quarta-feira, 6 de abril de 2011

Musicanto em exposição

A Comissão Organizadora do 25º Musicanto Sul-Americano de Nativismo, atendendo convite da Gerência do SESC – Serviço Social do Comércio estará expondo parte do acervo histórico do Musicanto. A exposição será no SESC.

A abertura oficial do evento está agendado para as 19h da próxima quinta-feira (07) e pode ser conferida até o dia 29 de abril.

A exposição irá retratar desde a 1ª Edição, realizada em novembro de 1983, até a 24ª Edição, realizada em dezembro de 2010. O Musicanto Sul-Americano de Nativismo abriu-se para Santa Rosa, a América Latina e o mundo através de um lamento e de uma reivindicação histórica. A música vencedora da primeira edição deste projeto ousado, que colocou Santa Rosa no mapa da cultura e da arte Latino-Americana já surgia denunciando o massacre dos povos Guaranis e o triste destino dos sobreviventes espoliados até os limites do humano. Esta coragem animou o músico Porto-Alegrense Nelson Coelho de Castro a investigar para, além de suas raízes urbanas, o destino desta Ameríndia tão triste e esperançosa. “No Sangue da Terra Nada Guarani”, é o marco fundador do Musicanto, e um de seus clássicos, nascido do desejo de renovação e esperança, que são a marca do festival.

De acordo com Edemir Leite, Presidente da OSCIP e do 25º Musicanto Sul-Americano de Nativismo, “A Exposição do Acervo Histórico do Musicanto tem por objetivo primordial mostrar um pouco da história deste Projeto Cultural conduzido e desenvolvido pela Comunidade Santa-rosense que ao longo de sua trajetória proporcionou intensos momentos de atividades culturais na área da música, trazendo para o nosso município delegações, músicos, compositores, órgãos governamentais e imprensa de inúmeras localidades do estado, Brasil e países Latino-Americanos”. 


O horário de visitação a Exposição Histórica do Musicanto será das 08h às 22h de segunda a sexta-feira, com agendamento pelo fone 55-3512-6044.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fronteiras do Pensamento trará três Nobel a Porto Alegre



Pelo menos três dos 10 conferencistas do “Fronteiras do Pensamento” deste ano em Porto Alegre, são Prêmios Nobel (Shirin Ebadi,Lech Valesa e Othal Pamuk). Os outros conferencistas são Fredric Jameson, Zygmund Bauman, Lygia da Veiga, Sylvia Earle, Alain de Botton, Garry Kasparov e Luiz Pondé.

A programação saiu nesta segunda-feira, 4 de abril. O evento foi criado pela Braskem e começará em maio. É tudo pago e as vagas esgotam rapidamente. Um passaporte pode ser adquirido para todo o ano.

Site com toda a programação e vendas: www.fronteirasdopensamento.com.br  

O fortalecimento da Cultura em Santa Rosa

Kieling, Hemsing e Zeni.
O Presidente da Câmara de Vereadores, Ver. Valdecir Hemsing (PMDB) recebeu a visita do Presidente do Conselho Municipal de Cultura, Gilberto Kieling e de Ângelo Zenni, Secretário Municipal de Cultura de Santa Rosa.

Durante o encontro o Secretário Ângelo Zenni entregou ao Presidente da Câmara de Vereadores uma cópia do relatório das atividades desenvolvidas em 2010 pela Secretaria de Cultura.

Gilberto Kieling fez um relato das atividades do Conselho Municipal de Cultura, destacando a boa fase que vive o movimento cultural em Santa Rosa: “tivemos um fortalecimento significativo das atividades culturais após a criação do Fundo Municipal de Cultura” – informou o Presidente do Conselho.

Kieling destacou que em 2010 foram 28 projetos apresentados para avaliação e 16 projetos receberam efetivamente incentivo do fundo municipal. Segundo ele, os demais foram inabilitados por problemas na formatação da proposta.
- Este ano o número de projetos dobrou, estamos com 58 projetos em análise junto ao conselho gestor – comemorou Gilberto Kieling.

