sábado, 9 de julho de 2011

RADARES PEDAGÓGICOS

Da coluna do Cacau Menezes/Dário Catarinense


Do nosso festejado Volnei Carlin, Doutor em Direito, li, gostei e dou de graça pra voc~es:

- O Brasil se apressa para ser o 3º maior mercado de carros do mundo. Pouco se observa das restrições ambientais no controle de veículos. O governo só reforça a indústria automobilística, enquanto a qualidade do transporte coletivo cai e as tarifas crescem. A baixa dos impostos e o fácil acesso de créditos aos bancos, em novas linhas de financiamentos, na falta de políticas públicas, prejudicam a mobilidade urbana.

Enquanto isso, a máfia dos radares, decorrente de contratos milionários e ilícitos, está no centro dos debates. Com a decisão de retirar os pardais, não houve aumento de acidentes e, sim, um show de cidadania e responsabilidade dos motoristas (DC22/6/2011, p.43).

Instalar radares, de efeitos pedagógicos, com alertas do tipo “Atenção perigo”, “velocidade excessiva pode matar”, “curva perigosa” ou “se beber, não dirija”, iriam dar nova cultura ao trânsito. Os dispositivos pedagógicos, colocados em lugares estratégicos, seriam uma providência inovadora, um arsenal essencial à humanização do trânsito, construindo uma consciência de respeito às leis. Por que insistir com armadilhas para multar? Para o usuário da via pública, a multa representa uma incoerência por parte dos poderes públicos, que desconsideram a educação e a cidadania, saciando a ganância de aproveitadores destes nefastos aparelhos. A crise no trânsito mostra insegurança, falsa idéia de situações emergências e um ativo lobby dos pró-radares eletrônicos, passando pelo mercado de milhões de reais. Destaque-se, ainda, a forma como são multadas as pessoas, diante de “arapucas” e infrações descabidas. Por acaso, algum cidadão concebe que os patrocinadores destas “detestáveis máquinas” se revestem de sentimentos nobres e superiores, que não aquele do lucro fácil?
Os detectores de infrações aguçam as discussões na França, enquanto eles já são proibidos na Alemanha, Suíça e Áustria, onde o elemento punitivo perdeu sua eficácia, prevalecendo, nestes países, a fiscalização civilizada das “forças da ordem pública”, suficiente para evitar a acidentologia normal das rodovias. Elevar a segurança do trânsito como “uma grande causa nacional” seria, enfim, outro aspecto a ser considerado! 

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