Publicidade, crise e novas demandas sociais Por João Roberto Vieira da Costa em 30/1/2009 | |
A indústria de alimentos decidiu não mais fazer propaganda de alimentos para crianças abaixo de seis anos de idade e vai investir na publicidade educativa para seus pais. A medida se antecipa a eventuais restrições impostas pelo governo brasileiro a esse tipo de publicidade, em sintonia com ações semelhantes adotadas por governos do mundo todo. Tal decisão ocorre num momento em que muitos se apavoram com as possíveis repercussões da crise econômica global no negócio da propaganda e reforça a ideia correta de que, diante de dificuldades novas, são necessárias novas soluções. Tradicionalmente, em face de crises de grande envergadura, governos apelam para soluções econômicas ortodoxas. Desta vez, não se limitaram a isso. Seguem alguns exemplos. ** O governo brasileiro anunciou recentemente o Plano Nacional de Combate às Mudanças Climáticas, com impacto desde os grandes empreendimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) até o dia-a-dia de quem desperdiça água lavando calçadas. ** Ao mesmo tempo, o governo da Coreia do Sul anunciou o investimento US$ 38,1 bilhões na proteção do meio ambiente e na geração de energia sustentável para ajudar o país a superar as condições de baixo crescimento. O plano foi chamado de "New Deal Verde". ** O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um projeto de mais de US$ 700 bilhões para recuperar a economia americana e, dentre os diversos focos, o plano prevê alto investimento na geração de energia limpa. Exemplos práticos E, como num prenúncio desse movimento na esfera privada, o economista Jeffrey Sachs, em artigo publicado em novembro passado, argumentou com excesso de razão que o que será cobrado da indústria, a de automóveis, por exemplo, serão saídas mais inovadoras – não a inovação que torna um carro ainda mais veloz, mas a que o faz mais econômico, menos emissor de gás carbônico. Seu artigo colocou o dedo na ferida de um dos fundamentos da crise: não é o excesso de consumo puro e simples, mas é o excesso de consumo ruim. É como se o mundo não apenas se fartasse de comer ou de beber, mas ainda o fizesse com comida e bebida de má qualidade. Há anos a pauta da sociedade civil em todo o planeta vem incorporando temas que antes eram secundários, como as bandeiras ambientais, sociais, igualitárias. Mais recentemente, os governos foram obrigados a institucionalizar conquistas e demandas sintonizadas com essas pautas. E, por último, empresários e grandes corporações vão sendo sensibilizados por essa agenda, seja pelo impacto econômico da exigência dos consumidores, seja pela força das ideias ou da regulação legal. Exemplos práticos desse processo no mundo empresarial podem ser vistos na internalização da sustentabilidade por algumas corporações, como Vodafone, Panasonic e Natura, que assumiram tanto no conteúdo de sua comunicação quanto na essência dos seus produtos esse conceito. Mas ainda são poucas. Convencer clientes Diante de uma situação tão indeterminada como a que vivemos atualmente, o engajamento nessa agenda pode ser o rumo a um porto seguro. Como vimos pelo descrito acima, a sociedade se movimenta, os governos regulam e, finalmente, o empresariado assume a nova agenda. Mas, infelizmente, em alguns segmentos essa situação nem sequer se completou. No que diz respeito ao mundo da propaganda e da publicidade, essa mentalidade ainda não se espraiou. Tanto que a indústria de alimento, ao mudar suas estratégias, foi obrigada quase a treinar suas agências para fazerem propaganda responsável. Poucas vezes vemos lideranças do setor publicitário empenhadas em identificar a importância dessa agenda, seja para o interesse geral da sociedade, seja para a consolidação das marcas que representam. Na maioria das vezes, quando palavras como sustentabilidade, meio ambiente e responsabilidade social são utilizadas, aparecem como recursos retóricos, e não como tentativa real de fazer um esforço de internalização pelas marcas do vigoroso conteúdo daquelas palavras. Nós dizemos que, diante da crise, a velha propaganda realmente precisa ser repensada. Não vai bastar o preço baixo, o produto mais soft, o modelo mais colorido. Tudo precisará ser mais amigável com o planeta, mais preocupado com as pessoas, menos poluente. E a propaganda não só precisará estar preparada para comunicar isso, mas, desde hoje, seus criativos, seus diretores de planejamento, seus sócios e seus atendimentos devem internalizar o esforço de convencer seus clientes, privados ou públicos, de que o futuro é esse. Fonte: Observatório da Imprensa - www.observatoriodaimprensa.com.br | |
sábado, 31 de janeiro de 2009
Sustentabilidade
Debate aberto
Comunicações democráticas
A Conferência Nacional de Comunicação será realizada este ano, anunciou, em Belém, o ministro Luiz Dulci. Convocada a Conferência, a luta pela democratização das Comunicações passa a um outro patamar. Já não se trata mais de gerar críticas e denúncias, mas sim de produzir propostas.
