quarta-feira, 27 de maio de 2009

Yeda mãe de todos: "mamãe eu quero mamar!"

http://caraspintadasrs.blogspot.com


A Folha de São Paulo teve acesso a trechos de um inquérito da Polícia Federal, que corre sob segredo de justição. Segundo a matéria de Graciliano Rocha "As atividades de Walna chamaram a atenção da PF depois que ela se encontrou com a empresária Neide Viana Bernardes e Edgar Cândia, dono da Magna, em abril do ano passado.".

A empresária Neide Viana Bernardes, suspeita de superfaturar as obras das barragens de Jaguari e Taquarembó, foi apanhada pela PF afirmando que a “progenitora maiordo Estado” estaria a par de tudo.

Segundo a Polícia Federal, a "progenitora maior do Estado" seria referência à governadora Yeda Crusius.
no diálogo, gravado com autorização judicial no dia 16 de maio de 2008, época em que o edital para a licitação das obras de construção das barragens estava sendo elaborado, Neide diz para Edgar Cândia, dono da empresa Magna: “tá tudo combinado”, “progenitora maior do Estado sabe”.

A Magna é uma das empresas vencedoras da obra de Taquarembó. A assessora Walna Meneses é apontada pela Polícia Federal como “elemento de ligação” entre o Piratini e o esquema.

Neide e Cândia já foram indiciados por crimes de corrupção, fraude em licitação e formação de quadrilha.
O inquérito conduzido pela Delefaz (Delegacia de Combate a Crimes Fazendários) descreve a assessora de Yeda como "elemento de ligação". "Conclui-se que todo o engendramento político parte através de Neide e aí é partilhado com Walna, de onde é repassado a seu escalão superior, com ênfase neste momento em relação a Chico Fraga", diz trecho do inquérito a que a Folha teve acesso.

Como bem lembrou o RS Urgente:

"Já avisei que mamãe não protege mais. Cada um cuida do seu nome”. (Governadora Yeda Crusius, ZH, 13/05/2009, ao comentar a onda de denúncias que recai sobre seu governo.)

Tá tudo combinado. A progenitora maior do Estado sabe” . (Neide Viana Bernardes em conversa com Edgar Cândia, dono da Magna Engenharia, no dia 16 de maio de 2008, sobre licitação das barragens de Jaguari e Taquarembó.)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Internet vs. Mídia tradicional: mudança sem retorno

Do site da Carta Maior: www.cartamaior.com.br


Pesquisa revela que 83% dos consumidores de mídia no Brasil produzem seu próprio conteúdo de entretenimento usando, por exemplo, programas de edição de fotos, vídeos e músicas. O público de faixa etária entre 26 e 42 anos é o mais envolvido com atividades interativas na rede.


Duas pesquisas divulgadas recentemente mostram, de forma inequívoca, a dimensão das mudanças que estão ocorrendo no “consumo” de mídia, tanto no Brasil como no mundo. Elas são tão rápidas e com implicações tão profundas que, às vezes, provocam reações inconformadas de empresários e/ou autoridades que revelam sérias dificuldades para compreender ou aceitar o que de fato está acontecendo no setor de comunicações.

Internet supera TV
A primeira dessas pesquisas é “O Futuro da Mídia” desenvolvida pela Deloitte e pelo Harrison Group. A Deloitte é a marca sob a qual profissionais que atuam em diferentes firmas em todo o mundo colaboram para oferecer serviços de auditoria e consultoria. Essas firmas são membros da Deloitte Touche Tohmatsu, uma verein (associação) estabelecida na Suíça. Já oHarrison Group é uma consultoria independente com sede nos EUA.

A pesquisa, realizada simultaneamente nos EUA, na Alemanha, na Inglaterra, no Japão e no Brasil, identificou como pessoas entre 14 e 75 anos “consomem” mídia hoje e o que esperam da mídia no futuro. A coleta de dados foi feita entre 17 de setembro e 20 de outubro de 2008 e a amostra foi dividida em quatro grupos de faixas etárias: a “Geração Y”, com idade entre 14 e 25 anos; a “Geração X”, que tem entre 26 e 42 anos; a “Geração Baby Boom”, formada por pessoas entre 43 e 61 anos; e a “Geração Madura”, que compreende os consumidores entre 62 e 75 anos. No Brasil, foram ouvidas 1.022 pessoas, classificadas nas quatro faixas etárias.

