quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Manifesto de um sem-vergonha

Otávio V. de Siqueira*

Em minha adolescência, fui tão tímido que seria melhor chamar esta fase da minha vida de vergonhecência. Tinha vergonha de tudo. De conversar, de aparecer, de andar na rua. Das meninas. Pouca coisa resta a um piá feio e tímido a não ser ficar no quarto e fazer dele um refúgio para ouvir as músicas que ninguém mais gosta ou ler alguma coisa enquanto espera a adolescência passar. Mas um dia isso precisa mudar. Ano após ano, a vergonha vai passando. A de conversar, a de aparecer, a de andar na rua. Até a das meninas. Ufa! Mas confesso: perdi vergonhas demais e minha sem-vergonhice só se fez aumentar. Hoje, descobri que sou um completo sem-vergonha. Descaradamente, vou revelar o porquê.

Só um sem-vergonha pode contar que ouve Paul Mauriat e Richard Clayderman, enquanto muitos têm vergonha de admitir que gostam de sertanejo universitário.

Um sem-vergonha dá sua opinião sincera, mesmo que ela seja o inverso do que espera a maioria. Aliás, o sem-vergonha não tem vergonha de ser minoria.

Na República do Pampa, só o sem-vergonha recusa uma cuia e admite que não gosta de mate, enquanto um tímido se queima por falta de prática.

É preciso ser muito sem-vergonha para não ter um perfil no Facebook, enquanto os pudicos postam suas fotos sem rosto tiradas diante do espelho.

O sem-vergonha sabe recusar, enquanto o avergonhado adora tudo que não gosta.

A moda abraça os que têm vergonha de dizer que gostariam de ser mais simples, enquanto um sem-vergonha observa tudo de longe.

O sem-vergonha se dá o direito de ter mais coração do que bíceps.

Um sem-vergonha admite quando está triste, enquanto muito acanhado vive a fingir felicidade.

Sexo por sexo os recatados andam fazendo bastante. Mas só um verdadeiro sem-vergonha consegue dizer “eu te amo” olhando nos olhos de uma mulher.

* Otávio Vicari de Siqueira é publicitário.

 










<> Texto publicado na página 14 da edição nº 42 da Revista Afinal.




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Bienal Internacional de Curitiba

Questões sociais são tema de obras de artistas da Bienal Internacional de Curitiba neste Dia das Nações Unidas

Nesta quinta-feira, dia 24 de outubro, se comemora o Dia das Nações Unidas e alguns artistas da Bienal Internacional de Curitiba expõem trabalhos relacionados ao tema.




Os conflitos militares e o desarmamento; o trabalho escravo e infantil; a miséria na África; os desafios de preservação do meio ambiente, enfim o pleno exercício dos direitos humanos são apenas algumas das questões atuais que a Organização das Nações Unidas se propõe a lutar. Nesta Bienal, mais de 20 artistas de diversos lugares do mundo trazem à tona seu pensamento crítico e criatividade nesta discussão global.

O argentino Carlos Trilnick utiliza um estádio de futebol vazio e um pano preto cobrindo um dos gols para propor, no vídeo intitulado “Contahomenaje 1978-2003, 2003”, um relato metafórico da corrupção e violação dos direitos humanos na Argentina durante a ditadura militar. Especializado em vídeo, fotografia e tecnologias digitais, já expôs no MOMA em Nova Iorque, na Bienal das Imagens em Movimento de Genebra, no Instituto de Arte de Chicago.

O artista japonês Jonathan Meese apresenta foto-colagem e livros com aplicações em cerâmica que abordam a iconografia do nazismo e remetem à problemática do tempo e da matéria. Ele faz parte do Magnet River, um coletivo de artistas europeus que também expõem nesta Bienal. Sua obra está presente em museus importantes como o ARTAX em Dusseldorf e o Pompidou em Paris.

William Kentridge é um dos principais nomes da cena artística mundial, um sul-africano que mostra quatro vídeo-animações nesta Bienal, dentre elas, "Felix in Exile". Os vídeos inovam na técnica, com discursos que abordam conflitos sociais, pessoais e a transição da África do Sul, com sua independência e o fim do apartheid.

A obra "Abismo" do brasileiro João Castilho é um vídeo minimalista em que imagens plásticas incertas é mostrado um bote com homens negros, quase invisíveis à noite, rumo ao desconhecido. Alude aos imigrantes africanos clandestinos que hoje buscam o sul da Europa, ou aos que partem de Cuba rumo à Flórida. Pelo seu trabalho já recebeu os prêmios Ibram de Arte Contemporânea, Projets de Création Artistique, Prêmio Marc Ferrez de Fotografia e Prêmio Conrado Wessel.

O alemão Wolfgang Stiller expressa a sua arte a partir do sofrimento físico e mental, gerado pelos desgastes urbanos cotidianos, que provocam o esgotamento ou burn out diante das pressões do dia a dia. A instalação “Monges” representa um grupo de seres refugiados, vivendo distante dos conflitos da sociedade contemporânea. Sua obra faz parte de coleções como Museum Bochum (Alemanha) e Museum Belden na Zee (Holanda).

O imaginário da guerra se faz presente em diversos outros trabalhos como na série “Farsa”, da artista Dora Longo Bahia, que mostra a profundidade da pesquisa pictórica sempre com implicações políticas. Os contextos de guerra em pinturas históricas são confrontados com fotografias de mesmo cunho, que circularam na mídia. As pinturas realizadas sobre lona de caminhão do exército são vandalizadas no espaço expositivo pela própria artista que é doutora em Poéticas Visuais (ECA/USP).

Para a israelense Michal Rovner, a obra “Tracing” é um trabalho elaborado na interseção entre a imagem estática da fotografia e a imagem em movimento referindo-se com frequência ao tempo e a condição humana. Seu trabalho revela um histórico de discussão de questões políticas com exposições em Nova Iorque (Whitney Museum), Paris (Louvre) e Londres (Tate Gallery).

Dominique Dubosc nasceu na China, mas vive e trabalha principalmente em Paris. Cineasta de documentários desde 1968, já rodou cerca de cem filmes mundo afora. Em “Territórios ocupados”, doze sequências filmadas na Cisjordânia e em Gaza, mostra cenas cotidianas dos territórios palestinos ocupados por Israel. A obra revela mais do que a longa e sangrenta disputa pelo espaço, mas também o estado permanente de viver sob ameaça.