Valdecir Hemsing destacou o esforço feito pelos Vereadores em 2009 durante o debate do orçamento de 2010: “não havia previsão orçamentária para o fundo de cultura. Articulamos com os demais Vereadores uma emenda para incluir no orçamento do município o valor de R$ 150 mil reais para o fundo” - relembrou o Ver. Valdecir, autor da emenda.

O Presidente do Legislativo Municipal aproveitou para reafirmar o compromisso da Câmara com as atividades culturais de Santa Rosa: “Estivemos presente, como instituição, no Santa Rosa Mostra Gramado, no Musicanto, no movimento tradicionalista e na Festa das Etnias. A seriedade de nossas entidades culturais fortalecem nosso compromisso” – finalizou Valdecir Hemsing, Presidente da Câmara de Vereadores de Santa Rosa.

domingo, 3 de abril de 2011

A privatização da água


As grandes empreiteiras nacionais e multinacionais tem se dedicado a pressionar prefeituras do Rio Grande do Sul apara que tirem a concessão da CORSAN na distribuição de água. Isto que aparentemente é uma questão municipal ou regional, na verdade é uma questão internacional. A iniciativa privada esta lançando ações no mundo todo para se apossar do processamento e distribuição de água. Reproduzo texto da brasileira Astrid Lima, residente em Roma.

[Tradução: "Água não se vende. Fora a água do mercado, fora o mercado da água."]

Acesse o link e leia sobre o tema: http://migre.me/4b3ps

Nota do editor do blog:

Aliás, aqui em Três de Maio, vereadores e integrantes do Executivo estiveram visitando uma empresa em Santa Catarina, interessada na privatização da nossa água. A discussão está posta na mesa. Devemos renovar o contrato com a CORSAN ou entregar para uma empresa privada?

Qual a sua opinião? 

A elite acha que pobres estão ganhando “demais”

Outro dia registrei aqui a matéria doEstadão que mostrava que as “madames” da paulicéia estavam recrutando babás paraguaias para seus filhos, horrorizadas com o fato de as babás brasileiras andarem querendo receber salários melhores, ter folga, feriados e outros direitos que todo trabalhador tem (ou deveria ter).

Hoje, a Folha de S. Paulo publica uma pesquisa de consumo, feita a partir de dados do IBGE, que confirma que o padrão de vida dos paulistanos mais pobres está subindo, com a elevação da renda das camadas populares.

O gráfico aí ao lado, publicado para os assinantes do jornal, dá o tamanho deste crescimento.

Mas o melhor da matéria é o depoimento do cabeleireiro Jorge Bispo de Souza que tirou seu salão de Moema e o levou para M’Boi Mirim.

Antes, seu preço era R$ 70. Agora, é R$ 20. “O lucro agora vem da quantidade”, diz ele.

Quantos anos a elite brasileira levou – e está levando ainda – para compreender o que Jorge, um ex-segurança que retomou a profissão do pai, um barbeiro, entendeu tão rápido?

Prefere dizer que pobre quer o bolsa-família para não trabalhar e achar “um horror” que ele queira ter direitos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Presidente de empresa americana mata elefante no Zimbábue e publica o vídeo na internet

Do Extra

O presidente da GoDaddy, uma das maiores empresas americanas de hospedagem de sites, postou na internet nesta quinta-feira um vídeo onde aparece matando um elefante no Zimbábue. Para assombro dos grupos de defesa dos animais, Bob Parson ainda afirmou que matar o animal teria sido "recompensante", pois o paquiderme em questão seria um "elefante-problema", que teria tido conflitos com fazendeiros da região.
Em seu blog pessoal, o presidente explicou suas atitudes: "Eu passo algumas semanas por ano no Zimbábue ajudando os fazendeiros a lidar com elefantes-problema. As pessoas do país têm muito pouco, muitos morrem de fome e alguns dos problemas que eles têm são causados por elefantes, que existem aos milhares e destroem boa parte de suas colheitas".
Apesar das explicações de que estaria fazendo algo para ajudar os moradores do Zimbábue, Parsons está sendo massacrado no Twitter, onde chegou aos trending topics, e em diversos blogs. Muitos ameaçam levar seus domínios de sites para outras empresas.

fonte: cangarubim.blogspot [acesse o blog e veja o vídeo]

quinta-feira, 31 de março de 2011

Blogueiros entrevistam Tarso


Os blogueiros têm uma nova oportunidade para entrevistar o governador Tarso Genro e reforçar a relação do Chefe do Executivo com as mídias sociais. No dia 5 de abril, terça-feira da próxima semana, Tarso concede a segunda entrevista coletiva aos blogueiros, às 10h30min, no Salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini. É a primeira vez que Tarso conversa com blogueiros como governador empossado, já que a anterior foi em 2010, logo após as eleições.