Vale a pena transcrever o que a própria Deloitte relata sobre alguns dos resultados referentes ao Brasil (cf. Deloitte, Mundo Corporativo n. 24, abril/junho 2009).

O levantamento mostra que o Brasil, com um mercado formado essencialmente por um público jovem é, dos cinco países participantes da pesquisa, aquele em que os consumidores gastam mais tempo por semana consumindo informações ofertadas pelos mais variados meios de comunicação e se mostram especialmente envolvidos com atividades on-line. Os consumidores brasileiros gastam 82 horas por semana interagindo com diversos tipos de mídia, incluindo o celular. Para a grande maioria (81%), o computador superou a televisão como fonte de entretenimento. Os videogames e os jogos de computador constituem importantes formas de diversão para 58% dos entrevistados. (...) (grifo nosso)

Uma das principais informações reveladas é que o usuário quer participar, interferir. De acordo com as entrevistas realizadas com o público nacional, 83% dos consumidores de mídia produzem seu próprio conteúdo de entretenimento usando, por exemplo, programas de edição de fotos, vídeos e músicas. O público de faixa etária entre 26 e 42 anos é o mais envolvido com atividades interativas na rede. Quanto mais jovem, mais propenso a produzir seu próprio conteúdo on-line.

Um dado extremamente revelador é que assistir à televisão é a fonte de entretenimento preferida pelos entrevistados de todos os países participantes da pesquisa, com exceção do Brasil. Entre nós, a TV aparece em terceiro lugar, as revistas em sétimo, o rádio em nono e os jornais em décimo. 

O quadro (adaptado) abaixo revela as preferências brasileiras.

Fontes de entretenimento favoritas - Brasil

1º - Assistir a filmes em casa (não inclui filmes na TV) .........55 % 
2º - Navegar na internet por interesses pessoais ou sociais..53 % 
3º - Assistir à televisão .........................................................46 % 
4º - Ouvir música (usando qualquer dispositivo ....................36 % 
5º - Ir ao cinema .................................................................30 % 
6º - Ler livros (impressos ou on-line) ...................................25 % 
7º - Ler revistas (impressas ou on-line) ...............................16 % 
8º - Jogar videogames ou jogos de computador .................14 % 
9º - Ouvir rádio .....................................................................13 % 
10º - Ler jornais (impressos ou on-line) ...............................12 % 


Para um país acostumado – há décadas – à hegemonia não só da televisão, mas de uma única rede de TV, esses dados não deixam de ser surpreendentes.

Participação ativa
Já a vontade majoritária de participar e interferir na construção do conteúdo, revelada pelos entrevistados brasileiros, acaba de vez com a idéia do obtuso “Homer Simpson” (cf. L. Leal Filho, “De Bonner para Homer”, Carta Capital, 7/12/2005) e com o mito da passividade dos nossos leitores, ouvintes e telespectadores.

Mais do que isso, os dados colidem frontalmente com as práticas históricas dos principais grupos de mídia brasileiros que, salvo raras exceções, sequer admitem a existência de ouvidorias ou de ombudsman em suas empresas.

A supremacia das redes sociais
A pesquisa Deloitte/Harrison faz referencia a outra pesquisa divulgada em junho de 2008 pelo Ibope/Net Ratings sobre o surgimento das “redes sociais virtuais”, ou seja, os sites de relacionamento que reúnem internautas com os mesmos interesses. Segundo esta pesquisa, 18,5 milhões de pessoas haviam navegado neste tipo de site em maio de 2008. Se somados os fotologs, videologs e programas de mensagens instantâneas, o número salta para 20,6 milhões.

Pois bem. No painel de abertura do 8º Tela Viva Móvel, dia 20/5, em São Paulo, o gerente de conteúdo e aplicações da Oi, Gustavo Alvim, informa que as redes sociais já desempenham papel mais importante que o acesso a emails no cenário da internet mundial. Em média, enquanto 65,1% dos usuários mundiais de internet acessam emails, 66,8% acessam redes sociais. "E o Brasil é o líder absoluto em redes sociais, com 85% de seus internautas que acessam pelo menos uma rede social".

Os dados vêm confirmar a aplicabilidade da hipótese do “long tail” (Chris Anderson) à “cultura convergente” – como faz Henry Jenkins – e, particularmente, reafirmar a tendência já prevalente da contextualização, análise e organização capilar de conteúdos, inclusive os jornalísticos, em sites e blogs, deixando para trás os velhos modelos dos jornais impressos diários. 

