mão do seus privilégios.

O princípio mais geral da lei é que o total de frequências de rádio e TV esteja dividido em três partes iguais. Um terço para as emissoras privadas, outro para as públicas e um terceiro para as que operem sem fins lucrativos.

Trata-se de uma política destinada a ampliar a liberdade de expressão dando voz aos setores da sociedade emudecidos pela força dos monopólios. Em quatro anos, a aplicação dos outros 162 artigos, não contestados na Justiça, mostra a importância da lei para a ampliação da democracia.

Os números são impressionantes e, claro, desconhecidos no Brasil. A Lei de Meios argentina é quase invisível na grande mídia brasileira. Quando aparece é para ser demonizada, confundida ardilosamente com uma forma de censura.

Dá-se exatamente o contrário. Com a lei em vigor ocorreu uma explosão criativa no país ampliando as vozes com acesso aos meios de comunicação eletrônicos. Os números revelam não apenas o aumento da diversidade de ideias circulando como indicam uma grande expansão no mercado de trabalho e um avanço nas conquistas tecnológicas.

Foram concedidas 814 licenças para operação de emissoras de rádio, TV aberta e TV paga. Dessas 53 de TV e 53 de rádio FM destinaram-se às universidades e 152 para emissoras de rádio instaladas em escolas primárias e secundárias.

Enquanto aqui o número de operadoras de TV a cabo é reduzido, dominado por grandes conglomerados internacionais, na Argentina graças à lei, esses serviços já são oferecidos por 45 cooperativas, com 2800 horas diárias de programação própria. Para tanto foram realizados 50 cursos de capacitação e criados, segundo a autoridade que regula o audiovisual, cerca de cem mil postos de trabalho.

A TV digital aberta cobre 82,5% do país com 31 canais. Para que todos tenham acesso a ela foram doados ao público um milhão e 200 mil decodificadores. Ao mesmo tempo criou-se um banco de conteúdos audiovisuais, com mais de 5 mil horas de produções destinadas aos canais não comerciais.

O silêncio da mídia brasileira sobre esses dados reflete-se também no meio acadêmico onde o caso argentino é ignorado, apesar da Lei de Meios ter sido constituída com ampla participação de docentes e pesquisadores que deram a ela forte embasamento teórico. Vários artigos têm remissões indicando suas referências ou oferecendo mais esclarecimentos. Deveria ser texto de estudo obrigatório em nossas faculdades de comunicação.

Sem esquecer a ação política dos docentes argentinos que em 2009 saíram às ruas para apoiar a aprovação da lei. Agora buscam adaptar seus cursos a nova realidade audiovisual. Na Universidade de Quilmes, por exemplo, foi criado um programa transversal sobre tecnologia digital e instituído o “Premio Nuevas Miradas” para “reconhecer os conteúdos da nova televisão federal e antimonopolista”, segundo o reitor Mario Lozano.

A inserção da academia nos projetos de democratização da comunicação acaba de ganhar uma importante referência simbólica. A Faculdade de Jornalismo da Universidade de La Plata outorgou ao presidente da Bolívia, Evo Morales, o título de professor honorário da nova cátedra livre denominada “Por uma comunicação social pela emancipação da América Latina”.

Na homenagem, Morales lembrou o papel da rádio Soberania, criada pelos trabalhadores da região em que ele vivia quando era sindicalista para se contrapor a única emissora então existente, controlada pelos Estados Unidos. Hoje a Soberania integra uma das várias redes comunitárias que cobrem a Bolívia.

Vozes antes caladas, como as dos Mapuche, de Bariloche, essas emissoras bolivianas agora “educam e informam, mas também dizem a verdade e contribuem para a liberação dos povos”, frisou Morales ao se tornar professor honorário na Argentina.


(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de novembro de 2013



Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.


Acadêmica da SETREM relata sua experiência no Projeto Rondon

Ana Paula Danzer participou da Ação Cívico-Social (ACiSo) e da Assistência Hospitalar (ASSHOP), iniciativas coordenadas pela Marinha do Brasil




A acadêmica do curso de Enfermagem da Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM), Ana Paula Danzer, retornou nesta semana do Pará, onde integrou a equipe da Ação Cívico-Social (ACiSo) e da Assistência Hospitalar (ASSHOP), iniciativas coordenadas pela Marinha do Brasil que fazem parte do Projeto Rondon. Ela saiu dia 17 de janeiro de Três de Maio com destino a Belém - PA, cidade em que se juntou à equipe, formada por cerca de 200 pessoas entre militares e estudantes, que partiram rumo à Breves - PA, local em que a embarcação ficou atracada.