Marcos Dantas
O ministro Luis Dulci anunciou aqui em Belém que o governo Lula realizará a Conferência Nacional de Comunicação no correr deste ano. Não fixou data. Os acertos de detalhe serão feitos, numa reunião com o ministro Helio Costa, das Comunicações, no próximo dia 3 de fevereiro. Parece que Dulci será um protagonista importante no processo. E isso é bom sinal.
Convocada a Conferência, a luta pela democratização das Comunicações, no Brasil, passa a um outro patamar. Já não se trata mais de gerar críticas, denúncias, acusações. Trata-se de produzir propostas. Propostas que possam ser incorporadas a um projeto de lei a ser votado e aprovado no Congresso Nacional, derrogando e substituindo, para melhor, todo o marco legal que hoje regulamenta as comunicações brasileiras. No pacote, irão de roldão não apenas o Código de 1962 (que já não vale mais nada), mas também a Lei do Cabo de 1995 e a Lei Geral de Telecomunicações, de 1997.
A Conferência não se esgota nela mesma. É a consumação de um processo e início de outro. Conclui uma fase iniciada antes da Constituição de 1988, fase esta, no que interessa ao processo democrático, que pouco avançou desde então. Ao contrário. A regulamentação da Constituição no sentido de tornar realidade os princípios de seus artigos 220 e 221, jamais foi feita. O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional não funciona há mais de dois anos e nunca chegou a ser, realmente, um organismo relevante. Por outro lado, nos últimos dez anos, avançaram várias reformas neo-liberais, como a Lei do Cabo e a Lei Geral de Telecomunicações, ao mesmo tempo em que permanece formalmente em vigor (salvo nos dispositivos expressamente revogados pela LGT – isto é, quase todos) o vetusto Código de 1962.
Se no passado, já não se explicava o tratamento fragmentário das Comunicações, em nossos tempos atuais, menos ainda tal se justifica. Precisamos tratar as Comunicações como uma totalidade, na qual não importa o meio, importará que a mensagem possa ser produzida por todos e todas, e ser acessada por todos e todas. Evidentemente, cada unidade desses todos e todas produzirá sua mensagem, ou a ela acessará, pelo meio que lhe seja mais conveniente ou esteja mais ao alcance. É muito provável que a internet e demais tecnologias digitais que barateiam a produção e reprodução da informação, venham a ser as principais ferramentas desse movimento radicalmente democratizante. Mas até por isso mesmo, a regulamentação (democrática) da internet e políticas públicas favorecendo e fomentando o acesso popular às tecnologias digitais de informação e comunicação (TICs) terão que ser colocadas no centro do debate democrático.
Assim, por exemplo, será a universalização e democratização do acesso às TICs que norteará o projeto democrático, não a competição e o mercado. Os recursos de acesso deverão ser considerados públicos, não importa se operados por agentes privados ou estatais (salvo, claro, os recursos evidentemente privativos, como redes de condomínios ou intranets empresariais). Entre esses recursos se encontram o espectro de freqüências, inclusive as operadas pelas operadoras de celular, e as redes de cabo que se destinam a atender indiferenciadamente a todas as residências, empresas e instalações públicas – hoje, ainda, as ultrapassadas redes de telefonia fixa, mas, a partir de agora as redes cabeadas de banda-larga, substitutas dessa velha telefonia.
Nenhuma dessas idéias implica acabar com a mídia comercial. Apenas se pretende ampliar, e ampliar muito, o espaço social para a mídia não-comercial, seja a estatal, seja, sobretudo, a produzida pelos movimento populares. Em princípio, não deveria ser um projeto muito difícil de se consumar. Dadas as características da nossa sociedade, não se espera que a mídia comercial (inclusive as novas, via internet ou celular), possa se sentir economicamente muito ameaçada pela agenda democrática.