“Pendurados na internet”
Diante desses dados – e das importantes transformações que sinalizam – é que se deve compreender a recente declaração do senhor ministro das Comunicações na abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, no dia 19/5, em Brasília. 

Segundo relata Mariana Mazza do Televiva News, depois de fazer uma vigorosa defesa da radiodifusão e registrar o abismo entre o faturamento da radiodifusão e das telecomunicações – "o setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está" –, o ministro sugeriu que os jovens devem usar menos a internet e assistir mais programas de TV e de rádio. "Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão".

Ao que parece o senhor ministro – e os radiodifusores que ele tão bem representa – estão realmente perdendo o “bonde da história”.


Venício Lima é Pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - NEMP - UNB


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deixem o MPF trabalhar

Do site RS URGENTE - www.rsurgente.blogspot.com 


Há uma fala que une, neste momento, o senador Pedro Simon (PMDB), a deputada Luciana Genro (PSOL), a OAB e um contingente grande de colunistas da imprensa: todos querem que o Ministério Público Federal se manifeste. Pedir, tudo bem. Mas criticar os procuradores porque eles não disseram, ainda, se há, ou não, provas da corrupção no governo Yeda, aí já é demais.

Simon, que por muito menos usou toda a sua verve para pedir a derrubada de ministros e que, no caso de Yeda empresta uma solidariedade suspeitíssima, provavelmente só está querendo saber a hora certa para dar a ordem de desembarque ao seu PMDB. Fidelidade, se sabe, nunca foi, mesmo, o forte do partido.

Luciana segue a linha PSOL e alarma: mais pessoas, além de Marcelo, podem morrer! As provas podem sumir! Tudo bem, são argumentos que guardam alguma lógica com os últimos acontecimentos mas, convenhamos, não é para tanto.

A Ordem dos Advogados dá contorno jurídico a sua manifestação: se todo mundo já está falando, se já há até reportagens sobre o tema, não há mais porque manter o segredo. Alto lá. Melhor do que ninguém, os advogados sabem que um simples vazamento de uma investigação que corre em segredo de Justiça pode gerar a nulidade do processo e culminar com a absolvição dos acusados. Pela forma, não pelo conteúdo.

No caso da imprensa, a grita revela uma certa incompetência. Ou o bom jornal não é aquele que faz a fonte oficial correr atrás dele?

Isto posto, cabe perguntar se não ocorre aos reclamões de plantão, a possibilidade de que o material em mãos do Ministério Público Federal seja tão potencialmente bombástico que, uma vez revelado, possa derrubar um governo legitimamente eleito? E que, justamente por assim ser, devem os procuradores ter o máximo de cuidado com a busca das provas? E que isso leva tempo, muito tempo? E que este tempo não deve ser alterado em nome do que quer que seja porque, afinal, se está tratando de fazer justiça? E que nem mesmo a idéia de que esta demora paralisa o Estado pode ser alegada já que, se há mesmo paralisia, ela não se dá por culpa dos procuradores mas justamente pelo envolvimento dos que deveriam fazer andar a administração?
Não há razão para que se ponha em dúvida, ao menos até agora, a seriedade do trabalho do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul quando se trata de corrupção no governo Yeda. A participação deles na força-tarefa que desbaratou a quadrilha do Detran, foi decisiva.

Fundamental compreender, então, que os tempos da justiça, da política e da imprensa, são distintos. Talvez Simon, Luciana, a OAB e até a imprensa possam pensar em apoiar abertamente o pedido de CPI que se discute na Assembleia Legislativa porque este, sim, parece estar no tempo e no lugar certo, além de, como instância investigatória, tem legitimidade para requerer provas e documentos que estejam em mãos do MP. (Maneco)

terça-feira, 21 de abril de 2009

O grande festival de irrelevâncias


Do blog do Nassif, sobre a nova pauta unificada da imprensa brasileira (e sobre as pautas que estão encobertas pelo silêncio):


“O festival de irrelevâncias que assola a mídia só é relevante pela dimensão. Ontem, o Globo abre manchete para o desvendamento do caixa dois de políticos. Um assessor do senador Gerson Camata, do Espírito Santo, dizendo que funcionários assinavam notas para justificar despesas bancadas pelo Congresso. Virou manchete principal, algo que Daniel Dantas jamais conseguiu no jornal nos últimos doze meses. O Estadão dizendo que agora Protógenes está perdido m-e-s-m-o porque descobriram que ele viajou para palestras com passagens da cota do PSOL. A Folha volta com gastos com passagem de avião pelo TCU - como se fiscalização de obras pudesse ser feito de forma virtual.