Unesco divulga relatório sobre a radiodifusão brasileira

Entidade sugere investimentos em comunicação pública e a concentração do sistema regulatório em um único órgão

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) acaba de divulgar o estudo O Ambiente Regulatório para a Radiodifusão, resultado de uma pesquisa em que a entidade compara a realidade da radiodifusão brasileira com a de países como os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a África do Sul. O relatório apresenta sugestões de mudanças na legislação com base em experiências e modelos bem-sucedidos, desde o sistema de concessões até a gestão de conteúdos.

No documento, a Unesco compara o sistema regulatório de telecomunicações a um “labirinto”. A regulação é feita por pelo menos nove organizações, entre elas os ministérios das Comunicações e da Justiça, o Ministério Público Federal e o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar). “Para facilitar, o processo deveria ser concentrado em uma única autoridade reguladora”, orienta a pesquisa conduzida por Toby Mendel e Eve Salomon.

As sugestões incluem a regulação de conteúdo com cotas de programação nacional e local, inclusive no horário nobre. As cotas mínimas na programação sugeridas pela Unesco são de 50% de produção doméstica - sem considerar nesse cálculo notícias, esportes, jogos e publicidade - e de 10% para produção independente. Outra saída para tornar o ambiente de radiodifusão brasileiro mais plural é o investimento na comunicação pública. Entre as recomendações para o setor público, está a destinação de mais recursos para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas com a ressalva para o fortalecimento da independência da empresa em relação ao governo.

Também há sugestões de ampliação do espaço no espectro de frequência para emissoras comunitárias. Além do fortalecimento de regras para evitar a propriedade cruzada - concentração do controle de um mesmo ramo empresarial sobre um conjunto de veículos de comunicação, como emissoras de rádio e TV, agências de notícias e jornais - e a maior transparência no processo de transição para tecnologia digital.

terça-feira, 29 de março de 2011

1964: data incômoda para a direita

por Emir Sader

A cada ano, quando nos aproximamos da data do golpe de 1964, uma sensação incômoda se apossa da direita – dos partidos, políticos e dos seus meios de comunicação. O que fazer? Que atitude tomar? Fingir que não acontece nada, abordar de maneira “objetiva”, como se eles não tivessem estado comprometidos com a brutal ruptura da democracia no momento mais negativo da história brasileira ou abordar como se tivessem sido vítimas do regime que ajudaram a criar?

Difícil e incômoda a situação, porque a imprensa participou ativamente, como militância politica, da preparação do golpe, ajudando a criar um falso clima tanto de que o Brasil estivesse sob risco iminente de uma ruptura da democracia por parte da esquerda, como do falso isolamento do governo Jango. Pregaram o golpe, mobilizaram para as Marchas da Família, com Deus, pela Liberdade, convocadas pela Igreja, tentaram passar a ideia de que se tratava de um movimento democrático contra riscos de ditadura e promoveram a maior ruptura da democracia que o Brasil conheceu e a chegada ao poder da pior ditadura que conhecemos.

Na guerra fria, a imprensa brasileira esteve plenamente alinhada com a politica norteamericana da luta contra a “subversão” contra o “comunismo”, isto é, com o radicalismo de direita, com as posições obscurantistas e contrárias à democracia, estabelecida com grande esforço no Brasil. Estiveram em todas as tentativas de golpe contra Getúlio e contra JK. Em suma, a posição golpista da imprensa brasileira em 1964 não foi um erro ocasional, um acidente de percurso, mas a decorrência natural do alinhamento na guerra fria com as forças pró-EUA e que se opuseram com todo empenho ao processo de democratização que o Brasil viveu na década de 1950.