O problema é outro: informação é poder. A ameaça não é econômica, mas política, pois a democratização do acesso à informação é condição sine qua non da democratização da própria sociedade. Não são apenas as grandes redes de TV ou operadoras de telecom que se opõem ao projeto democratizante. É todo o sistema vigente de poder (do qual essas redes e operadoras são mediadoras e articuladores) que se opõe ao processo. Este sistema também participará da Conferência. Também colocará nela o seu projeto de sociedade e suas propostas de marco normativo.
O debate será duro. E não se esgota na Conferência. Esta deverá concluir-se no avanço possível, mas este avanço precisará vir a ser concretizado nas letras da lei. Será necessário, pois, que o movimento popular comece a construir um projeto político-legal que articule as suas múltiplas e diversificadas demandas, a muito reprimidas, num conjunto coerente e exeqüível que sirva de base para o debate, na Conferência, da nossa futura Lei Geral das Comunicações Democráticas.
Marcos Dantas é professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, doutor em Engenharia de Produção pela COPP-UFRJ e autor de “A lógica do capital-informação: da fragmentação dos monopólios à monopolização dos fragmentos num mundo de comunicações globais” (Ed. Contraponto).
Fonte: Carta Maior
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Por que a mídia privada não consegue ver o FSM?

A mídia mercantil é um caso perdido para a compreensão do mundo contemporâneo. Não por acaso a crise atual a afeta diretamente. Não tardará para que comecem as quebras de empresa de jornalismo por aqui também. E eles serão vitimas da sua própria cegueira, aquela que lhes impede de ver os projetos do futuro da humanidade, que passeiam pelas veredas de Belém.
Emir Sader
Mais uma vez a mídia privada não consegue ver o FSM. Os leitores que dependerem dela ficarão sem saber o que acontece aqui em Belém. Por que? O que impede uma boa cobertura, se a riqueza de idéias, a diversidade de presenças, a força dos intercâmbios – como não se encontra em lugar algum do globo – estão todos aqui? Há jornalistas, algum espaço é dedicado pela imprensa ao evento, mas o fundamental passa despercebido. O fundamental não tem preço – diz um dos lemas melhores do FSM. Enquanto o neoliberalismo e o seu reino do mercado tentam fazer com que tudo tenha preço, tudo se venda, tudo se compre, ao estilo shoping-center, o FSM se opôs desde o seu começo a isso, opondo os direitos de todos ao privilégio de quem tem poder de compra, incrementando sempre mais as desigualdades. Um jornalista da FSP (Força Serra Presidente) se orgulha de ter ido a todos os Foros de Davos e, consequentemente, a nenhum Forum Social Mundial. A espetacular marcha de abertura do FSM retratada com belíssimas fotos por Carta Maior, foi inviabilizada pela mídia mercantil. A cobertura se faz com a ótica com que essa imprensa se comporta, com os óculos escuros que a impedem de ver a realidade. O FSM, como tudo, é objeto das fofocas sobre eventuais desgastes do governo Lula – a obsessão dessa mídia. Não cobrem o dia do Forum PanAmazônico, não deram uma linha sobre o Forum da Mídia Alternativa, não ouvem os palestinos, nem os africanos ou os mexicanos. Nada lhes interessa. No máximo aguardam para ver se Brad Pitt e Angelina Jolie vão vir. Seu estilo e sua ótica está feita para Davos, para executivos, ex-ministros de economia. Lamenta a imprensa que a América Latina, a África e a China estejam tão pouco representados em Davos. Mas o que teriam a fazer por lá? Não se perguntam, nem querem saber. Seus jornalistas não são orientados senão para seguir os passos de Lula e seus ministros. Temas como os diagnósticos da crise e as alternativas, a guerra e as alternativas de paz, as propostas de desenvolvimento sustentável – fundamentais no FSM – estão fora da pauta. Nem falar da crise da própria mídia tradicional e das propostas de construção de mídias públicas e democráticas. A mídia mercantil é um caso perdido para a compreensão do mundo contemporâneo. Não por acaso a crise atual a afeta diretamente. Não tardará para que comecem as quebras de empresa de jornalismo por aqui também. E eles serão vitimas da sua própria cegueira, aquela que lhes impede de ver os projetos do futuro da humanidade, que passeiam pelas veredas de Belém.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Fórum Social Mundial começa 3ª feira em Belém

O Fórum Social Mundial está de volta... em Belém - De 27 de Janeiro a 1 de Fevereiro, no coração da Amazônia, milhares de delegados de movimentos sociais, povos indígenas, sindicatos, organizações, ONGs e grupos religiosos se encontrarão mais uma vez para confirmar que outro mundo é possível.