"De lá, em grupos menores, partíamos em pequenas embarcações para as comunidades ribeirinhas, até localidades como Portel, São Sebastião da Boa Vista e diversas outras. Um detalhe que chamou minha atenção é que na primeira comunidade nos deparamos com apenas 13 famílias, mas com nenhuma delas formada por menos de 12 pessoas. Isso se manteve por toda nossa ação no Pará", destaca Ana Paula. A acadêmica conta que encontrou um cenário muito diferente do vivenciado por ela no Sul do país, pois o saneamento básico era inexistente e havia pouca infraestrutura para saúde e educação.


A atuação nas comunidades

Ana Paula destaca que, apesar de a vida ser difícil para os moradores das comunidades visitadas, todos demonstraram muita humildade e um grande espírito de partilha. "A receptividade surpreendeu positivamente. Chegávamos, montávamos a sala da odontologia e fazíamos o acolhimento, que consistia em uma entrevista para saber como era a vida deles e qual a queixa principal quanto à saúde. Após, encaminhávamos ao dentista ou ao médico", explica. A atividade envolvia também recreação para as crianças, palestras, distribuição de folders e diversos outros materiais, tudo levado pelos estudantes. A medicação necessária foi disponibilizada pela Marinha.


Lição de vida

"A gente reclama tanto de nossa vida, sem dar valor às pequenas coisas. Lá a humildade domina, as pessoas são incrivelmente simples e colaboram umas com às outras. Não existe o individualismo exagerado. Volto de lá com ainda mais certeza de que humildade é algo extremamente maravilhoso nas pessoas", conta Ana Paula. A acadêmica até mesmo pensa em retornar ao Pará e atuar profissionalmente junto às comunidades. "São cidades pobres, sem infraestrutura, com esgoto dos lados das casa, mas é um lugar muito importante para realizar ações, pois em cada morador há o reconhecimento pelo pouco que conseguimos fazer por eles", ressalta a estudante de Enfermagem da SETREM.

Sobre a experiência no Pará, ela complementa: "Tive muito medo de ir, pois nunca havia participado de nada parecido. A expectativa foi grande, pois era também a primeira vez que a SETREM participava do Rondon. Após a viagem, recomendo aos demais acadêmicos que se tiverem uma oportunidade como esta, que vão sem pensar duas vezes, pois vale muito à pena conhecer o outro lado do Brasil. É uma experiência maravilhosa", conclui Ana Paula.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

MOBILIZAÇÃO PARA A EXPOTERNEIRA 2014

Kurt Grenzel, presidente da 3ª Expoterneira, pronuncia-se
na abertura da reunião.


TRÊS DE MAIO (RS) - A Comissão Organizadora da 3ª Expoterneira de Três de Maio reuniu-se neste sábado (01), na sede do Rotary, no Parque de Exposições Germano Dockhorn. Na pauta, a apresentação das comissões, cronograma de trabalho e o orçamento financeiro.

Presentes, além do presidente desta edição, o cooperativista Kurt Grenzel, a Vice-prefeita Eliane Fischer, o presidente do Sicredi Noroeste Glei Linhares, o Secretário Geral de Governo Leandro Maehler, coordenadores de comissões, convidados e a imprensa local.

A 3ª Expofeira – Exposição da Terneira e da Economia Familiar ocorrerá de 22 a 25 de maio no Parque de Exposições Germano Dockhorn. A programação prevê ainda a realização da 17ª Festa Campeira e etapa do Campeonato Gaúcho de Motocross.

Entre as atrações do evento, destacam-se:

- Exposição e julgamento de terneiras;

- Agricultura Familiar;

- Expodinâmicas (forrageiras anuais e perenes);

- Exposição de ovinos, pássaros e pequenos animais;

- Artesanato, serviços, indústria e comércio;

- Exposição de máquinas, equipamentos e veículos;

- Palestras, workshop e rodadas de negócios;

- Praça de Alimentação e culinária típica;

- Shows musicais e artísticos;

- Parque de diversões;

- Etapa do Campeonato Gaúcho de Motocross (25/05)

- Festa Campeira (23, 24 e 25/05)



- Para mais informações:

Kurt Grenzel (presidente) > 55 3535-1500 / presidencia@certhil.com.br

Leandro Maehler (Secretário-Geral de Governo – Prefeitura Municipal de Três de Maio / RS)

55 9977-6810 / pato.roberto@yahoo.com.br

Nírio Metzka (SICREDI NOROESTE) > 55 3535-3071 / nirio_metzka@sicredi.com.br

Nelson Hammes (COTRIMAIO) > 55 3535-9600 / nelsonhammes@cotrimaio.com.br

Gerson Rodrigues (Assessoria de Imprensa) > 55 9939-9304 / gersuco@hotmail.com



- Comercialização de stands:

Ana Baiotto > 55 9631-6975 / abaiotto@yahoo.com.br

Diórgenes Albring > 55 9644-3966 / diorgenesfuncap@gmail.com

Onairo Sanches > 55 3535-2170 / onairosanches@yahoo.com.br


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Hamburgo quer proibir circulação de carros até 2034

O projeto 'Rede Verde' possibilitaria locomoção através de bicicletas e a pé


Imagine um mundo sem carros. Nenhum ruído, sem trânsito, sem emissão de carbono e sem ciclistas amedrontados. Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, está tentando fazer isso se tornar realidade. As autoridades esperam banir todos os carros do centro da cidade ao longo dos próximos 20 anos realocando os passageiros em bicicletas e transporte público.