Na performance da australiana Jill Orr, mostra-se a crueldade da invasão americana ao Iraque através da representação da aberração humana de Goya. “The sleep of reason produces monsters” retrata os acontecimentos mundiais dos últimos tempos com esculturas criadas a partir de uma tonelada de ossos. Ela é doutora pela Universidade Monash (Melbourne, 2013) e já recebeu prêmios do Australia Council, Arts Victoria and Vic Health.

Em "Shadows from another place", a artista de webarte Paula Lavine mapeia a primeira noite da invasão americana em Bagdá (2003) espelhando-a na cidade de São Francisco. Interessada em uma ampla variedade de mídias digitais seus projetos recentes de utilizam a web, mapeamento e coordenadas GPS. "The Wall – The World" usa o Google-Earth para mostrar o muro de 15 milhas na Cisjordânia, que pode ser projetado em qualquer cidade escolhida pelo usuário.

Escritor, artista, publicitário e tecnólogo, James Bridle usa imagens do Google Earth para interagir com literatura, cultura e internet. Na obra "Dronestagram" o busca em sites da mídia, dos governos e na Wikipédia, as localidades que Drones (veículos aéreos não tripulados) utilizados por exércitos atingem.

Pioneira na arte web, a russa Olia Lialina apresenta em "My boyfriend came back from war" o relato de dois amantes que se reúnem após um conflito militar. O espectador vai alinhavando mentalmente o enredo, achando, por fim, um sentido do texto.

A investigação do artista colombiano Edwin Sánchez vem abordando a linha tênue da moral, a noção de direito e a complexidade da violência e do conflito armado em seu país. Os trabalhos tentam romper com as bases estabelecidas, mostrando quase sempre as provas dos seus delitos. Para ele interessa evidenciar os mecanismos perversos de uma sociedade e não apenas mostrar as soluções como na obra “Exercício de Anulação”. Ele já expôs na Costa Rica, Noruega e no México.

O paulistano Laerte Ramos mostra uma catalogação de armas de fogo cuja forma e tamanho são tão fiéis quanto o título das obras. “Arma Branca” e “Temporada de Caça” são armas feitas de cerâmica de amplo sentido pictórico. O artista já ganhou diversos prêmios como o Don Alvar Nuñes Cabeza de Vaca e o Prêmio Mostra Trienal de Gravura Lelocleprints04 (Suíça).

O cubano René Peña já participou de exposições individuais e coletivas na América e Europa. Sua fotografia assume os valores da bela forma (harmonia, equilíbrio, síntese e proporção), para registrar as contradições de uma realidade social conflituosa e apontar com ironia figuras da história da arte como é o caso de “Black Marat”.

O video-artista Antoni Abad expõe em "Megafone.Net" é uma plataforma que agrega materiais produzidos por grupos que sofrem algum tipo de discriminação, utilizando celulares com dispositivo fotográfico. Já foram desenvolvidas ações com desabrigados na Colômbia, taxistas no México, trabalhadores do sexo em Madrid, motoboys em São Paulo, cadeirantes em Barcelona, jovens camponeses em Leon e Lérida (Espanha).

A série “Mãos para São Paulo” do artista José de Quadros foi concebida como uma homenagem silenciosa às pessoas incógnitas que atuam nos grandes centros urbanos – retratando em monotipias as mãos de habitantes de São Paulo que foram vítimas de acidentes de trabalho e, por isso, mutilados. O trabalho é acompanhado de esculturas de ex-votos que retratam também corpos mutilados. Sua obra pictórica seja ela sobre papel, tela ou acrílicos abrange temas de caráter social e político baseadas em seu cotidiano e assimiladas através de seu olhar e sensibilidade aguçados.

O maceioense Delson Uchôa expõe sua tapeçaria elaborada com tinta acrílica e resina sobre lona. A desconstrução do clichê do tropicalismo brasileiro e a crítica ao circuito de produção e circulação dos bens transportados desde a China até o Nordeste estão presentes em sua obra, que também questiona a exploração do trabalho e o uso de mão de obra barata. Dentre diversas exposições destacam-se: Arco Madrid (Espanha, 2013 e 2011), 12ª Cairo Bienalle (Egito, 2010) e 10ª Bienal de la Habana (Cuba, 2009).

O hondurenho Adán Valencillo veio para Curitiba para criar sua obra que apresenta uma crítica social e ambiental utilizando pigmentos e fluidos (chorume) coletados no Aterro da Caximba. A obra foi feita diretamente na parede do Museu. Já expôs seu trabalho em bienais como a de Veneza (2011), Pontevedra na Espanha (2010) e La Habana em Cuba (2009).

Por fim, a obra do indiano Jitish Kallat propõe um novo planejamento urbano e paisagismo para a cidade de Mumbai. A proposta aparece na série fotográfica “Chlorophyll Park (Mutatus Mutandis)”, com soluções utópicas construídas para simular outra realidade. Nas imagens, o artista insere grama no chão, um elemento surreal que altera a realidade sobre o trânsito caótico da cidade. Kallat trabalha com uma grande variedade de meios como pintura, escultura, fotografia e instalação e já realizou exposições em lugares como o Museu Arken (Dinamarca), Museu de Arte Contemporânea de Lyon (França) e Essl (Áustria).


Serviço:
Data: Até 1° de dezembro
Adan Valencillo, Carlos Trilnick, Dominique Dubosc, Jonathan Meese, Michal Rovner, René Peña, William Kentridge, João Castilho, Delson Uchôa
Local: Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999 I Centro Cívico)
Horário de visitação: 10h às 18h (3ª feira a domingo)
Tel.: (41) 3350-4400
Ingresso: R$6 e R$3 (meia entrada)


Edwin Sánchez
Local: Solar do Barão – Museu da Gravura e Museu da Fotografia Cidade de Curitiba

Horário de visitação: 9h às 12h e 13h às 18h (2ª a 6ª feira) e 12h às 18h (sábado, domingo e feriados)

Local: Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 533 I Centro

Tel.: (41) 3322-1525

Ingresso: Gratuito



José de Quadros, Laerte Ramos, Dora Longo Bahia, Wolfgang Stiller

Local: Casa Andrade Muricy (Al. Dr. Muricy, 915 I Centro)