O Fórum Social Mundial 2009 será realizado na cidade de Belém, Pará (Brasil/Pan-Amazônia) nas Universidades Federal do Pará (UFPA) e Federal Rural da Amazônia. (UFRA)
Mais de 4.000 organizações sociais e indígenas vindas de mais de 150 países se encontrarão de 27 de janeiro a 1 de fevereiro de 2009 em Belém, na Amazônia brasileira, para celebrar a nona edição do Fórum Social Mundial, com cerca de 2.600 atividades, entre assembléias, seminários, oficinas, cerimonias e atividades culturais. Até o dia 9 de janeiro, mais de 80 mil pessoas já estavam inscritas para participar do FSM Amazônia.
O Fórum Social Mundial (FSM) é um espaço aberto, plural, horizontal e não governamental, nascido para estimular o debate descentralizado, a reflexão, a construção de propostas, a troca de experiencias e as alianças entre movimentos e organizações interessadas no desenvolvimento de ações concretas rumo a um mundo justo e democrático.
Fique por dentro do FSM. Acesse www.fsm2009amazonia.org.br
sábado, 24 de janeiro de 2009
Santa Rosa mostra Gramado
O secretário municipal de Cultura, Ângelo Zeni e o representante da OSCIP Cidade Interativa, Miguel Oliveira, reuniram-se na quinta-feira da semana passada, 15, em Porto Alegre, com Célio Turino, secretário de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (MinC). No encontro, articulado pela ex-deputada Jussara Cony, apresentaram o projeto “Santa Rosa mostra Gramado”, que almeja mostrar no Cinema Municipal de Santa Rosa filmes que se destacam no tradicional evento do cinema nacional realizado anualmente em Gramado. “A idéia é promovermos a nossa mostra paralelamente a de Gramado dentro de um projeto maior, também entregue na audiência, que prevê a realização do Festival de Vídeo e Mostra de Cinema e Vídeo”, explicou Zeni. A parceria entre a Secretaria de Cultura e a OSCIP Cidade Interativa para alcançar os dois objetivos vem sendo tratada desde os primeiros dias de janeiro. O projeto do Festival já estava pronto, chegou a ser programado, mas foi suspenso, tendo sido retomado com o apoio manifestado pelo Governo Municipal. Fonte: Jornal Noroeste / Santa Rosa - www.jornalnoroeste.com.br |
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Produtividade para os professores: um debate sem a presença dos educadores
Já se passam várias semanas e para o jornal Zero Hora a questão da produtividade para os professores estaduais é praticamente pauta obrigatória do principal jornal do grupo RBS. É curioso que após a inconfidência do Sr. Lauro Quadros que relatou o almoço de Rosane de Oliveira com Mariza de Abreu às vesperas do famoso DIA DO FICO, a principal cronista política de ZH diminuiu considerávelmente as suas inserções nas questões das alterações do plano de carreira.
Mas tudo tem solução! Literalmente entrou em campo o jornalista esportivo David Coimbra para opinar sobre o plano de carreira em curso. Ao participar do Painel sobre Educação o referido jornalista optou por endereçar perguntas difíceis para a presidente do CPERS, deixando o campo livre para a secretária Mariza Abreu. Especialista em textos do cotidiano do amor e de futebol, David Coimbra escreveu, logo após o Painel sobre educação, um artigo intitulado Mariza X Rejane que atribui os problemas educacionais ao sectarismo do sindicato.
Hoje ao escrever o artigo, O PATRÃO elege um novo algoz : OS DIRETORES DE ESCOLA. Há algum tempo já tinha se manifestado contra as eleições diretas para diretores de escola. Enquanto isto, os pedagogos, as universidades, os professores, os alunos e os círculos de pais e mestres não existem para o jornal Zero Hora. A Zero Hora já transcreveu a opinião do mega-empresário Gerdau, do economista Ioschpe, de Rosane de Oliveira e agora por último de David Coimbra. Se seguir nesta trilha em breve leremos a opinião do responsável pela editoria de carros e motos, da página policial e por fim do editor do Caderno Donna. E os EDUCADORES? Pelo visto estes não existem no Rio Grande do Sul.