Nos termos de um esquema de desenvolvimento urbano audacioso chamado “Rede Verde”, não existirá mais veículos no centro da cidade de Hamburgo em 2034. ”Nós prevemos uma rede que não apenas vai ajudar os moradores a ir do ponto A para o B de uma forma sustentável, mas vai oferecer às pessoas oportunidades para caminhar, nadar, desfrutar de piqueniques, restaurantes e observar a natureza”, disse a porta-voz da cidade de Hamburgo, Angelika Fritsch.

Olhar para o mapa do projeto ajuda a explicar o que os planejadores ambientais de Hamburgo têm em mente. A cidade é rodeada de espaços verdes que são cortados por caminhos que levam ao centro da cidade, assim como o rio Elba tem seus afluentes funcionando como vias adicionais. Cerca de 30 urbanistas estão atualmente trabalhando para a reestruturação da cidade, na “rede” que terá cerca de 17 mil hectares.

Cidades como Londres têm um cinturão verde, mas a “Rede Verde” será única na cobertura de uma área da periferia para o centro da cidade. Segundo Fritsch, em 15 a 20 anos, será possível explorar a cidade exclusivamente por bicicleta ou a pé. A única grande cidade europeia a ter tentado algo semelhante é Copenhague, que está atualmente construindo 26 “auto-estradas de bicicleta”, que se espalham do centro da cidade para a periferia. O projeto faz parte do objetivo da capital dinamarquesa em emitir zero carbono até 2050.

Além de fazer de Hamburgo uma cidade mais verde, o principal objetivo da “Rede Verde” é ajudar a cidade a absorver as emissões de carbono e, no processo, evitar inundações e tempestades. O Partido Verde da Alemanha tem feito muito para aumentar a consciência pública sobre o desafio colocado pelo aquecimento global. A cidade é um importante porto do Mar do Norte, rodeada por água. As temperaturas médias de Hamburgo subiram 1,2°C para 9°C ao longo dos últimos 60 anos. Os níveis do mar subiram 20 centímetros no mesmo período.

No ponto de vista econômico, a Rede Verde tem seus críticos. Alguns argumentam que os espaços poderiam ser melhor ocupados com habitação ou desenvolvimento de negócios.


Fontes: The Independent-Auto ban: How Hamburg is taking cars off the road

domingo, 26 de janeiro de 2014

A destruição da infância

por Vicenç Navarro (*)


Está acontecendo algo muito grave que não vem sendo debatido: uma grande deterioração do meio cultural no qual as crianças estão submersas.


Está acontecendo algo sobre o qual não se comenta muito nos fóruns midiáticos e políticos do país (Espanha), e que está causando impacto enorme na qualidade de vida em nosso presente e em nosso futuro. Estou me referindo à grande deterioração do meio cultural no qual a criança está submersa. Um indicador disso, entre outros, é o mundo midiático ao qual as crianças estão expostas. E não me refiro somente ao número de horas que passam diante da televisão ou de outras mídias de entretenimento, o que continua sendo um problema grave (nos Estados Unidos, onde este tipo de estudo é sistematicamente realizado, o tempo de exposição subiu de uma hora e meia nos anos 1970 para cerca de quatro horas atualmente). Estou me referindo, além do tempo de exposição, à evidente deterioração dos conteúdos de produção midiática. A destruição no conteúdo educativo dos programas televisivos ou dos videogames tem sido eminente, com um aumento notável da promoção do consumismo, do individualismo, da violência, do narcisismo, do egocentrismo e do erotismo como instrumentos de manipulação.

A evidência de que isto se dá dessa maneira é assustadora. Estes conteúdos – que configuram de forma muito negativa os valores sociais – estão espalhados por toda a sociedade, incluindo os adultos. Mas o que é ainda mais preocupante é que muitos desses valores se apresentam com mais intensidade nos programas voltados para o público infantil. E a situação está piorando. Vou me explicar.

Em meados da década de 1970, foi feito um estudo sobre o conteúdo dos programas de televisão para meninos e meninas nos EUA. Foi realizado por pesquisadores da Johns Hopkins University. Nesta pesquisa, constatou-se que a violência, muito generalizada nos Estados Unidos, estava inclusive mais presente, paradoxalmente, na programação infantil. Tal estudo provocou uma revolta considerável naquele país. E fui eu a apresentá-lo no Congresso dos EUA, não enquanto professor realizador do estudo, mas como dirigente da Associação Americana de Saúde Pública (American Public Health - APH, segundo a sigla original), tendo sido escolhido entre o corpo diretivo pelos 50 mil membros dessa Associação.