O que é essa mixaria perto dos acordos que estão sendo fechados entre governos estaduais e editoras jornalísticas, forma direta de comprar apoio ou proteção? Falta de vontade de pesquisar? Que nada, o material sobre Daniel Dantas está dando sopa. Esse pessoal consegue fazer alarde até em relação a fotos pornôs em computadores de agentes da ABIN e são incapazes de pesquisar a grande corrupção nacional.

Esse tipo de retórica tende a se esvaziar à medida que os leitores passam a entender melhor o jogo. A escandalização do irrelevante, da tapioca, da passagem aérea, em um momento em que as grandes mazelas nacionais estão aí, documentadas, sob inquérito, é a maneira torta de tentar convencer o leitor sobre o papel fiscalizador da imprensa, liberando-a para o jogo”.

terça-feira, 31 de março de 2009

1º de abril, dia mentira na hora da verdade


Dia dos Tolos, da Troça, do Trote, o 1º de abril é a mais antiga gozação de que se tem notícia (teria começado em fins do século 16, com o rei Carlos 9, da França). A humanidade, geralmente sisuda, permite-se uma vez ao ano não se levar a sério.

A tradição galhofeira mundial levou os militares brasileiros a antecipar a data em que se comemora o golpe que derrubou o presidente João Goulart para 31 de março (de 1964). Quarenta e cinco anos depois convém corrigir a mutreta histórica: a movimentação das unidades do Exército estacionadas em Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro começou efetivamente no último dia de março, mas a adesão das demais unidades completou-se no dia seguinte, quando Jango deixou o país e o cargo de presidente da República foi considerado vago. (...)


Trecho do texto de autoria do Mestre Alberto Dines, no Observatório da Imprensa.

Acesse e leia na íntegra: www.observatorio.ultimosegundo.ig.com.br 

Imprensa no STF


O site www.coletiva.net informa que nesta quarta-feira, 1º de abril, o Supremo Tribunal Federal decide sobre o futuro da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67) e da  obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão.
A sessão plenária terá início às 14 horas e será transmitida ao vivo pela TV e Rádio Justiça.

Saiba mais, acesse: www.coletiva.net


sábado, 28 de março de 2009

Tiro no pé!...


Comentário do deputado federal Paulo Maluf (PP), acusado de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, sobre a governadora Yeda Crusius (PSDB), em entrevista ao jornal O Pioneiro:

“Vou ser muito claro: confio 100% na honestidade da governadora Yeda. Eu também fui governador e sei que quem chega a ser governador ou presidente está escrevendo a sua biografia. Ninguém chega num cargo desses pretendendo fazer irregularidades. Se as pessoas não têm defeito quando chegam num cargo público, a oposição inventa. Eu acredito na honestidade da governadora, foi uma boa ministra do Planejamento no governo do Itamar, e tenho certeza de que ela tem uma história de luta. A mulher gaúcha é muito valorosa, e acho que ela vai vencer com uma administração correta, competente como está fazendo, sem as acusações mentirosas que a oposição faz a ela”.


[Nota do editor do TMN: - Era só o que faltava! No mínimo, bizarro!... hahaha]


sábado, 21 de março de 2009

Stédile na Época: Gilmar Mendes não explica por que sua ONG recebe dinheiro público


Trecho da entrevista de João Pedro Stédile à revista Época:

"Achamos engraçado como eles se preocupam com ONGs que atuam na reforma ágraria. Essa é a questão. Na verdade, o senhor (Gilmar) Mendes está defendendo seus interesses como latifundiário e os interesses da sua classe. Não quer reforma agrária, nem quer ver a terra dividida. Muito menos lá no Mato Grosso, onde proibiu até pescaria em sua fazenda. Ele faz pose de moralista e não explica por que sua ONG recebe dinheiro público. Por quê? Por que não investiga o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, entidade mantida por proprietários rurais), administrado pelos fazendeiros, que recebeu R$ 1 bilhão de verba pública?" 