sábado, 17 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Uma ação contra o oligopólio
fonte: Observatório da Imprensa - www.observatoriodaimprensa.com.br MPF vs. RBS Por Última Instância / Agência Estado em 13/1/2009 | |
O MPF (Ministério Público Federal) em Santa Catarina propôs ação civil pública contra a aquisição do jornal A Notícia pelo Grupo RBS, ou Rede Brasil Sul, que atualmente detém no Estado o controle de seis emissoras de televisão, os jornais Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina e Jornal de Santa Catarina, além de três emissoras de rádio. Na ação, o MPF também busca reduzir o número de emissoras de televisão do grupo ao máximo permitido por lei – duas. Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), as empresas são registradas em nome de diferentes pessoas da mesma família com o objetivo de não ultrapassar o limite estabelecido em lei, o que é feito com o conhecimento expresso do Ministério das Comunicações. O pedido é assinado pelos procuradores da República Analúcia Hartmann, Celso Antônio Tres, Marcelo da Mota e Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, mas ainda aguarda o recebimento pela Justiça Federal. A ação foi proposta contra várias empresas do grupo, inclusive o jornal A Notícia, e as pessoas físicas Moacir Gervazzio Thomazi, antigo proprietário do jornal A Notícia, e Nelson Pacheco Sirotsky, controlador do grupo RBS. Também são citados a União e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que aprovou a compra do jornal pelo grupo. Alienação sem vínculo com o grupo Para o MPF, há em Santa Catarina uma situação de oligopólio, onde um único grupo econômico possui quase a total hegemonia das comunicações no estado. Também se percebe uma situação de propriedade cruzada, uma vez que, novamente, um único grupo econômico possui a propriedade de todas as mídias: TV, rádio, jornal, internet, revista etc. Na ação, os procuradores ressaltam a necessidade de pluralidade dos meios de comunicação social para garantir o direito de informação e expressão, e a manutenção da livre concorrência e da liberdade econômica, ameaçadas por práticas oligopolistas. O documento cita dois casos de práticas do Grupo RBS que ferem os preceitos da livre concorrência: o caso de dumping praticado no lançamento do jornal Hora de Santa Catarina, que custava apenas R$ 0,25, com o objetivo de lançar o produto abaixo do custo para sabotar a concorrência; e a obrigação imposta aos distribuidores e vendedores de periódicos de não operarem com veículos que não sejam da RBS. Caso a ação seja julgada procedente, as emissoras excedentes do grupo e o jornal A Notícia devem ser alienados a terceiros sem vínculo empresarial ou pessoal com a RBS. Também há a possibilidade de o jornal ser restituído aos antigos proprietários. *** MPF de SC questiona oligopólio de mídia do Grupo RBS Solange Spigliatti # Agência Estado, 12/1/2009 São Paulo – Ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) de Santa Catarina quer anular a aquisição do jornal A Notícia pelo Grupo Rede Brasil Sul (RBS) e reduzir o número de emissoras de televisão da empresa ao máximo permitido em lei. O objetivo é defender o direito de informação e expressão dos cidadãos catarinenses, de acordo com o MPF. Atualmente, o grupo detém no Estado o controle de seis emissoras de televisão; os jornais Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, Jornal de Santa Catarina e, recentemente, o jornal A Notícia; além de três emissoras de rádio. O máximo permitido em lei são duas. O pool de emissoras e jornais utiliza o nome fantasia Grupo RBS. Com o conhecimento expresso do Ministério das Comunicações, as empresas são registradas em nome de diferentes pessoas da mesma família com o objetivo de não ultrapassar o limite estabelecido em lei. Caso a ação seja julgada procedente, a propriedade do jornal A Notícia deverá ser restabelecida aos antigos proprietários. Outra opção é a alienação do jornal para terceiros que não possuam qualquer vínculo empresarial ou pessoal com a RBS. O mesmo aconteceria com as emissoras de televisão que excedessem o máximo permitido em lei, que deveriam ser alienadas a terceiros sem vínculo empresarial ou pessoal com a RBS. A ação foi proposta contra a TV Coligadas de Santa Catarina (com sede em Blumenau), RBS TV Chapecó, RBS TV Criciúma, RBS TV Florianópolis, RBS TV Joaçaba, CIA Catarinense de Rádio e Televisão (com sede em Joinville), RBS-Zero Hora, além do jornal e da empresa A Notícia. São também acusadas as pessoas físicas Moacir Gervazzio Thomazi, antigo proprietário do A Notícia, e Nelson Pacheco Sirotsky, controlador do grupo RBS. A ação também foi proposta contra a União e contra o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que, ao apreciar a aquisição doA Notícia pelo grupo RBS, aprovou o ato. Leia também"É a RBS que governa o estado" – Rafaela Mattevi e Cora Ribeiro entrevistam Celso Tres | |
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
120 anos de Fernando Pessoa
| Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, As cartas de amor, se há amor, Mas, afinal, Quem me dera no tempo em que escrevia A verdade é que hoje (Todas as palavras esdrúxulas, |
sábado, 29 de novembro de 2008
Depois de Pedro Parente, Armínio Fraga

quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Mídia noticia vitória de Chavez como derrota
As conquistas do presidente Hugo Chávez são claras, ganhou a eleição no maior número de Estados e municípios, obteve maior número de votos, mas a mídia insiste em transformar essa vitória bolivariana em derrota.