O Comitê de Assuntos Sociais do Congresso dos EUA organizou uma série de depoimentos para analisar o que estava acontecendo nos programas de televisão orientados para crianças. E convocou uma sessão em que estavam, de um lado, os presidentes das três cadeias de televisão mais importantes do país (CBS, ABC e NBC) e, de outro, o representante da APHA (que era eu). Para sempre me lembrarei daquele momento. Ali estava eu, filho de La Sagrera, bairro popular por excelência de Barcelona, Espanha, com o enorme privilégio (em um país de imigrantes) de representar meus colegas da APHA e defender os interesses da população norte-americana diante de três das pessoas mais poderosas dos EUA, que durante seu depoimento tentavam ridicularizar o meu, alegando que eu estava exagerando quanto ao impacto desses programas nas crianças norte-americanas.

Como não podiam questionar os dados que documentavam a enorme violência dos programas infantis, centravam-se em negar que tiveram impacto nas crianças. Este argumento foi fácil de destruir, com a pergunta que lhes fiz diante do Congresso:

“Se vocês acreditam que seus programas não têm impacto entre as crianças, por que cada anúncio comercial que aparece nestes programas custa quase um milhão de dólares?”. Não responderam. Negar que tais programas tenham um impacto nos espectadores é absurdo. O Congresso dos EUA, por certo, não fez nada, pois não ousava contrariar estes grupos poderosos.

A situação está se deteriorando

E a situação está inclusive pior atualmente. Esta fixação infantil pela mídia audiovisual está amplamente estendida, agora por meio dos videogames, que estão substituindo a televisão. O grau de exposição das crianças aos videogames alcançou um nível que ultrapassa em muito o tempo à frente da televisão. A transmissão dos valores por meio dos jogos eletrônicos, citados anteriormente, é massiva. É o equivalente ao fast food no universo psicológico, cultural e intelectual.

Tanto que, em vários países europeus, se considera proibir a importação de videogames dos EUA (que são extraordinariamente mais violentos), que destroem massivamente meninos e meninas. Acredito que as autoridades públicas espanholas deveriam considerar sua proibição, como já acontece em vários países da Europa.

Porém, para além da destruição que muitos desses videogames provocam na infância, a exposição a essa cultura tira as crianças de outras atividades. Existe evidência de que, quanto maior o tempo dedicado aos videogames, menor é a capacidade de leitura e de compreensão de textos. A leitura de livros – dos clássicos da infância, de Heidi ao Pequeno Príncipe – está diminuindo muito rapidamente. Serei criticado sob a alegação de que este texto denota nostalgia, o que não é certo, pois minha crítica não é ao fato de não lerem esses textos, mas sim à ausência de leitura desse tipo de texto, em que a narrativa conecta o indivíduo com a realidade que o cerca, ajudando a desenvolver uma visão solidária, amável e coletiva da sociedade. Enfatizar a força, o ego, o “eu” e a satisfação rápida e imediata do desejado, sem freios, levará todos nós a um suicídio coletivo.

E me preocupa o fato de que isto já esteja acontecendo. Se desejam ver seu futuro, vão agora aos Estados Unidos e o verão. As mudanças sofridas desde a década de 1980, quando se iniciou o período neoliberal com Reagan e Thatcher, foram enormes. O neoliberalismo, a exaustação ao "êxito" sem freios, ao individualismo, ao narcisismo, ao darwinismo, inundaram todas as áreas da cultura da infância.

As meninas como objeto sexual

Outro elemento da deterioração da cultura infantojuvenil está na reprodução dos estereótipos, por trás da qual há uma relação de poder. Um dos mais marcados é o que reproduz a visão machista da sociedade, apresentando as mulheres como objetos eroticamente desejados, e que, notavelmente, afeta a infância. Essa visão já alcançou dimensões patológicas. Nos países mais machistas (e a Espanha está no topo da lista), a mulher está sempre muito decotada (e cada vez mais) e, se não, vejam os noticiários diários. Por que os homens não vão decotados à televisão quando dão as notícias, mas sim as mulheres?

A imagem erótica, com uma definição de beleza estabelecida pelo homem, está alcançando nível tamanho de exagero, que começa inclusive com as bonecas Barbie. Vários países europeus – como a França – estão pensando em proibir tais tipos de boneca. Está chegando a um nível que exige uma mobilização, protestando contra essa destruição por meio da promoção de valores que são prejudiciais à infância e à população em geral. Espero que o leitor se some a essas mobilizações. Se você ama seu país, sugiro que faça algo. Não deixe que manipulem nem a você, nem a seus filhos, filhas, netos e netas. Indigne-se! Faça algo!