Deve prevalecer um misto de atitude envergonhada de não dar muito destaque ao tema, com matérias que pretendam renovar a ideia equivocada de que a imprensa foi vitima da ditadura – quando foi algoz, aliado, fator no desencadeamento do golpe e da ditadura. (O livro de Beatriz Kushnir, Cães de guarda, da Boitempo, continua a ser leitura indispensável para uma visão real do papel da mídia no golpe e na ditadura.) Promoveu o golpe, saudou a instalação da ditadura e a ruptura da democracia, tratou de acobertar isso como se tivesse sido um movimento democrático, encobriu a repressão fazendo circular as versões falsas da ditadura, elogiou os ditadores, escondeu a resistência democrática, classificou as ações desta resistência como terroristas – em suma, foi instrumento do regime de terror contra a democracia.

Por isso a data é incômoda para a direita, mas especialmente para a imprensa, que quer passar por arauto da democracia, por ombudsman das liberdades politicas. Quem são os Mesquitas, os Frias, os Marinhos, os Civitas, para falar em nome da democracia?

Por isso escondem, envergonhados, seu passado, buscam a falta de memória do povo, para que não saibam seu papel a favor da ditadura e contra a democracia, no momento mais importante da história brasileira. Por isso tem que ressoar sempre nos ouvidos de todos a pergunta: Onde você estava no golpe de 1964?


Professor Emir Sader é Sociólogo.

9 mentiras sobre a Verdade

Artesesc cultura por toda a parte traz o espetáculo

9 Mentiras sobre a Verdade

9 Mentiras sobre a Verdade mostra os diversos universos que habitam a vida e a mente de Lara, uma mentirosa compulsiva interpretada pela premiada atriz Vanise Carneiro.

Abordando a complexa busca por identidade no mundo contemporâneo, 9 Mentiras sobre a Verdade nos mostra uma mulher que prefere mentir sem trégua ao invés de encarar a renitente realidade a sua volta.

Data: 07/04/2011
Horário: 20h.
Local: Teatro Sesc Santa Rosa
Endereço: Rua Concórdia 114
Telefone: 3512 6044
Ingressos: R$ 5,00 comerciários c/ cartão sesc/senac, R$ 10,00empresários c/cartão sesc/senac,R$ 15,00 usuários

Obs: Venda de ingressos no SAC do Sesc somente até às 20horas.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Uma triste evocação do março de 1964

Até quando vamos ter de conviver com fatos tristes como estes, de oficiais generais assinando cartas em defesa da continuidade das comemorações do 31 de março de 1964, data do golpe militar?

O Ancelmo Gois, em sua coluna em O Globo ontem, noticiou que os presidentes dos três clubes militares - Naval, Militar e da Aeronáutica - redigiram carta em que defendem a comemoração do 31 de março, abolida do calendário do Exército. O argumento deles é que o golpe de 64 (eles chamam de "revolução") "foi em defesa da democracia" e "contra a tomada do poder por um regime ditatorial comunista".

Gente, essa história de contragolpe para impedir instalação de ditadura comunista ou república sindicalista foi das primeiras coisas desmoralizadas pós-quartelada de 64. Era pretexto, invenção dos tempos da Guerra Fria.

Jango não era e nunca foi comunista

Todos sabem que o presidente constitucional então deposto, João Goulart, o Jango, não era e nunca foi comunista. Apenas integrou a vida inteira um partido, o PTB - nada a ver com o de agora - que no final, perto de ser extinto por ato de força da ditadura (1965), tornara-se uma legenda de esquerda.

A Folha de S.Paulo descobriu, e publicou no fim de semana, que documentos dos anos 70 do Ministério da Marinha mostram que a Operação Papagaio (combate à Guerrilha do Araguaia) dava ordens para "eliminar" - e não enfrentar, combater e prender - os integrantes da luta contra a ditadura.

O jornal diz que isto nunca veio a público antes. Oficialmente, é vero, embora Elio Gaspari em sua triologia ("A ditadura envergonhada", "A ditadura encurralada" e "A ditadura derrotada") reproduza conversa do general Ernesto Geisel com outro general, na qual o então presidente da República dizia que precisava matar mesmo.