Para ser objetivo, boa parte da mídia, infelizmente, distorce a verdade, manipula ou esconde os números e cria manchetes a seu bel prazer. E, também, para prazer da direita, claro! Consultei o site do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela e recomendo que acessem também porque boa parte da mídia, certamente, não o fará e não trará a verdade à tona.
Sem contar que o voto não é obrigatório na Venezuela e, de um total de 16.887 milhões de eleitores, mais de 11 milhões votaram. Antes de Chávez, no máximo 40% dos venezuelanos tinham interesse pelo voto e a abstenção era gigantesca. Agora, enquanto a oposição incentivou o boicote à votação, o governo Chávez estimulou a ampla participação popular e levou 70% da população às urnas.
Foto: Luis Laya / Ministerio de Poder Popular para la Comunicación y la Información e Ministerio del Poder Popular del Despacho de la Presidencia
domingo, 23 de novembro de 2008
Assessoria de Imprensa
sábado, 22 de novembro de 2008
Silêncio obsequioso
Por Roseli Fischmann em 18/11/2008 | |
É grave e clamoroso o silêncio da imprensa em relação à assinatura do acordo entre o Executivo brasileiro e a Santa Sé. Como é grave a atitude de, ao dar a matéria, meramente divulgar informações oficiais do governo brasileiro ou do Vaticano, que obviamente tentam minimizar a ameaça à laicidade do Estado, que está presente. Não fosse por outro motivo, seria de se esperar atenção da imprensa, pelo vigor renovado das reações de tantos setores, a cada nova ameaça ao Estado laico. É bom lembrar que há exatos dois anos tornou-se público que a Santa Sé pressionava o presidente Lula para assinar um acordo bilateral (tratado ou concordata), ameaçando o princípio da laicidade, o que ocasionou reações fortes e justificadas de amplos setores. Em continuidade a movimento que remonta aos primórdios da República, são pessoas de muitas e diversas origens que têm se dedicado a demonstrar e reafirmar como o princípio da laicidade do Estado é indissolúvel da democracia, como consagrado na Constituição brasileira. Leia mais, acesse www.observatoriodaimprensa.com.br | |
terça-feira, 18 de novembro de 2008
As cidades mais culturais do Estado
A revista Aplauso apresenta na edição de novembro, o ranking das "Capitais da Cultura". Caxias do Sul foi a vencedora por apresentar os melhores indicadores culturais. Obteve o primeiro lugar em sete categorias: orquestras, volume vendido na Feira do Livro, estudantes matriculados em universidades, festivais de cinema, feiras de literatura, emissoras de rádio e escolas de samba.
Pelotas ficou em 2º lugar e Santa Maria o terceiro.
O ranking Capitais da Cultura é elaborado com base em um conjunto de 27 indicadores, como cinemas, livrarias, museus, prédios tombados, espetáculos de teatro e dança, jornais, emissoras de rádio e TV e escolas de samba. Foram consultados 40 municípios das diversas regiões do Estado, incluindo cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre.
» Veja aqui a pontuação de cada cidade neste ano.
fonte: www.coletiva.net
domingo, 16 de novembro de 2008
Cultura
Seminário do Plano Nacional de Cultura – Rio Grande do Sul
Os cerca 200 participantes do Seminário no Rio Grande do Sul tiveram, na tarde do primeiro dia de atividades, a oportunidade de participar das oficinas do Sistema MinC, e na quinta-feira, divididos em cinco grupos de trabalho, discutiram as diretrizes do Plano Nacional de Cultura.