(*) Professor de Políticas Públicas. Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, e professor da Johns Hopkins University. Site pessoal: www.vnavarro.org

fonte: Carta Maior



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Conexões Globais debaterá mobilização social e cultura digital


Evento que começa hoje (24) e deve reunir gestores públicos, comunicadores e ativistas


Nesta sexta-feira, 24, e sábado, 25, acontece a edição 2014 do Conexões Globais. O evento, que ocorre paralelamente ao Fórum Social Temático, reunirá gestores públicos, comunicadores e ativistas dos mais diferentes movimentos sociais mundiais para discutir temas como democracia 2.0, Marco Civil da Internet, soberania na rede, cultura digital e mobilização social na era da internet. As atividades são gratuitas e acontecem na Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736), com transmissão ao vivo pela internet, cobertura colaborativa via redes sociais e espaço para a participação de internautas.

Além dos debatedores presenciais, cada um dos seminários Diálogos Globais trará um webconferencista. Serão seis debates (três a cada dia), que acontecerão no Teatro Bruno Kiefer, sempre a partir das 14h. Atividades culturais e artísticas, como shows musicais e exposição de artes visuais também estão programadas. Grupos artísticos vão ocupar a Travessa dos Cataventos com esquetes teatrais, música e dança. Músicos nacionais e internacionais estarão nos palcos do Teatro Carlos Carvalho e do Teatro Bruno Kiefer.

Neste ano, o Conexões Globais abre as portas para receber programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software para uma maratona. O objetivo do Encontrão Hacker é desenvolver aplicativos inovadores que ampliem o acesso às informações e dados governamentais. A edição 2014 do evento é uma realização da Associação Software Livre, com apresentação do Governo do Rio Grande do Sul e da Secretaria Geral da Presidência da República.

fonte: Coletiva.net


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Nova indústria produzirá derivados do soro de leite em Três de Maio

A joint venture entre a BRF e grupo irlandês Carbery investirá 120 milhões de reais

Prefeita em exercício Eliane Fischer recepcionou
representantes da nova indústria

TRÊS DE MAIO - A BRF-Brasil Foods anunciou que firmou joint venture para processamento de proteínas de soro de leite com o grupo irlandês Carbery. As duas empresas investirão US$ 50 milhões para construir uma unidade de produção de ingredientes nutricionais de alto valor agregado a partir do soro do leite, que é um subproduto da fabricação de queijos.

"A parceria está alinhada com o plano estratégico da BRF, que visa ser líder no mercado brasileiro de queijos", disse a empresa em comunicado, acrescentando que utilizará tecnologia da Carbery para processar o soro gerado nas operações de queijos. "Estes ingredientes são utilizados por consumidores na alimentação infantil e alimentação esportiva, entre outros".
A Carbery emprega mais de 500 pessoas no mundo e é líder na fabricação de ingredientes de soro de leite.

Nesta manhã (22), representantes da BRF estiveram reunidos com a prefeita em exercício, Eliane Terezinha Zucatto Fischer, para encaminhar o protocolo do projeto da construção da planta da nova indústria.

O investimento abrange a instalação de uma unidade de 4.800 m², com vários níveis e uma torre com cerca de 30 metros de altura. Ali serão produzidos derivados do soro do leite. “A fábrica vai tratar e secar o soro, produzindo a proteína concentrada do soro”, explica Jefferson Thomaz, da BRF. O produto é utilizado, principalmente, por fabricantes de alimentos infantis e de suplementos alimentares para atletas. 

A fabricação do soro do leite pela Nutrifont será a pioneira no processamento do soro do leite com esta tecnologia na América Latina. A construção da fábrica deve iniciar em breve, com previsão de iniciar a fase de testes dos equipamentos já no final deste ano. Devem ser gerados em torno de 70 empregos diretos. “A BRF vai construir o prédio e fornecer a matéria-prima e as utilidades. A produção será gerenciada pela empresa irlandesa Carbery, que detém a tecnologia”, informa Thomaz.

Além da primeira planta do complexo da BRF, a qual já está produzindo leite em pó e processando 600 mil litros diariamente, a segunda planta, responsável pela produção de queijo mussarela, requeijão e derivados, iniciou a fase de testes dos equipamentos há cerca de 20 dias. Esta unidade será responsável por processar 800 mil litros/leite/dia.

UFFS abre concurso público para cargos técnico-administrativos em educação

A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) publicou nesta quarta-feira (22) novo edital de concurso público para provimento de vagas da carreira técnico-administrativa em educação (Edital nº 13/UFFS/2014). São ofertadas 58 vagas para os seis campi da Universidade. O período de inscrição inicia hoje (22) e se estende até as 23h59min do dia 20 de fevereiro de 2014.