E a Argentina já tem 486 presos por crimes da ditadura. Os processos contra pessoas que cometeram crimes no último regime militar deles (1976-1983) geraram 200 condenações de ex-integrantes do Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias, forças nacionais de segurança e civis envolvidos na repressão. Destes, 40 casos já transitaram em julgado, os réus não têm mais direito a recursos.


fonte: Blog do Zé http://www.zedirceu.com.br

Grupo de Teatro seleciona atores

Grupo de Teatro da Unijuí, que neste ano comemora 13 anos, está em fase de seleção para novos atores e atrizes.

As inscrições encerram na próxima quarta-feira, dia 30, sendo que os interessados devem preencher a ficha de inscrição na recepção do campus. No mesmo dia, a partir das 19h30, todos os inscritos devem participar de uma reunião geral, que acontecerá no Salão de Atos, onde será apresentado histórico do grupo.

Para participar do Grupo de Teatro é necessário ter disponibilidade para participar dos ensaios, que acontece toda a quarta-feira, e disponibilidade para participar de apresentações e festivais no Estado. Além disso, os candidatos devem ser maiores de 16 anos. O coordenador do GTU, Alberto Rodrigues, salienta que não é preciso ter experiência na área.

Os acadêmicos da UNIJUÍ poderão receber bolsa, na forma de desconto nas mensalidades.