Horário de visitação: 10h às 19h (3ª a 6ª feira) e 10h às 16h (sábado, domingo e feriados)

Tel.: (41) 3321-4798 e 3321-4786

Ingresso: Gratuito

www.cam.cultura.pr.gov.br



Jitish Kallat
Local: Paço da Liberdade (Praça Generoso Marques, 189 I Centro)

Horário de visitação: 10h às 12h (3ª a 6ª feira), 10h às 18h (sábados) e 11h às 17h (domingos e feriados)

Tel.: (41) 3234-4200

Ingresso: Gratuito

http://sescpr.com.br/eventos/pacodaliberdade/



Jill Orr
Local: Galeria da APAP/PR (Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná - Av. Jaime Reis, s/n Sala 07 I São Francisco)

Horário de visitação: 14h às 17h (3ª a 6ª feira) e 10h às 13h (sábado e domingo)

Tel.: (41) 3232-0408

Ingresso: Gratuito

www.apap.com.br


domingo, 20 de outubro de 2013

E ASSIM NASCE O PROBLEMA ENTRE VONTADE E DESEJO

por Leonardo Inazaki*

“Ela” simplesmente observou, não houve correspondência entre o desejo do que era sentido e a vontade de realizar este algo. “Ela” precisou agir já que o desejo era um e a vontade era outra. Mas “Ela” sabia, ainda que não tivesse se manifestado que era a única capaz de controlar os desejos e as vontades como também estabelecer a diferença de uma e de outra. 

Se a Vontade é a responsável direta por colocar a vida em movimento e por meio dela fazer do pensamento ação o desejo por sua vez se conecta diretamente aos sentimentos e as emoções. Desejamos por sentires e emoções e realizamos isto pela vontade. Neste sentido, as duas apesar de se aproximarem – por que ambas querem algo –, se apresentam de formas distintas. Até mesmo por que a vontade pode, e freqüentemente o faz contrapor-se ao desejo para evitar a consumação de algo que pode nos trazer dor ou angustia. Assim nasce o problema e as diferenças notáveis entre o significado como uma e outra se expressa no desejo do masculino e do feminino. A vontade é a categorização do desejo em ação, como “Ela” é a Lógica ou a Razão mediando estas pulsões.

No feminino o desejo se mostra camuflado, com um disfarce sutil de forma quase que indireta. É uma espécie de savoir-faire que se manifesta de forma tímida ou intencionalmente acanhada. O feminino parece desejar menos que o masculino, com um tom de intensidade relativizada, mas isto é aparente e nas aparências não se encontra a verdade. Isto pode ser explicado por este desejo feminino se expressar com maior freqüência que no universo masculino.

Na verdade, o feminino deseja ardentemente, fortemente, mas sabe quando deve moldar seus desejos em relação ao outro. Este moldar evita o conflito e frustração do feminino ao não conseguir a realização de seus desejos e vontades. Quando não consegue a realização do desejo pela ação da vontade a idéia de destruição do mundo a sua volta é de uma crueza inconsolável e avassaladora. Tudo lhe escapa, tudo é trágico e um outro desejo toma conta como forma de substituir esta frustração. Comer por exemplo. Mas se realizado ou consumado o seu desejo a idéia de poder ou de realização, algo como ter o mundo em suas mãos, é capaz de envolvê-las completamente da cabeça aos pés.

No masculino o desejo se apresenta como uma linha reta, direto, imediato. É como se o masculino estivesse possuído de uma imensa fome e tivessem que matar esta fome de forma imediata. O desejo no masculino é imediato sem espera. O masculino se sente impaciente se não consegue consumar este desejo, ou seja, o impulso deste desejo é prioritário e mais facilmente confundido com a vontade. Quanto mais rápido o masculino consome seu desejo mais depressa se desmanchará sua impaciência.

Por isto que “Ela” a razão ou a lógica não pode permanecer em estado de imobilidade diante a Vontade e o Desejo humano. Se o Desejo provém de estímulos dos sentidos e das emoções a Vontade provém do pensamento e da razão. Se o Desejo satisfaz caprichos e fantasias a Vontade satisfaz necessidades na luta pela vida. Se o Desejo é impulsivo e de difícil controle a Vontade é racional, controlada pelo pensamento, enfim, se não houver a razão mediando estes conflitos nasce o problema entre a Vontade e o Desejo.


*Graduado em Filosofia.

<> Texto publicado na edição nº 43 da Revista Afinal.


sábado, 19 de outubro de 2013

Festa Nacional da Música reúne grandes nomes da MPB em Canela

A serra gaúcha vai respirar música e viver cultura a partir de 20 de outubro, quando começa a edição 2013 da Festa Nacional da Música, um dos maiores eventos do gênero na América Latina. Até o dia 24 (quinta-feira), grandes nomes da MPB, produtores, músicos,técnicos, empresários e profissionais ligados ao show business vão se reunir em Canela (RS) para shows, palestras, bate-papos, homenagens e diversão. 

Estão confirmados:Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Gusttavo Lima, Yamandu Costa,Jorge Aragão, Fernanda Abreu, Barão Vermelho, Só Pra Contrariar, Detonautas, Fafá de Belém, Ângela Maria, Hugo & Tiago, Sandra de Sá, Thiaguinho, Péricles, Chimarruts, Margareth Menezes, Jeito Moleque, Turma do Pagode, Fagner, Guilherme Arantes, Claus e Vanessa, Fresno, D’Black, George Israel, Diego Figueiredo, Serginho Moah, Paulo Massadas,Michael Sullivan, Guri de Uruguaiana, Oswaldir e Carlos Magrão, Elton Saldanha, Nelson Coelho de Castro, entre outros nomes da música brasileira.“É a maior concentração de artistas em um evento deste gênero”, avalia o organizador e idealizador da Festa, Fernando Vieira.

Além do grande número de artistas, a Festa Nacional da Música se destaca pela diversidade. Todos os ritmos são bem-vindos e tem espaço garantido: da bossa nova ao funk, do samba ao gospel, do sertanejo ao rock. “O Brasil tem uma riqueza de ritmos tão grande que nenhum poderia ficar de fora de um evento tão plural como este”, defende.

>> saiba mais, acesse: www.festanacionaldamusica.com.br 




quinta-feira, 17 de outubro de 2013

E por falar em Ética...