Neste concurso estão previstas vagas para cargos da carreira técnico-administrativa em educação nível de classificação D e nível de classificação E. O cargo com mais vagas é o de Assistente em Administração (Nível D), que tem 21 vagas disponíveis distribuídas entre os seiscampi da UFFS: Chapecó (SC) 13 vagas; Cerro Largo (RS) duas vagas; Erechim (RS) uma vaga; Passo Fundo (RS) uma vaga; Realeza (PR) duas vagas; Laranjeiras do Sul (PR) duas vagas; e uma vaga para portador de necessidades especiais. Além disso, também são ofertadas vagas para Analista de Tecnologia da Informação; Assistente Social; Economista; Engenheiro/Área: Eletricista; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Nutricionista; Psicólogo; Sanitarista e Tecnólogo/Formação: Química, todos de nível E. Já para o nível de classificação D são oferecidas vagas de Técnico em Laboratório/Área: Edificações; Técnico em Laboratório/Área: Informática; Técnico de Tecnologia da Informação; Técnico em Audiovisual; Técnico em Eletrotécnica; e Tradutor e Intérprete da Linguagem Sinais.

A remuneração prevista para os cargos é de R$ 2.285,99 para nível de classificação D e R$ 3.511,70 para os cargos de nível de classificação E.

O valor da inscrição para os cargos de nível de classificação D é de R$ 70 e para vagas de nível de classificação E é de R$ 100. A inscrição deve ser feita através do próprio site da UFFS, no link localizado no menu inferior direito (Concursos > Concursos Abertos). Nesse link também é possível consultar o edital do concurso.

O concurso será composto de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório. Para todos os cargos a prova terá duração de quatro horas e a data provável para sua realização é 16 de março de 2014, em local e horário a ser informado. O edital ainda prevê a realização das provas, simultaneamente, nas cidades de Chapecó (SC), Erechim e Cerro Largo (RS) e Laranjeiras do Sul e Realeza (PR), devendo o candidato, no momento da inscrição, optar por uma delas.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Conheça mais a patronesse da 10ª Feira do Livro

Conheça a nova patronesse da 10ª Feira do Livro de Santa Rosa.
A seguir, entrevista completa com Lara Luft, concedida em abril de 2013, veiculada na edição #40 da Revista Afinal.
Confira!

Sonhos e Literatura


“E quando meus sonhos não cabiam mais na cabeça, eles passaram para o papel de forma tão inusitada que até hoje eu fico um pouco atônita com tudo isso. Mas é simples assim, quando algo é grandioso demais e não cabe dentro de mim, eu escrevo. Escrevo e a partir daí eu vejo que aquilo que foi para o papel já não é só meu, é como se eu fosse uma porta-voz dos que não conseguem organizar as ideias para passá-las para o papel. É nesse momento que ser escritor se torna tão gratificante quanto qualquer outra profissão do mundo!”

Lara Luft nasceu em Santa Rosa, tem 16 anos e é escritora. Aluna do Colégio Salesiano Dom Bosco, ela cursa o 2º ano do ensino médio. Obteve destaque nos seus textos escolares e começou a publicá-los em coletâneas a partir de 2004. Adora ficção e seus contos já foram publicados pela Andross Editora.



Como tudo começou?

[Lara Luft] Logo na primeira série, quando estudava na escola Paul Harris, tive dois textos selecionados para comporem a coletânea de texto da escola. Mais adiante na terceira série, foi a vez de um poema. Depois disso, passaram-se anos, eu mudara de escola e só em 2010, quando estava na sétima série produzindo uma revista junto com a minha turma, foi que vieram outras publicações. Gostei da ideia de escrever para uma revista e em 2011 repeti o feito, junto com a criação do meu blog. Em 2012, publiquei o conto “O Último Sonho” na antologia “Dias Contados – vol.3”. Em janeiro deste ano, publiquei mais três contos na antologia “Quimera” e um no livro “Corações Entrelaçados”, sendo todas estas publicações feitas pela Andross Editora.


Qual a tua relação com os teus colegas de escola? Como eles encaram ter uma colega escritora?

[Lara Luft] Tenho uma relação amigável com todos os meus colegas, mas eu sei que sou um pouco fora dos padrões deles. Não há diferenciação por eu ser escritora e também não quero que isso aconteça, eles me tratam como sempre me trataram e é isso que importa.


Quais as pessoas que te motivam a escrever?

[Lara Luft] Eu estive pensando sobre isso há dias, e eu presumo que hoje, quem me motiva escrever são os meus leitores. É tão bom escutar as críticas, os elogios e tudo mais o que eles têm a dizer dos contos, por que, querendo ou não é dessa forma que eles me motivam para seguir em frente. Eu também me automotivo, ou melhor, eu me autodesafio e é preciso que isso aconteça, pois eu sei que se não for assim, eu também não saio do chão.


Quais os temas que tu gostas de abordar em teus livros? Por quê?

[Lara Luft] Ficção, ficção, ficção. (risos) E também romance. Eu não vejo nada melhor do que fantasiar tudo o que vivemos, instigar a mente a pensar coisas que possuam um sentido mais complexo. Isso é tão bom, dá ânimo para a minha escrita. E o romance, bom, não é amor que deveria mover o mundo? Então ele não pode ficar de fora da literatura.