fonte: http://www.unijui.edu.br

sábado, 26 de março de 2011

Jango: o Golpe e a saudades do que ficou para trás

Por João Vicente Goulart

Sempre que se aproxima mais um 1° de abril, ano a ano vamos nos distanciando daquele 1964 e aproximando-nos de 2014, onde teremos nós brasileiros de fazer uma profunda reflexão histórica da lembrança dos 50 anos após, e ainda sentirmos o reflexo maligno produzido pelo Golpe de Estado, dado não contra Jango, mas contra a Constituição brasileira, contra o povo e contra as “Reformas de Base” que transformariam a economia de nosso país produzindo talvez o maior avanço social que este país necessitava.
Como mudam os aspectos e as lembranças?
È só voltarmos um pouco na história e relembrar naquele ano a posse tumultuada do então Vice-Presidente por estar abrindo, em viagem oficial em agosto de 1961 o mercado da China para o Brasil; quase impedido constitucionalmente de assumir a presidência por estar no país comunista-Maoísta e ser recebido pelo próprio Mao quando da renúncia, ainda hoje não bem explicada, do Presidente Jânio Quadros.
Era uma ofensa aos bons costumes das elites aristocráticas do país, um vice-presidente brasileiro estar na China comunista, onde dizia a direita "comiam criancinhas" por lá, e poder assumir o cargo constitucional de Presidente da República, mesmo eleito para isto como determinava a nossa Constituição.
Nixon, o presidente americano, dez anos depois da viagem de Jango, teve que botar a cartola embaixo do braço e visitar a China, pois não podia mais ignorar o mercado consumidor e a potencialidade econômica daquele país, tendo que engolir a exigência de reconhecer Taiwan como província rebelde e estabelecer o comercio bilateral China-EUA.
Que visão teria Jango naquele momento?
A de construir para o Brasil uma alternativa comercial de independência econômica do eixo americano e dar potencialidade a economia nacional com outros parceiros no desenvolvimento de relações globais.
Tudo isto foi ignorado quando construiu-se um argumento para não lhe darem posse:
se tinha estado por lá, era por que era comunista.
Hoje o Mundo mudou.
Hoje o maior credor dos títulos públicos americanos é o Governo da China.
Hoje o maior parceiro comercial do Brasil é a China, superando inclusive o comercio bilateral BRASIL-EUA.
Não bastassem essas acusações levianas e de cunho político, sabiam as elites que Jango era um árduo defensor dos trabalhadores e assim o tinha demonstrado quando em 1953, apesar de ter que deixar o Ministério do Trabalho de Vargas, legou patente os 100% de aumento no salário mínimo, conquista até hoje refletida no atual salário mínimo nacional, pois ainda traz embutida aquela correção.
Após muita discussão a respeito da posse e depois do memorável Movimento da Legalidade produzido e conduzido pelo então governador Leonel de Moura Brizola no Rio Grande do Sul, Jango consegue assumir através da emenda adicional N° 4, tirada dos porões do Congresso Nacional o regime parlamentarista, em uma manobra casuística, para tirar poderes constitucionais das mãos do Presidente Jango que sem dúvidas assumiria o comando da Nação levando consigo o seu compromisso com a classe trabalhadora do país.
Jango não traiu seus compromissos.
Depois de algum tempo de parlamentarismo parte para o plebiscito nacional pedindo a volta do presidencialismo.
Era início de 1963 quando o povo brasileiro em memorável consulta devolve a Jango os poderes presidencialistas com mais de 83% favoráveis ao SIM.
O Presidente João Goulart parte então para a transformação da sociedade brasileira através da proposta das “Reformas de Base”.
Constituem-se elas na Reforma Agrária, na Reforma Educacional, na Reforma Urbana, na Reforma Bancaria, no controle da Remessa de Lucros das empresas estrangeiras para suas matrizes, e na desapropriação das refinarias de petróleo passando o controle da exploração e refino para as mãos da PETROBRAS, fundada pelo governo Vargas da qual Jango era herdeiro político.
“Mais uma vez” como pregava a Carta Testamento às forças da reação tornaram-se contra os interesses populares e começava então a conspiração para a derrubada do governo constitucional do Presidente Jango.
A união das forças civis e militares conservadoras de nosso país unem-se com os interesses multinacionais e exploradores do povo brasileiro e Latino-americano programando em 1964 o Golpe de Estado, financiado pela CIA e o Governo americano que posteriormente alastrou-se como dominó por todos os países democráticos da América do Sul servindo os interesses dos capitais internacionais.
Acusado mais uma vez de comunista, Jango caiu.
Mas caiu de pé, pois hoje, quase cinqüenta anos depois, vemos os exemplos comerciais que Jango queria instalados independentemente de colorações ideológicas.
Lamentavelmente ainda pairam sobre nós os interesses das elites, não nos permitndo ainda a distribuição de renda pretendida por Jango para a nossa população menos favorecida e nem tampouco permitindo o acesso ao crédito controlado pelo excessivo abuso dos banqueiros, de lucros escorchantes, encima de taxas SELIC de mais de 10% anuais sobre uma dívida interna superior ao trilhão de reais, que o Governo do Brasil tem de pagar religiosamente, suprimindo assim a sua capacidade de investir no desenvolvimento social da Nação.
Relembrar todos os 1° de abris a queda de Jango é relembrar de um patriota que morreu no exílio lutando por um país mais justo, mais solidário, mais digno para com seus cidadãos mais humildes, mais equitativo e com mais oportunidades para os mais desamparados, mais nosso, mais soberano e principalmente mais livre.
A saudade existe, quando existe a vontade de relembrar os valores perdidos, os valores a serem lembrados e reconquistados, os valores dignos dos homens que ficaram pelo caminho lutando por uma sociedade mais justa, com atitudes certas no momento histórico oportuno.
Estes valores sim são dignos de serem lembrados.
Lembro-me no exílio quando jornalistas americanos da revista "Time" perguntaram a Jango: - "O Sr. Presidente não acha que não era ainda a hora das reformas?"
Ao que Jango respondeu: "Se achasse os Srs. tenham certeza não me encontrariam aqui no exílio".
Só sentindo estas saudades do que ainda temos a fazer é que devemos lembrar todos os primeiros de abris, para que nunca mais existam, para que nunca mais aconteçam.


Diretor do IPG Instituto Presidente João Goulart


sexta-feira, 25 de março de 2011

Vera defende que comunicação não é só jornalismo e publicidade

Secretária disse que relação com as redes sociais
ocupa lugar de destaque nos planos do Governo
A secretária de Comunicação e Inclusão Digital (Secom) do Governo do RS, Vera Spolidoro, foi a palestrante desta quinta-feira (24), do 1º Meeting de Marketing de 2011 na sede da Federasul. A titular da Secom falou sobre a nova estrutura da pasta e as mudanças que o Governador Tarso Genro está implantando nas áreas de Publicidade, Jornalismo e sobre as novas tarefas da Secretaria – a inclusão digital e a elaboração de políticas públicas para a área da comunicação: “Comunicação não é só jornalismo e publicidade”, disse Vera. A secretária explicou que o governo está atacando em duas frentes: a ampliação da rede de banda larga para o interior do estado, dentro do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), numa ação conjunta com a Telebrás e a CEEE; e a criação, em parceria com a rede Marista de ensino, de 80 novos telecentros, credenciados ao programa do governo federal Telecentros.BR.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sescoop/RS inaugura novo conceito de comunicação