"Há processos no Tribunal de Contas da União de dinheiro do Senar apropriado para enriquecimento pessoal de fazendeiros. Por que não pede investigação da ONG Alfabetização Solidária (ONG voltada para projetos de alfabetização, iniciada pela antropóloga Ruth Cardoso em 1997), que recebeu R$ 330 milhões para fazer alfabetização de adultos? Quantos parlamentares respondem por processos de improbidade? Mais uma pergunta: algum militante do MST ficou rico com dinheiro público? A Policia Federal sabe muito bem quem desvia dinheiro público no Brasil".

domingo, 8 de março de 2009

Hoje, 8 de março


Entre resquícios da idade da pedra e desafios do Século XXI, caminham as mulheres 

Têm maridos e namorados que acreditam na violência física para se impor; o patrão ainda paga menos pelo mesmo trabalho que fazemos, e nada acompanha o seu cetro de rainha do lar, a não ser um trabalha infindável, desvalorizado e sem visibilidade . Por outro lado, questões novas exigem nossa urgente atuação, para preservar as condições necessárias à vida e à justiça social em nossa espécie, em nosso planeta, 

Em que modelo de sociedade cabe a efetiva equidade entre os gêneros? Pagaremos nós, com mais trabalho, o preço pelos efeitos da crise econômica de que se fala? Continuaremos estimuladas a plantar e consumir transgênicos,  agrotóxicos e gordura trans para preservar a crocância dos biscoitos, às custas da saúde de nossos filhos? Continuaremos alienadas do processo de decisão e representação política equitativa? Como agiremos para não nos limitar a cuidar das doenças resultantes dos desequilíbrios ambientais, provocados pela atitude voraz e devastadora de quem só pensa em concentrar renda?

Entre a Idade da Pedra e o Século XXI, já descobrimos que somos capazes de fazer tudo – e melhor. Falta-nos uma série de condições básicas para viabilizar as mudanças que se fazem necessárias e urgentes – mais sabemos improvisar, sabemos criar do nada.

Hoje nos concedem um espaço na mídia, para dizer a que viemos –hoje é o dia da mulher.
Concorremos com as floriculturas e a propaganda que espera transformar a data em mais um dia de consumo especial – mas não em nosso nome!

Da segurança do aquário com ondas se espalhando pela web, trazemos e discutimos essas questões – ora denunciando, ora alertando, ora mostrando e estimulando. Nosso programa de web-rádio. Assim como nós, milhares de rádios comunitárias navegam pela contramão das notícias oficiais. Poucas entre elas, muito poucas falam diretamente às mulheres. Mas fazem-no, do fundo da floresta amazônica, do alto do prédio do espigão da Av. Paulista, do cume das montanhas mineiras, com a voz e a coragem. 

É importante saber. É urgente pensar. É fundamental se posicionar. E tomar o destino em nossas mãos. 

Momentos históricos palmilham a História e nos mostram o caminho. A batalha pelo direito à educação. Pelo direito ao voto. Pelo controle do próprio corpo – que já se concedeu ao abolir a escravidão, mas que ainda se nega às mulheres. Olympes de Gouges morreu no cafadalso, em plena revolução francesa, por defender os direitos das mulheres. Operárias têxteis morreram reivindicando jornada e salário decentes. Outras contabilizaram vitórias. Revolucionárias  e figuras históricas levantaram reivindicações, datas, marcos. Mulheres anônimas marcharam batendo em panelas vazias, empurrando e sustentando grevistas, iniciando ou engrossando a greve, a anistia, a manifestação, a democratização, a reivindicação. Textos, artigos, depoimentos, cursos, programas de rádio e TV, muita tinta, muitas idéias, muito papel, muitas formas. 

Hoje, 8 de março, é dia internacional da mulher. É dia de balanço e de denúncia, é dia de ousadia. Hoje é o dia.
 
Rachel Moreno - Observatório da Mulher - acesse: observatoriodamulher.org.br

sábado, 7 de março de 2009

Governo Yeda afunda e vira assunto nacional


A revista Carta Capital deste final de semana dedica uma capa especial para a região Sul do país, tratando aos escândalos que atingem o governo Yeda Crusius (PSDB). Com o título "Yeda em xeque", a reportagem faz um balanço dos últimos acontecimentos que atingiram fortemente a imagem de uma das principais vitrines tucanas no país. Já no site da rádio CBN, a colunista Lucia Hippolito faz um comentário definindo o governo tucano no RS como um "desastre político".

domingo, 1 de março de 2009

Vai um fosfosol aí?