Quais os teus escritores preferidos?

[Lara Luft] Do lado brasileiro estão: Mário Quintana, Martha Medeiros, Clarice Lispector e mais a grande lista de amigos escritores. Do lado mundial: William Shakespeare, Nicholas Sparks, Sidney Sheldon, Fernando Pessoa, Antonie de Saint Exupèry… Todos que considerei aqui escreveram algo que mexeu comigo quando eu estava lendo. Pode ter sido apenas uma única frase, mas se me fez pensar, se me fez sentir algo diferente, já é motivo suficiente para estar nesta lista.


Quais os escritores que influenciam a tua escrita?

[Lara Luft] Tudo o que eu leio acaba influenciando a minha escrita de alguma forma. Mas, os grandes contistas, os meus amigos escritores, os livros da literatura brasileira que é preciso ler para o vestibular. Enfim, não há restrição para autores específicos e muito menos obras, há apenas aquelas obras que por eu estar lendo em determinado momento, acabam por influenciar o conto que estou escrevendo. E isso acaba sendo muito interessante, pois é outra visão sobre determinado tema que passa a ser registrada.


E o futuro? Pretendes prosseguir a carreira de escritora?

[Lara Luft] Se eu te dissesse que ‘não’, eu estaria mentindo. Pois eu não consigo ver o meu futuro, sem os meus livros juntos. São planos de curto e longo prazo que venho alimentando a cada dia mais e correndo a atrás deles, para que o pessoal passe a conhecer mais a minha literatura. Escuto de muitos ‘você não deve parar, deve seguir em frente’. É exatamente isso que estou fazendo, seguindo em frente, dando continuidade a minha carreira literária.


Qual o que curso pretendes seguir?

[Lara Luft] Pretendo cursar, Letras – inglês/comunicação social – hab. editoração/agenciamento literário, pois são áreas ligadas aos livros, nenhuma foge deles e eu penso que será muito proveitoso tudo isso. Agora resta apenas decidir por onde começar. (risos)


Por que os jovens leem pouco?

[Lara Luft] A literatura ainda é muito forçada por aqui, além do que, a que é cobrada em vestibular, é considerada cansativa pelos jovens. E os programas de incentivo a leitura são falhos também. O Brasil não dá vez e voz para novos escritores, não incentiva, é por isso que os jovens que amam ler preferem os livros estrangeiros, claro que a ideia de estrangeirismo vem junto, mas basta perguntar, “quantos escritores brasileiros de ficção você conhece?” para justificar uma boa parcela disso.


O que farias para ampliar o percentual de leitura dos jovens?

[Lara Luft] Eu não faria. Eu vou fazer, aulas de escrita. Pois é só mostrando aos jovens como eles devem olhar para a literatura que a coisa muda. A maioria define ‘o que é literatura?’ através de visões de pessoas que odeiam ler, então por que você acha que eles se distanciam dos livros? Já quem aprende a ler com quem ama livros é diferente, pois o amor por alguma coisa contagia as pessoas e no momento que algo te contagia você se encanta e não larga mais.


O computador é impeditivo para a leitura de livros?

[Lara Luft] De maneira alguma, os e-books passaram a ser incentivos à leitura. Só é preciso saber que existe diferenças entre o livro digital e o livro impresso. Cada um possui certas ‘regras de criação’, diga-se de passagem, e é necessário obedecê-las. O livro digital deve ser animado, conter alguma música que te situe na cena tratada, já o impresso, deve ter suas regras de diagramação, enfim, deve ser como conhecemos. O que fica chato de ler e que não passa nem perto do livro digital mesmo, são os PDFs diagramados para serem livros impressos. Não tem coisa mais chata do que ler naquela tela branca com uma diagramação feita para livro impresso.


Qual o futuro do livro?

[Lara Luft] Tenho dúvidas ainda sobre o ‘desaparecimento’ do livro impresso, pois acho que eles dividirão espaço no mercado com os e-books, tendo suas diferenças de ‘regras de criação’, como disse anteriormente.


O que estará fazendo daqui a 10 anos?

[Lara Luft] Eu fazia planos e mais planos quando era menor “para daqui 10 anos”. Tudo se tornou diferente do que eu pensava, jamais imaginava estar publicando e escrevendo cada vez mais. Eu tenho algumas ideias, mas elas mudam conforme o vento, então decidi fazer planos mais curtos, planos que eu consiga de alguma maneira alcançar agora. E eu não tenho a mínima ideia do que eu estarei fazendo daqui a 10 anos.

A jovem escritora Lara Luft escolhida patronesse da Feira do Livro de Santa Rosa

A escritora Lara Luft foi escolhida para ser a patronesse da 10ª Feira do Livro de Santa Rosa. Lara disputou com mais quatro escritores: Tereza Christensen, Maria Inês Pedroso, Maira Engers e Jacó Petry.