A campanha do Sescoop - entidade responsável pelo fomento, desenvolvimento e promoção do cooperativismo gaúcho, que estreia na mídia no próximo dia 24 de março (hoje, portanto), inaugura uma nova fase na comunicação da instituição. Trabalhando pela primeira vez com uma agência de publicidade, escolhida através de processo licitatório, o objetivo é promover o cooperativismo, mostrando a sua força para o desenvolvimento do RS e despertar assim o orgulho dos seus associados em fazer parte deste negócio.

A campanha assinada pela Competece traz o conceito “Cooperativismo, a grande força do Rio Grande”, refletindo um mercado que hoje movimenta R$ 18 bilhões em faturamento anual, responde por 50 mil empregos diretos e envolve 2 milhões de associados de diversos segmentos da cadeia produtiva do Estado. A construção da logomarca, segundo João Satt, diretor-presidente do Grupo Competence, se pautou nesta força. O símbolo utilizado expressa a união das pessoas e as cores identificam o estado. “A logo tem o propósito de humanizar. De mostrar a força da união das pessoas,” anuncia João.

A primeira fase da campanha, que tem início no dia 24, é composta de anúncios nos principais jornais e rádio do RS, sendo que primeiro dia trará uma ação especial ao longo da programação da Gaúcha. “Ao longo de todo o dia, os apresentadores da rádio farão intervenções ao vivo sobre todas as áreas onde o cooperativismo está inserido e o quanto movimenta,” informa.

Para reforçar a mensagem da força gaúcha, a interpretação do jingle ficou por conta do cantor e compositor Neto Fagundes.

Boticário muda logomarca após 34 anos

Após 34 anos, O Boticário muda logomarca e adota combinação de cores
Marca assume letra B como ícone e troca assinatura para A vida é bonita. Mas pode ser linda


Após 34 anos no mercado brasileiro, o Boticário muda comunicação visual e anuncia novo posicionamento, cujo objetivo é fortalecer a marca entre seus consumidores.

A primeira novidade é a mudança na logomarca, que deixa de lado o tradicional verde e passa a ter várias combinações de cores e formas mais modernas. Também passa a adotar a letra B como ícone da marca.

De acordo com Andréa Mota, diretora de marketing e Vendas do Boticário, a novidade é resultado de mais de dois anos de pesquisas realizadas com os consumidores, além de um estudo qualitativo e quantitativo feito com o público feminino especificamente.

As pesquisas revelaram que hoje a consumidora do Boticário tem mais atitude, é mais vibrante e otimista nas suas ações. É uma mulher que se preocupa com a beleza mas sem exageros e que equilibra valores profissionais e pessoais em busca de harmonia.

A diretora explica que mais do que novas formas e cores, a logomarca do Boticário traduz valores e a experiência conquistada nesses 34 anos. Segundo Andréa, a nova logomarca tem a missão de ser sofisticada, atender esse novo perfil das consumidoras, ser mais moderna, sem deixar de lado o valor da marca que se tornou a maior rede de franquias de perfumaria e cosméticos do mundo.

Santa Rosa amplia atendimento às mulheres

Nesta quinta-feira (24), será realizado o ato oficial de inauguração do Centro de Referência Regional de Atendimento à Mulher “Dirce Grosz”. O evento ocorrerá no Centro Cívico, a partir das 14h30min, e contará com a presença da Ministra de Estado e Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, a Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Márcia Santana, prefeitos da região, além de convidados.

A administração municipal de Santa Rosa vem articulando projetos para a inclusão do município no Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O projeto prevê a implantação do Centro de Referência da Mulher, a Casa de Acolhimento e a instalação da Delegacia da Mulher. O Convênio teve um repasse do Governo Federal de R$ 480.000,00. e contrapartida da prefeitura no valor de R$ 20 mil.

quarta-feira, 23 de março de 2011


Começa amanhã (24) o 4º Canto Missioneiro da Música Nativa, em Santo Ângelo.

