
YES , NÓS TEMOS MÓ!
Mauro de batismo, Mó de benção divina. Ungido com tinta guache, isso sim . Pra nossa sorte se bandeou da fronteira pra se lambuzar de terra vermelha. Era um piazote por suposto, mas chegou destinado a derramar suas cores em nossas camisetas e pendurar seus quadros em nossas salas.
Quando eu e o Dico éramos meninos-grandes ainda, brincando na Santa Cidade, conhecemos o “Mó & Pó”. O Dico envolveu, com “sonoras notas”, alguns de seus poemas e descobrimos , então, uma alma irmã em sonhos e vontades e que se sabia, como nós, imortal.
Hoje, quando retorno e vejo grafitado nas paredes da velha prefeitura, os traços inconfundíveis do filho do Seo Ita, ou quando visito seu atelier-morada na Winck, onde coisas que me passariam a lo largo , desprovidas de importância, não escapam ao seu olhar de artista e estão lá, transformadas em arte, sinto que somos agora velhos-meninos, mais imortais (do) que nunca.
Singelo MÓnossílabo..... tônico, claro, pois
tem a força criativa que provém da fonte maior.
Então, agradeço a Deus por tê-lo entre meus (poucos) amigos e poder a cada final de dezembro, quando a cigarra canta no mormaço do ligustro, abraçá-lo com meus braços, pois com meu coração, que também é tela pra sua pintura, sou livre para abraçá-lo todos os dias.
Texto: Ita Keiber
Arte: Mó
Local: Prefeitura velha de Santa Rosa / Futuro Centro Cultural
2 comentários:
Jóia!
Zyk! Jóia????? Fazia tempo que não via esta expressão! Sim, sim.. é do meu tempo sim!...shuahsuhausa..
Bjo.
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