Comissão realiza I Jornada de Educação Ética da UFFS


A Comissão de Ética da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) realiza a I Jornada de Educação Ética da instituição, com programação nos meses de outubro e novembro.

A primeira etapa está programada para acontecer no Campus Cerro Largo (RS), no próximo dia 22 de outubro. Para o encontro a professora do curso de especialização em Ética e Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Giancarla Brunetto, organiza a palestra com o tema “Ética e Direitos Humanos”.

A Jornada será realizada no Auditório da Unidade Seminário do Campus Cerro Largo, às 19h. O público-alvo são os agentes públicos da esfera Federal, Estadual e Municipal, especialmente os vinculados à UFFS e demais interessados no tema “Ética na Administração Pública”.

Para a comunidade acadêmica não será necessária inscrição, diferentemente dos servidores externos que deverão realizá-la até o dia 21 de outubro, através do e-mail: etica@uffs.edu.br.

A palestra será transmitida via videoconferência a todos os campi. A próxima etapa da Jornada deve acontecer em Chapecó, no dia 21 de novembro.



Os Milagres do Caaró e os Santos Mártires das Missões.

por José Roberto de Oliveira*

As Missões começam a criar coragem de falar abertamente dos milagres que vêm ocorrendo no Santuário do Caaró. Gente de todo o País e países vizinhos têm vindo para agradecer as curas realizadas. Os turistas que visitam as Missões dizem “Aqui é um lugar que se sentem coisas”, há uma aura espiritual potente e que posiciona a região como um dos locais mais importantes de turismo místico e religioso do mundo.

A canonização dos Três Santos Missioneiros [Roque Gonzáles, Afonso Rodrigues e João de Castilho] se deve a cura de câncer da Senhora Maria Catarina Stein, moradora em São José do Inhacorá. O milagre foi reconhecido e no dia 16 de maio de 1988 o Papa João Paulo II canonizou-os, declarando-os Santos oficialmente. Os Santos são reconhecidos como do local onde são mortos e os nossos morreram na Região das Missões.

Nos últimos tempos se têm muitas informações de casos de curas. Na última vez que tivemos com a Globo News no Santuário do Caaró, após falar sobre as diversas ocorrências de milagres, um casal de Curitiba, que estava na Igreja disse que estavam ali agradecendo a cura de câncer na laringe do marido.

Na Romaria Mirim que ocorreu no dia 15 de agosto de 2013, mais um relato foi dado, neste caso de uma professora da região. O Pároco do Caaró se refere a muitos casos que são falados em termos de “confissão”, não podendo ser divulgados.

O certo é que a “Água milagrosa do Caaró” e as energias que a acompanham estão fazendo seus efeitos para as pessoas que ali buscam seus alívios.

Uma pergunta não quer calar: Se temos informações, por que não olhamos com entusiasmo e reconhecimento a presença dos Três Santos e os fatos que ali vêm ocorrendo?

A primeira hipótese que vem, é que a História das Missões não foi assumida pelos moradores da Região. Desconhece-se a importância das Missões para o mundo:

Voltaire chamou de ”Triunfo da Humanidade”. Montesquieu de ”Primeiro Estado Industrial da América”. O Padre Lugon, afirma que foi a mais original das sociedades realizadas. Paul Lafargue, em conjunto com Bernstein, Kautski, Plechanov explica que o projeto constituiu um das experiências mais extraordinárias, que jamais tiveram lugar. Charlevoix e Muratori reconheceram-na como um modelo sem precedentes de sociedade cristã. A revista Lês Lettres Edificantes et Curieuses, dirigida pelos jesuítas, comparava os guaranis aos primeiros cristãos e descrevia suas comunidades como a “realização ideal do cristianismo”. O Abade Carbonel chamou de ”coletivismo espontâneo”. Pablo Hernandez na Organización Social de lãs Doctrinas Guaranies, escreve que o maravilhoso surge a cada passo. O filósofo Rayal escreveu: Aí se observavam as leis, reinava uma civilidade exata, os costumes eram puros, uma fraternidade feliz unia os corações, todas as artes de necessidade estavam aperfeiçoadas. A abundância era ai universal.

Uma segunda hipótese sobre o não reconhecimento é de que os Jesuítas não nasceram aqui e como tal não são nossos. Para isto a obviedade de que foram os primeiros a chegar: Roque Gonzales de Santa Cruz nasceu na cidade de Assunção no ano de 1576. Seu pai, Bartolomeu Gonzales de Valverde, e sua mãe, Maria de Santa Cruz. Afonso Rodrigues nasceu aos 10 de março de 1598, em Zamora, Espanha. João de Castilho nasceu em Belmonte na Espanha em 14 de setembro de 1595.

Não custa lembrar que qualquer lugar do mundo renderia homenagens imensas aos seus Santos. Nós Missioneiros e Povo Gaúcho temos três Santos reconhecidos e canonizados, todavia, ainda são poucos os que buscam divulgar, orar e valorizá-los. Quem sabe se com a aprovação de Roma do processo que está em andamento sobre a Basílica dos Santos Mártires passemos a crer e prestar mais atenção nos milagres que estão ocorrendo a nossa volta. E para aqueles que só pensam em ganhar dinheiro, o tema está precisando de bons empreendedores.


* José Roberto de Oliveira é pesquisador sobre o tema das Missões e o processo de desenvolvimento regional.


Vanessa Longoni se apresenta no Rio

Vanessa Longoni se apresenta 
no Vizta dia 24 de outubro



A cantora gaúcha Vanessa Longoni se apresenta no próximo dia 24/10 no restaurante Vizta, no Rio de Janeiro, no Projeto que tem direção artística de Fernando Clark.

Vanessa canta músicas de seu disco de estreia “A Mulher de Oslo” – trabalho premiado no Rio Grande do Sul que traz, entre outras, “Espinho na Roseira”, de André Abujamra. De seu próximo CD “Canção para Voar”, que será lançado em novembro produzido por Antonio e Gastão Villeroy, ela adianta inéditas comoMercado, de Délia Fischer, que é o #SingledaSemana# do iTunes até 22/10 e Folia do Divino (Marcelo Delacroix/Ruben Penz), que no disco conta com a participação especialíssima do Danilo Caymmi. A cantora vem acompanhada pelos músicos André Siqueira (violão) e Marcelo Cebukin (flauta, clarinete e guitarra).