Marlize Machry Bins escreve:

"A colunista Rosane de Oliveira, ao dizer que impeachment não é aspirina e lembrar que a oposição a Olívio Dutra foi ensandecida, cometeu um esquecimento. Esqueceu de dizer que além da oposição ensandecida, o governo do Sr. Olívio Dutra foi vitima de uma campanha implacável por parte da RBS, especialmente dos jornalistas Barrionuevo, Mendeslki e Lasier Martins. As criticas sistemáticas começavam as 6:00 e se estendiam ao longo do dia. Não havia trégua nem ao domingos, pois, neste dia, a Zero Hora premiava o governo Olívio Dutra com reportagens especiais invariavelmente com criticas contundente à administração petista.

Naquele tempo não havia editoriais pregando a bandeira branca no Pampa. Pelo contrário, a reconhecida oposição ensandecida tinha espaços generosos na mídia gaúcha. O ex-deputado Mario Bernd, por exemplo, tinha espaços fartos na RBS e era figura constante no programa Conversas Cruzadas. Oportuna a lembrança de Rosane de Oliveira sobre o comportamento da oposição ensandecida. Mas faltou registrar a atuação da imprensa naquele período. Por isso, recomendo FOSFOSOL que é um belo remédio para ativar a memória".

do blog RS URGENTE www.rsurgente.net acesse!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Quem tem medo das escolas itinerantes?


Por recomendação do blogueiro Kiko Machado tomandonacuia.blogspot.com

Leia texto da Professora Vania Grim Thies sobre escolas itinerantes.


(...) O que pretendo aqui é dar margem à reflexão, pois é sabido que o MST, com anos de luta, indica um caminho possível de que seja construída uma proposta de escola do campo. Escola essa que está sendo fechada por que representa um “perigo”, através do pensamento crítico, contrário a quem ordena o sistema educacional. O fato é que no Brasil não pode haver pensamentos contrários, só os que convêm ao poder dominante. É por isso que as “escolinhas da roça” estão fora de moda, em especial aquelas que se propõem a acreditar que se pode sobreviver ao sistema capitalista. Justamente, é fácil governar quando não há pensamentos contrários, assim, uma ordem homogeneizante não é ameaçadora, mas sim, dócil. (...)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ópera bufa!... cai o pano!

(...) Há um escândalo de corrupção e investigações em andamento, donde se supõe que emergirão responsáveis. Declarações que comprometem sobremaneira nossa governadora foram feitas e esperamos explicações. É isso que publicamente precisa ser cobrado. (...)

(...) O que o Rio Grande do Sul precisa, realmente, é de gente que encene menos. Luciano Alabarse, de tanto teatro, talvez tenha perdido completamente a noção da realidade. Urge que saia de cena do debate público tão despercebido quanto entrou.

Aliás, o que exatamente Alabarse quis dizer com "
Se até os índios americanos fumam o cachimbo da paz, por que não esperar que governo e oposição gaúchos pensem mais no bem do nosso Estado do que no umbigo que a natureza lhes deu?" (O grifo é meu). Que se selvagenscomo eles celebram a paz, nós, os esclarecidos, não temos razão para não fazê-lo?

É a mistura de analfabetismo político e de preconceito que leva à selvageria.

Acessem o blog LA VIEJA BRUJA  laviejabruja.blogspot.com e leiam o texto na íntegra!!! Imperdível! 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Manifesto de repúdio à Folha de São Paulo



Um grupo de intelectuais lançou sábado (21) umabaixo-assinado na internetem repúdio à Folha de S.Paulo. O manifesto protesta contra um editorial publicado quatro dias antes pelo jornal, que minimiza os crimes da ditadura militar e classifica o período como "ditabranda". O texto condena "o estelionato semântico manifesto pelo neologismo 'ditabranda' e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pos-1964". Segundo os signatários do manifesto, "a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país".

O texto também presta solidariedade aos professores Maria Victória de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato, cuja indignação ao editorial foi classificada como "cínica" e "mentirosa" pela Folha. "Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro", diz o texto. A íntegra do manifesto é a seguinte:

"Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio à arbitrária e inverídica “revisão histórica” contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro último. Ao denominar “ditabranda” o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país.

Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo “ditabranda” é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964.

Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a “Nota de redação”, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta às cartas enviadas à seção “Painel do Leitor” pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis à atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante às insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal. Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro".

do blog RS URGENTE www.rsurgente.net  (do jornalista Marco Aurélio Weissheimer)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A face da corrupção e da mentira


do blog RS Urgente www.rsurgente.net

Charge de Eugênio Neves

O "furo" que é uma enorme "barriga"


(...) Não se trata agora de avaliar os motivos da pessoa supostamente vítima de neonazistas, mas de responsabilizar a TV Globo pela divulgação de uma notícia falsa em nome de sensacionalismo vulgar e audiência a qualquer preço. Mas quem fará isso? O jornalismo irresponsável da Globo envolveu de forma precipitada as próprias relações internacionais do Brasil com a Suíça, deixando numa situação embaraçosa a representação brasileira em Berna. (...)

Leia o texto de Cristóvão Feil no blog diariogauche.blogspot.com

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O ponto da governadora será cortado?


Do blog do jornalista Marco Weissheimerwww.rsurgente.net


A campanha do funcionalismo que objetiva mostrar "A face da destruição do RS" teve uma repercussão tão forte que gerou alguns efeitos colaterais. O mais evidente foi o anúncio da governadora de que vai acionar os sindicatos judicialmente porque se sentiu ofendida. Sobre o teor dos protestos, nenhuma uma palavra. Mas como precisa dizer alguma coisa, Yeda acusa golpe político. Inevitável o chavão: seria risível se não fosse trágico. O Estado passou duas semanas sem governo. Na última quinta-feira, o paradeiro da governadora era ignorado pelos gaúchos. E ninguém deu explicações sobre o desaparecimento. Mas a mulher é go-ver-na-do-ra! E não está de férias! São os gaúchos que pagam o salário desta senhora e têm, sim, o direito de saber cada passo que ela der. Ao menos no horário de expediente. Não será este um comportamento, por acaso, uma ofensa à sociedade gaúcha? (...)

Acompanhe o texto integral no www.rsurgente.net

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

FH quer descriminalizar maconha para consumo pessoal

Tá no Blog do Noblat - acesse: www.oglobo.globo.com


A descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal pode ser uma das saídas para a erradicação das drogas, segundo relatório apresentado nesta quarta-feira pela Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, que tem à frente os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, César Gaviria (Colômbia) e Ernesto Zedillo (México). FH explicou que a sugestão de descriminalização não significa "tolerância".

- Reconhecemos que a maconha tem um impacto negativo sobre a saúde. Mas inúmeros estudos científicos demonstram que o dano causado por esta é similar aos do álcool e do tabaco - disse.

A Itália esconde Jorge Troccoli


(...) Em setembro do ano passado, o ministro da justiça da Itália, Angelino Alfano, negou-se à extraditar Troccoli para o Uruguai, alegando que ele é cidadão italiano, tomando como base jurídica um tratado assinado entre os dois países em 1879. Portanto, o mesmo governo que nega-se a extraditar um notório torturador, utilizando dessas filigranas jurídicas, é o mesmo que se considera ofendido pela não-extradição de Battisti, que seguiu todas as normas da legislação brasileira, que por sua vez se baseia em uma série de convenções internacionais. (...)

Maiores informações sobre o caso Troccoli podem ser encontradas em um artigo publicado recentemente no jornal italiano "l'Unità".

O link é: www.unita.it/news/80861/troccoli_il_battisti_uruguayano


Do http://abobrinhaspsicodelicas.blogspot.com


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A campanha eleitoral de 2010 está no ar

Começou a campanha eleitoral para 2010 na TV. E a Globo, como sempre, saiu na frente. Na semana passada, o Jornal Nacional e o Jornal da Globo ignoraram solenemente a pesquisa CNT/Sensus onde Lula aparece com 84% de aprovação, um recorde histórico. Mas claro, isso não é notícia pelos critérios jornalísticos globais. Muito menos o fato da ministra Dilma Roussef ter alcançado, pela primeira vez, a casa dos dois dígitos na pesquisa de intenção de votos para a presidência. E será assim até as eleições. O que não é nenhuma novidade. Pode-se criticar a Globo por vários motivos, menos pela falta de coerência. (...)

*Vale a pena ler na íntegra o texto do Professor Laurindo Lalo Leal Filho. Acesse www.cartamaior.com.br