As oficinas oferecidas foram: Sistema Nacional de Cultura/Mais Cultura, Diversidade e Identidade, Patrimônio Imaterial, Cultura Viva e Programa Extensão Universitária e Cultura (ProExt Cultura).
N abertura do evento, realizado nas dependências do SESC Campestre, na capital, quarta-feira pela manhã, a representante regional do Ministério da Cultura, Rozane Dalsasso, dando as boas-vindas aos participantes, relembrou o processo de participação que vem sendo realizado pelo Ministério da Cultura desde 2003 e que originou as diretrizes do PNC – eventos como a Conferência Nacional de Cultura e o Seminário Cultura para Todos. “O Plano vai resultar no fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura, pelo qual tanto lutamos”, avaliou.
Dalsasso apontou a necessidade de os municípios criarem suas próprias Secretarias de Cultura, e a região Sul possa estabelecer fóruns, câmaras setoriais e outras instâncias de participação e debates, tema reforçado pelo presidente do Conselho de Dirigentes Municipais de Cultura da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, José Carlos Martins.
O deputado estadual Ronaldo Zülke, que na ocasião representava o parlamento gaúcho, declarou sobre o projeto: “Que o Plano Nacional de Cultura possa ser democrático, que garanta a participação de todas as áreas da atividade cultural e também possa contemplar a todas as regiões”.
Em sua manifestação, a secretária de Cultura do Rio Grande do Sul, Mônica Leal, destacou o zelo pelo dinheiro público como uma obrigação dos gestores culturais. Ela lembrou ter denunciado a existência de fraudes na Lei de Incentivo à Cultura do Estado.
O coordenador do PNC, Mauricio Dantas, falou do Plano como parceria entre os poderes Executivo e Legislativo e da opção por fazer debates em todos os Estados. O gerente da Articulação Nacional do MinC, Fred Maia, afirmou que desde o início da gestão de Gilberto Gil houve a escolha por elaborar as políticas culturais com base no debate público e não “no balcão”.
Também participaram da abertura a assessora da Famurs, Tânia Kirst; o representante do Fórum dos Pontos de Cultura do Estado, Paulo Sérgio Barbosa; e a secretária de Cultura adjunta de Porto Alegre, Ana Fagundes.
Fonte: www.cultura.gov.br
sábado, 15 de novembro de 2008
Eliane Brum

r em São Paulo, onde está desde 2000 na revista Época, Eliane Brum é uma das mais premiadas profissionais do jornalismo brasileiro. Ganhou quase tantos prêmios quanto a idade que tem, 42 anos. Entre os lauréis estão Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna e Sociedade Interamericana de Imprensa. quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Formação
Encontro de Gêneros Textuais em Ijuí
O terceiro Encontro de Gêneros Textuais, um dos maiores eventos da Região Noroeste na área de língua e lingüística, trará até Ijuí a professora Irandé Antunes, uma das mais gabaritadas estudiosas das metodologias do ensino de Língua Portuguesa. Irandé tem dezenas de livros publicados e caracteriza seu trabalho por uma aplicação de metodologias ligadas ao método Paulo Freire e à necessidade do ensino de língua portuguesa como uma base concreta para a evolução sócio-cultural do país. Esta é a primeira vez que a professora Irandé Antunes vem até o Rio Grande do Sul. Seus livros são estudados em todas as universidades brasileiras de Letras, Pedagogia e Comunicação Social.
O encontro é um evento promovido pelo Curso de Letras do Departamento de Letras e Comunicação da Unijuí e sistematiza inúmeras reuniões de trabalho, que aconteceram ao longo de todo ano no noroeste Noroeste do Estado. O grupo é coordenado pela professora Maria Júlia Macagnan e tem por objetivo a atualização dos docentes de Língua Portuguesa e áreas afins. Além da presença da professora Irandé Antunes, o evento estará repleto de atividades durante todo o próximo dia 19 de novembro.
O terceiro Encontro de Gêneros Textuais constitui-se em uma oportunidade única de atualização e discussão dos principais problemas ligados ao ensino e às metodologias de ensino da Língua Portuguesa. Os trabalhos serão no Auditório da Sede Acadêmica da Unijuí. Alunos interessados em receber certificado devem pagar uma taxa de R$ 12, para todo o evento, ou R$ 5 por turno.