Baixe grátis e escute em primeira mão: https://itunes.apple.com/br/album/mercado-single/id720872114



SERVIÇO:

Show de Vanessa Longoni (voz)

Com: André Siqueira (violão) e Marcelo Cebukin (flauta, clarinete e guitarra)

Vizta – Av. Delfim Moreira, 630- 2ºAndar – Leblon - Hotel Marina Palace

Horário: a partir de 21h

Preço: R$40,00 (couvert artístico); lista amiga: R$30,00

Reservas: (21) 2172-1089 garantidas até às 21h15

Capacidade: 80 lugares

Censura: 18 anos.


Festival Vós - Experiências Culturais Sustentáveis

Na próxima semana, dia 21/10, tem início em Santa Maria o Festival Vós - Experiências Culturais Sustentáveis, que ocupa diversos espaços com programação completamente gratuita oferecendo oficinas nas áreas de artes, técnicas e de gestão e ainda uma mostra cultural.



Para as oficinas as inscrições podem ser feitas previa e gratuitamente através do site: http://vos.org.br/oficinas-e-debates/


Confira a programação:

- Oficina de Elaboração de Projetos para Editais Públicos. Dias: 21 e 22/10. Horário: 18h às 20h. Local: SUCV - 1º andar.

- Oficina de Roadie. Dias: 21, 22 e 23/10. Horário: 19h às 21h. Local: Macondo Lugar.

- Oficina Studio Ópera. Dias: 21 a 25/10. Horário: 14h às 16h. Local: Campus UFSM - Teatro Caixa Preta.

- Oficina de Criação de CNPJs para artistas e agentes culturais. Dia: 23/10. Horário: 18h às 20h. Local: SUCV - 1º andar.

- Oficina Cartonerismo e Sustentabilidade. Dia: 24/10. Horário: 14h às 18h. Local: Gare, sala 06.

- Oficina Voz Ativa. Dia: 26/10. Horário: 15h às 18h. Local: Casa Fora do Eixo.

- Oficina Serigrafia. Dia: 27/10/2013. Horário: 14h às 17h. Local: Casa do Cezar - R. João Lino Preto - Tancredo Neves.

- Oficina de Elaboração de Projetos ao Fundo de Apoio à Cultura/RS. Dia: 28/10. Horário: 14h às 17h. Local: SUCV - Auditório.

- Oficina Experiências em Home Studio. Dia: 28/10. Horário: 18h às 20h. Local: Macondo Lugar.

- Oficina Corpo singular, olhar coletivo. Dia: 28 e 29/10. Horário: 14h às 17h. Local: Campus UFSM/ Espaço Multiuso.


Mostra Cultural

Shows: Nova Beat (Santa Maria) + Voz Ativa (Pelotas) + Guantánamo Groove (Santa Maria) Projeto CCOMA (Caxias do Sul)

Performance Cênica: Butoh c/ bailarina Élle Bernardini

Discotecagem Reggae | Ska | Dub com Dj Jackass

Data: 27/10 Horário: 16h

Local: Largo da Gare. (final da Av. Rio Branco)


Além da programação aberta ao público em geral, há também o Vós na Escola - ação através da qual são realizadas atividades transversais que unem cultura e educação em oficinas realizadas com alunos e professores. O objetivo é complementar e ampliar o espaço-tempo de aprendizado e as oportunidades de formação continuada dos educadores. Para isso serão realizadas as seguintes oficinas:

- Leitura. Dia: 22/10/2013. Horário: 09h às 12h. Local: E. E. João Link Sobrinho - Itararé.

- Rima. Dias: 29 e 30/10. Horário: 14h às 18h. Local: E. E. João Link Sobrinho - Itararé.

- Técnica Vocal para Educadores. Dia: 23/10.Horário: 09h às 12h. Local: E. E. João Link Sobrinho - Itararé.


O Vós é integrado a UniCult - Universidade das Culturas, rede que reúne iniciativas que atuam com metodologias que priorizam a experiência prática como método de livre formação e que pautam o reconhecimento dos saberes e fazeres populares. Ainda no campo da formação, o projeto oportuniza vivências para interessados em ter contato inicial com produção e comunicação na área cultural.


A iniciativa é da Casa Fora do Eixo Santa Maria e conta com recursos de financiamento por meio da Lei de Incentivo a Cultura de Santa Maria. O projeto integra também a Rede Brasil de Festivais Independentes, que conecta plataforma de circulação e difusão artística e de conhecimento por todo o país.


SERVIÇO:

O quê: Festival Vós - Experiências Culturais Sustentáveis

Quando: 21 a 30 de outubro

Quanto: Gratuito

Classificação: Livre

Informações: www.vos.org.br


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ex-Iron Maiden confirma show em Santo Ângelo


Ingressos começam a ser vendidos na próxima semana


A região das Missões finalmente irá receber um show internacional de peso. O lendário vocalista Blaze Bayley, ex-Iron Maiden, vai se apresentar em Santo Ângelo no dia 22 de dezembro.


O show, em formato acústico, terá apresentação única no estado do Rio Grande do Sul e será realizada na UP Entertainment.

A Black Warts, uma das principais bandas gaúchas de heavy metal fará a abertura do show, bem como o lançamento do seu CD neste dia.

O show, que entrará para a história da região missioneira, faz parte da turnê mundial "Russian Holiday Acoustic Tour". O guitarrista clássico Thomas Zwijsen, famoso por interpretar as músicas do Iron Maiden no violão erudito, e a violinista Anne Bakker acompanharão o vocalista nas apresentações.

Os shows começaram na Europa e tiveram grande sucesso, arrancando elogios do público e dos maiores meios de comunicação.

Blaze Bayley promete surpresas e uma grande celebração com seus fãs brasileiros.

Serviço:

BLAZE BAYLEY – Russian Holiday Acoustic World Tour
Dia 22 de dezembro de 2013
Cidade: Santo Ângelo / RS
Local: Up Entertainment
Endereço: Rua Florêncio de Abreu, 1775.
Censura: 16 anos
Abertura dos portões: 20 horas


Ingressos limitados!