Acesse o site http://www.cantomissioneiro.com.br e fique por dentro de toda a programação do evento.

Os 35 anos do golpe argentino

O golpe militar na Argentina fechou o cerco dos regimes de terror no cone sul latino-americano, que havia sido iniciado com o golpe brasileiro de 1964. Diante do governo nacionalista de Velasco Alvarado no Peru e do socialismo cubano, o Brasil era a expressão mais clara da Doutrina de Segurança Nacional, que combinava “ordem” – quando “desordem” era identificado com grupos guerrilheiros – com expansão econômica – mesmo se concentrada de renda e marginalizadora socialmente.

A atração do modelo brasileiro era potencializado pela ação desestabilizadora dos EUA. Henri Kissinger tinha declarado que eles tinham “que salvar o povo chileno das suas próprias loucuras”, quando Allende recém havia sido eleito. Socialismo era questão de “loucura” e devia ser extirpado como uma infecção, na concepção da Doutrina de Segurança Nacional, para a qual as divergências, os conflitos, eram quistos que tinham que ser extirpados.

Depois do Chile e do Uruguai em 1973, a Argentina – onde o primeiro golpe, de 1966, tinha fracassado – se somou ao circulo de ferro do terror, em 24 de março de 1976 – há 35 anos. Da mesma forma que os outros golpes, com o espantalho de que a democracia estava em perigo, que se tratava de movimentos organizados do exterior, que se dava um golpe para salvar a democracia, mas instalaram brutais ditaduras militares.

Como o campo popular era mais forte que no Brasil, a repressão foi também muito mais forte. Se apropriou das experiências acumuladas especialmente no Brasil e no Chile, para a tortura e o fuzilamento dos detidos. Não houve Estádio Nacional, como no Chile, mas desaparecimentos e fuzilamentos maciços. Saíam, às quartas e aos sábados, os vôos da morte, com presos, que eram sedados, acompanhados de capelães do Exército e os corpos eram jogados no mar e no Rio da Prata. As vitimas são calculadas em várias de dezenas de milhares.

Também para a Argentina se fechava um ciclo, aquele iniciado em 1955, com o golpe que derrubou a Perón (que criou o nome “gorila”), o fracassado de 1966 e, finalmente, o de 1976, que implantou as políticas liberais de desregulamentação e de financeirização (época chamada de “plata Dulce”), destruindo o movimento popular e preparando o campo para a década neoliberal de Menem.

Só na década passada a Argentina foi se recuperando, lentamente, dos traumas que sofreu. Um país traumatizado pelo regime de terror, por duas crises de hiperinflação e pela implosão da paridade, que fez com que a Argentina tivesse um brutal retrocesso. (Hobsbawn disse que o maior retrocesso civilizatório da década de 90 se deu na Rússia; em seguida, se deu na Argentina).

O governo dos Kirchner teve uma politica clara de resgate da memória das vitimas e dos desaparecidos, de processos contra os responsáveis e de construção de espaços de memória para tudo o que tinha passado. O dia 24 de março ficou reservado para a reflexão sobre o que o país tinha vivido, para que nunca mais volte a ocorrer. Hoje, há 35 anos.

Emir Sader.

fonte: Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

terça-feira, 22 de março de 2011

MÁGOAS DE MARÇO

No seu quinto ano de estripulias culturais, o RESISTÊNCIA dá as caras neste começo de outono navegando o tema: MÁGOAS DE MARÇO .

"Recital Mulheres do Tempo", a bateria da turma do Alambique, as charges do Mó, o jornalista Jairo Madril, o Coelho, o Bola, o Schimo, o Madeira, o Palmito e a platéia nota 10 se deixarão levar através das palavras, da música, vídeos, livros e filmes deste derradeiro mês.

RESISTÊNCIA - Sábado, 26 de março, 20h30 , no teatro do SESC – entrada gratuita.

Promoçao: Arte Sesc; 

Realização: Resistência; 
Apoio Cultural: Yazigi Idiomas, Fecopel, Fredi Acosta, Video Clip Locadora e Pizzaria Mediterrâneo.