O três-maiense Charles Kiefer será o escritor homenageado.

A 10ª edição da Feira do Livro ocorrerá de 13 a 16 de agosto em espaços cobertos na rua em frente à antiga prefeitura, no centro de Santa Rosa.

A Secretaria de Cultura e Turismo é responsável pelo evento.



Lara Luft

É estudante do terceiro ano do Ensino Médio, palestrante e ministra clubes de escrita na escola de inglês Hey Peppers!

Teve publicações em coletâneas de textos da escola nos anos de 2004 e 2006. Em 2010 e 2011 teve publicações na revista Alunos & Ideias. Publicou nos livros “Dias Contados” – Vol.3, “Quimera”, “Corações Entrelaçados”, “Amores Impossíveis”, “Sonhos Lúcidos” e “Livre para Voar” pela Andross Editora.

Em dezembro de 2013 lançou novos contos.

Para saber mais acesse o blog da escritora: Write and be Happy

http://write-and-be-happy.blogspot.com.br/


Ela foi tema de reportagem na edição #40 da Revista Afinal. Veja aqui.


sábado, 18 de janeiro de 2014

Projeto Cidade digital chega a Horizontina

Horizontina assina convênio Cidade Digital com Ministério de Ciência e Tecnologia

Recurso da ordem de R$ 460 mil modernizará acesso aos serviços públicos

Prefeito Nildo Hickmann

Na última quarta-feira (15), o prefeito Nildo Hickmann assinou convênio que garante a liberação dos recursos mediante apresentação do projeto e definição das políticas de uso do programa Cidade Digital.
 
O Programa Cidades Digitais tem o objetivo de modernizar a gestão e o acesso aos serviços públicos nos municípios brasileiros. Para isso, atua na construção de redes de fibras ópticas que possibilitem a conexão entre os órgãos públicos, o acesso da população a serviços de governo eletrônico e a espaços de uso de internet. O projeto inclui a implantação de aplicativos de e-gov nas áreas financeira, de tributação, educação e saúde, bem como a capacitação dos servidores municipais para o uso e gestão da rede.

Outra ação do programa Cidades Digitais é a oferta de pontos de acesso à internet para uso livre e gratuito em espaços públicos de grande circulação, como praças, parques e rodoviárias. No ano passado, após passar por reformulações, o Cidades Digitais foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, o que assegurou um reforço de R$ 100 milhões no orçamento. O projeto conta, entre outros, com a parceria do Ministério do Planejamento, da Telebras, do Inmetro e do BNDES.

A rede das Cidades Digitais é composta por um anel de fibra óptica que interliga os órgãos públicos locais. Empresas integradoras, contratadas por meio de pregão eletrônico, serão responsáveis pelo fornecimento de equipamentos, serviços de instalação, suporte técnico e capacitação da administração municipal.


fonte: Olinda FM

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Três gaúchos selecionados para o Berlinale Talents

Davi de Oliveira Pinheiro (E), Leo Garcia (C) e Thais
Fernandes - Foto: Isidoro B. Guggiana / Divulgação.

Três cineastas gaúchos participam da 12ª edição do Berlinale Talents (ex-Berlinale Talent Campus), programa internacional de residência do Festival Internacional de Cinema de Berlim, destinado ao aprimoramento de jovens talentos do audiovisual, que acontece de 8 a 13 de fevereiro de 2014, na Alemanha. 

O diretor Davi de Oliveira Pinheiro (“Porto dos Mortos”), o roteirista Leo Garcia (“Ed”) e a montadora Thais Fernandes (“Contrato de Amor”) foram selecionados para atividades que incluem oficinas, palestras, workshops, seminários e conferências. 

Esta edição reunirá 300 talentos de 79 países (onze brasileiros), escolhidos entre mais de quatro mil inscritos, que estudarão com especialistas do mundo todo, sob o tema ”Pronto para jogar? Quebrando as regras”.

Davi de Oliveira Pinheiro é diretor, produtor e roteirista do longa-metragem ”Porto dos Mortos” (2011), vencedor de treze prêmios internacionais e selecionado em mais de setenta festivais ao redor do mundo. Igual marca alcançada pela animação ”Ed” (2013) de Gabriel Garcia, coroteirizada e coproduzida por Leo Garcia. Thais Fernandes é diretora e montadora do premiado curta-metragem ”Contrato de Amor” (2012), que rodou o mundo em festivais no ano passado. “O Berlinale Talents é um dos mais importantes eventos de qualificação do cinema de arte mundial e pode ser determinante na carreira de cineastas e filmes durante o ano cinematográfico e esse recorde local abre novos caminhos para todos realizadores gaúchos”, acredita o cineasta Davi de Oliveira Pinheiro.

fonte: SUL21