1° lote: R$ 30,00
Início das vendas: 22 de outubro


Banda de abertura: Black Warts

Pontos de venda:
Arena Grill (Santo Ângelo)
Lojas da OI (Ijuí, Santa Rosa e Giruá)
Kasarão Beer (Cerro Largo)



Conferência Estadual de Cultura

Santa Rosa presente na III Conferência Estadual de Cultura


Luciane Miranda e Eliane Souto representaram
Santa Rosa


O Conselho Municipal de Políticas Culturais e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo participaram da III Conferência Estadual de Cultura que aconteceu na cidade de Lajeado nos dias 30 de setembro, 01 e 02 de outubro do corrente ano. 

Os delegados representantes do município foram eleitos na III Conferência Municipal de Cultura de Santa Rosa, realizada no mês de abril de 2013, sendo que, o poder público foi representado pela Chefe do Departamento de Cultura, Eliane Leite Souto e a sociedade civil pela atual presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Luciane Miranda. 

Durante a Conferência, foram discutidas e votadas as demandas que farão parte do Plano Estadual de Cultura que norteará as políticas culturais aplicadas pelo estado nos próximos 10 anos, bem como demandas que serão levadas e defendidas na IV Conferência Nacional de Cultura, em Brasília. 

A conselheira Luciane Miranda, foi eleita pela plenária da III Conferência Estadual de Cultura como representante da sociedade civil para representar o COREDE Fronteira Noroeste na IV Conferência Nacional de Cultura. Segundo Luciane Miranda “A participação do município na construção de políticas culturais que serão aplicadas nos próximos anos no estado e país, é de extrema importância para que possamos tanto levar nossas demandas relacionadas ao setor, incluindo-as nos planos que posteriormente serão transformados em lei estadual e federal, quanto para alinhar as políticas culturais aplicadas no município e região às aplicadas no restante do país."


sábado, 12 de outubro de 2013

Neste dia das crianças, não seja sexista.

por Ana Cláudia Bessa*



Há mais de 1 ano atrás eu fiz uma enquete num antigo blog pessoal:

Pergunta para mãe/pai de meninOs: Você deu ou daria brinquedos como bonecas, vassouras e panelinas para seus meninos?

Apenas 66 pessoas responderam e o resultado foi que 47% daria sem problemas. O restante não daria por diversos motivos, mas não daria.

Por que eu fiz esta pergunta? Porque meu filho me pediu uma boneca. Sua justificativa era que seus bonecos (homens) estavam precisando da companhia de meninas. Diante desse argumento -e eu sempre procuro ceder diante de bons argumentos-, foi impossível não dar à ele sua desejada boneca ( ele ganhou duas : uma Susi –Barbie NOT- e uma Jessie (Toy Story). Afinal, nada mais saudável do que cultivar relacionamentos entre homens e mulheres de maneira igualitária através das brincadeiras. Pelo menos, é isso que prego e acredito.

Mas talvez isso também não seja algo tão surpreendente se avaliarmos que eu dou brinquedos femininos para meus dois meninos. Não me prendo a cor ou ao gênero do brinquedo. Sendo assim, na nossa casa, não é surpresa alguma encontrar meus filhos brincando com panelinhas cor-de-rosa.

Além dessa questão, outra coisa me faz ver tudo isso com muita naturalidade e acredito plenamente que também a meu filhos: o pai deles, é um homem que faz tudo dentro de casa e usa camisa rosa: cuida dos filhos, cozinha, varre… ele não faz a menor distinção sobre o que é considerado tarefa feminina ou masculina.

Se essas brincadeiras são uma forma das crianças entenderem a sociedade e sua realidade, acredito que estamos criando meninos para serem ótimos companheiros e pais. Espero que minhas noras valorizem e nos tratem muito bem…rs….


Contudo, é triste ver que quando vamos a uma loja de brinquedos, os fogões, vassouras e eletrodomésticos de brinquedos são todos rosa ou lilases. Por que aceitamos na vida adulta que homens sejam CHEFS de cozinha, mas na infância, as panelas e tarefas domésticas cabem sempre às meninas?

Na década de 70, as bonecas vinham com nomes que valorizavam a mulher submissa (afinal “Amélia é que era mulher de verdade”) e santificavam a imagem da mãe. Aos meninos cabem os carros (como se mulher não gostasse de dirigir), as armas e junto com elas, a violência masculina banalizada desde a infância. E talvez isso explique muita coisa no comportamento violento de muitos homens jovens e adultos.
Aos meninos cabe também toda a gama de cores (exceto o rosa). Enquanto as meninas, ficam presas num mundo monocromático de princesas cor-de-rosa e tarefas consideradas menores. Ou ainda num mundo de consumo excessivo que cabe à Barbie oferecer em profusão com um apelo de uma beleza plástica irreal, levando nossa sociedade a uma busca insana pela beleza perfeita e inexistente que gera doenças como bulimia, anorexia e depressão.

Fico pensando no que será desse mundo de princesas quando elas crescerem e virem que os homens não são príncipes encantados, E também aos homens que cresceram acreditam em princesas que não existem. Será também que esta visão equivocada da realidade entre homens e mulheres, incentivada na infância, não é um fator determinante para essa total falta de sintonia entre os sexos gerando essa enorme dificuldade que nossa sociedade apresenta em se relacionar afetivamente?

No dia das crianças já fiquei longe dos meus filhos, num evento voltado para a discussão do incentivo ao consumo na infância. Quando recebi o convite, não pude deixar de aceitar porque estaria longe dos meus filhos no dia das crianças. Essa data é uma data comercial que ficou famosa nos anos 60 quando divulgada por uma indústria de brinquedos. A fábrica acertou na estratégia e hoje o dia das crianças é uma data exclusivamente comercial e aceita por todos como um dia de ganhar presentes. Eu fiquei longe dos meus filhos neste dia, ele receberam brinquedos simples e não comemoramos nada. E no que pudermos oferecer a eles, vamos mostrar que o mundo é um lugar de homens e mulheres que partilham todas as suas tarefas de forma igualitária, com respeito e companheirismo, sempre. E gostaria que o dia das crianças fosse um dia de brincar de qualquer coisa. Mas não um dia de mostrar que só é feliz quem ganha presentes mirabolantes (e sexistas). Parece piegas dizer mas mais importante do que ser feliz por causa de um brinquedo, é ser feliz sem ele. É aprender que a felicidade não depende de uma fator externo.

Logo chegará o Natal. Hora também de mostrar que a felicidade deve estar dentro de nós para que possamos enfrentar com serenidade as dificuldades e limitações que a vida nos apresentará. Isso sem remédios como a ritalina e rivotril.

Dê mais presença, mais afeto. Não deixe o presente material ser o centro das atenções. O que nos faz humanos, é o afeto.

Fonte: Trezentos


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O discurso de Ruffato na abertura da Feira de Frankfurt

Leia a íntegra do discurso do escritor Luiz Ruffato na abertura da Feira do Livro de Frankfurt:
Em discurso na abertura da Feira do Livro de Frankfurt, escritor fez
críticas às desigualdades sociais do país e falou sobre o poder
transformador da literatura.

"O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso. Não há como renunciar ao fato de habitar os limiares do século 21, de escrever em português, de viver em um território chamado Brasil. Fala-se em globalização, mas as fronteiras caíram para as mercadorias, não para o trânsito das pessoas. Proclamar nossa singularidade é uma forma de resistir à tentativa autoritária de aplainar as diferenças.

O maior dilema do ser humano em todos os tempos tem sido exatamente esse, o de lidar com a dicotomia eu-outro. Porque, embora a afirmação de nossa subjetividade se verifique através do reconhecimento do outro --é a alteridade que nos confere o sentido de existir--, o outro é também aquele que pode nos aniquilar... E se a Humanidade se edifica neste movimento pendular entre agregação e dispersão, a história do Brasil vem sendo alicerçada quase que exclusivamente na negação explícita do outro, por meio da violência e da indiferença.

Nascemos sob a égide do genocídio. Dos quatro milhões de índios que existiam em 1500, restam hoje cerca de 900 mil, parte deles vivendo em condições miseráveis em assentamentos de beira de estrada ou até mesmo em favelas nas grandes cidades. Avoca-se sempre, como signo da tolerância nacional, a chamada democracia racial brasileira, mito corrente de que não teria havido dizimação, mas assimilação dos autóctones. Esse eufemismo, no entanto, serve apenas para acobertar um fato indiscutível: se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas - ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos.

Até meados do século 19, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados e levados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos. Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, jornalistas, artistas plásticos, cineastas, escritores.

Invisível, acuada por baixos salários e destituída das prerrogativas primárias da cidadania --moradia, transporte, lazer, educação e saúde de qualidade--, a maior parte dos brasileiros sempre foi peça descartável na engrenagem que movimenta a economia: 75% de toda a riqueza encontra-se nas mãos de 10% da população branca e apenas 46 mil pessoas possuem metade das terras do país. Historicamente habituados a termos apenas deveres, nunca direitos, sucumbimos numa estranha sensação de não pertencimento: no Brasil, o que é de todos não é de ninguém...

Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios --o semelhante torna-se o inimigo.

A taxa de homicídios no Brasil chega a 20 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que equivale a 37 mil pessoas mortas por ano, número três vezes maior que a média mundial. E quem mais está exposto à violência não são os ricos que se enclausuram atrás dos muros altos de condomínios fechados, protegidos por cercas elétricas, segurança privada e vigilância eletrônica, mas os pobres confinados em favelas e bairros de periferia, à mercê de narcotraficantes e policiais corruptos.

Machistas, ocupamos o vergonhoso sétimo lugar entre os países com maior número de vítimas de violência doméstica, com um saldo, na última década, de 45 mil mulheres assassinadas. Covardes, em 2012 acumulamos mais de 120 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes. E é sabido que, tanto em relação às mulheres quanto às crianças e adolescentes, esses números são sempre subestimados.

Hipócritas, os casos de intolerância em relação à orientação sexual revelam, exemplarmente, a nossa natureza. O local onde se realiza a mais importante parada gay do mundo, que chega a reunir mais de três milhões de participantes, a Avenida Paulista, em São Paulo, é o mesmo que concentra o maior número de ataques homofóbicos da cidade.

E aqui tocamos num ponto nevrálgico: não é coincidência que a população carcerária brasileira, cerca de 550 mil pessoas, seja formada primordialmente por jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa instrução.

O sistema de ensino vem sendo ao longo da história um dos mecanismos mais eficazes de manutenção do abismo entre ricos e pobres. Ocupamos os últimos lugares no ranking que avalia o desempenho escolar no mundo: cerca de 9% da população permanece analfabeta e 20% são classificados como analfabetos funcionais --ou seja, um em cada três brasileiros adultos não tem capacidade de ler e interpretar os textos mais simples.

A perpetuação da ignorância como instrumento de dominação, marca registrada da elite que permaneceu no poder até muito recentemente, pode ser mensurada. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente em torno de 2,2 bilhões de dólares, sendo que 35% deste total representam compras pelo governo federal, destinadas a alimentar bibliotecas públicas e escolares. No entanto, continuamos lendo pouco, em média menos de quatro títulos por ano, e no país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes, ainda assim concentradas nas capitais e grandes cidades do interior.

Mas, temos avançado.

A maior vitória da minha geração foi o restabelecimento da democracia - são 28 anos ininterruptos, pouco, é verdade, mas trata-se do período mais extenso de vigência do estado de direito em toda a história do Brasil. Com a estabilidade política e econômica, vimos acumulando conquistas sociais desde o fim da ditadura militar, sendo a mais significativa, sem dúvida alguma, a expressiva diminuição da miséria: um número impressionante de 42 milhões de pessoas ascenderam socialmente na última década. Inegável, ainda, a importância da implementação de mecanismos de transferência de renda, como as bolsas-família, ou de inclusão, como as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.

Infelizmente, no entanto, apesar de todos os esforços, é imenso o peso do nosso legado de 500 anos de desmandos. Continuamos a ser um país onde moradia, educação, saúde, cultura e lazer não são direitos de todos, mas privilégios de alguns. Em que a faculdade de ir e vir, a qualquer tempo e a qualquer hora, não pode ser exercida, porque faltam condições de segurança pública. Em que mesmo a necessidade de trabalhar, em troca de um salário mínimo equivalente a cerca de 300 dólares mensais, esbarra em dificuldades elementares como a falta de transporte adequado. Em que o respeito ao meio ambiente inexiste. Em que nos acostumamos todos a burlar as leis.

Nós somos um país paradoxal.

Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo --amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão de obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza.

Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos...

Volto, então, à pergunta inicial: o que significa habitar essa região situada na periferia do mundo, escrever em português para leitores quase inexistentes, lutar, enfim, todos os dias, para construir, em meio a adversidades, um sentido para a vida?

Eu acredito, talvez até ingenuamente, no papel transformador da literatura. Filho de uma lavadeira analfabeta e um pipoqueiro semianalfabeto, eu mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. E se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e sendo a sociedade feita de pessoas, então a literatura pode mudar a sociedade. Em nossos tempos, de exacerbado apego ao narcisismo e extremado culto ao individualismo, aquele que nos é estranho, e que por isso deveria nos despertar o fascínio pelo reconhecimento mútuo, mais que nunca tem sido visto como o que nos ameaça. Voltamos as costas ao outro --seja ele o imigrante, o pobre, o negro, o indígena, a mulher, o homossexual-- como tentativa de nos preservar, esquecendo que assim implodimos a nossa própria condição de existir. Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora."



domingo, 6 de outubro de 2013

Cláudio Joner solta a voz

Saiu no SEGUNDO CADERNO, da ZH, neste dia 05/10/13, texto assinado pelo Juarez Fonseca.

Cláudio Joner solta a voz



Às vezes um músico leva tempo para descobrir uma aptidão que julgava não ter. É o caso de Cláudio Joner, que durante anos foi compositor e baixista da banda de rock Estado das Coisas (com a qual gravou quatro discos) e que em 2008 lançou um CD solo mas chamando outro para cantar suas composições. Agora, finalmente, ele resolveu mostrar a voz no álbum Desordem – e acertou em cheio. Não apenas é um dos melhores trabalhos produzidos no RS este ano, como mostra que ele deveria ter cantado sempre, pois suas canções crescem com a própria voz, de timbre semelhante ao de Duca Leindecker. Inserido em uma capa em formato de livro, cada página funcionando como obra de arte (na frente uma escultura de Elida Tessler), Desordem também amplia os horizontes de Joner ao estabelecer parcerias e fazer do pop-rock apenas parte do processo criativo.

Lápis, que abre o disco, é um pop-folk de clima meio beatle, com letra do conhecido psicanalista Edson Luiz de Souza. Em seguida vem uma valsa pop moldada por acordeom e uma letra de outro parceiro, Larry Wizniewsky: "O céu que nos protege, não é céu. É um oco, um beco escuro, é um breu. Herança de alguém que nem nasceu. A vida pelo avesso que num sonho se perdeu". As letras seguem mais ou menos nesse teor, envolvidas por melodias de efeito instantâneo, como na bossa-jazz Mesmo, nos sambas Adeus às Instruções e Atravessei o Meu Samba, no rock explícito O Corte. Os arranjos são exatos para sublinhar o resultado vigoroso do trabalho que conta com músicos à altura, entre eles Marcelo Perez (teclados, sax, flauta), Léo Chitolina (violão, guitarra), Sandro Cartier (bateria), Bruno Esperon (violino) e Adriano Justen (acordeão). Joner é também psicólogo e coordenador do Musicanto na cidade de Santa Rosa.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Jogos rurais Sol a Sol será neste final de semana em Cerro Largo



Lazer e recreação devem marcar o próximo domingo, dia 6, quando ocorrerá a fase municipal dos Jogos Rurais Sol a Sol, em Cerro Largo, nas Missões. Mais de mil pessoas são aguardadas no evento, que será realizado na Comunidade da Vila Atolosa.

Estão inscritos no evento mais de 440 atletas, que participarão de 20 modalidades divididas em 59 categorias. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar Breno Ely destaca que neste ano, pela primeira vez, atletas poderão participar da modalidade de câmbio, sendo que mais de 60 atletas da Terceira Idade estão inscritos para essas provas.

Além disso, em comemoração à Semana Interamericana da Água, atividades específicas em relação à temática serão realizadas, com coordenação da Corsan e do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal Fronteira Sul, de Cerro Largo. Na oportunidade, universitários irão simular e explicar a importância da captação e aproveitamento da água das chuvas.

Os Jogos Rurais Sol a Sol de Cerro Largo são promovidos pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura e Comunidade da Vila Atolosa. O evento conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do comércio e indústria local.



Hidrelétricas em debate

Conselhão debate construção 
do Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi
em Santa Rosa

Evento reuniu população, entidades, governo e Eletrobrás,
responsável pela obra.

Mais de 500 pessoas participaram do Diálogos Cdes/RS, em Santa Rosa, sobre a construção do Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi, realizado na manhã desta sexta-feira (04). O deputado Jeferson Fernandes (PT), participou deste importante debate para a população do Noroeste do Estado. “Pela primeira vez todas as partes envolvidas estão na mesma sala discutindo sobre as barragens. Quero parabenizar o Governo do Estado, que através do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul, o Cdes-RS, está coordenando esses diálogos”, destacou Jeferson.

O empreendimento envolve os governos do Brasil e da Argentina. Segundo a Eletrobrás, o Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi tem previsão de gerar 2,2 mil MW, energia que será igualmente dividida entre os dois países. O projeto terá um custo estimado de US$ 5,2 bilhões. A previsão é alagar áreas em 19 municípios nas regiões Fronteira Noroeste e Missões e atingir mais de 10 mil pessoas.

O Governo gaúcho formou um grupo de trabalho para dialogar com a comunidade, buscar minimizar impactos ambientais e potencializar os benefícios econômicos e sociais das atividades relacionadas à construção. O grupo de trabalho formado por integrantes de 17 órgãos do Executivo foi criado a pedido do governador Tarso Genro pelo Decreto nº 50.017, de 9 de janeiro de 2013.

"O objetivo do Governo Estadual é ouvir as demandas das comunidades da região que será abrangida pelo complexo", informou o secretário-executivo do Cdes-RS, Marcelo Danéris, que coordenou a atividade.


Caravana da Cidadania e Direitos Humanos em Santa Rosa

Santa Rosa recebe Caravana da Cidadania e Direitos Humanos

Na quinta-feira (10), o município de Santa Rosa receberá a Caravana da Cidadania e Direitos Humanos, que realizará debates e prestação de serviços. A atividade integra a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Jeferson Fernandes (PT), e será realizada no Auditório do Campus II - FEMA, a partir das 18h30.

No local, haverá debate com a população e agentes que trabalham o tema no município. Dentre os pontos a serem discutidos está a articulação da Rede Municipal de Direitos Humanos, com enfoque na violência doméstica (mulheres, crianças e adolescentes, entre outros), verificar o que já existe e propor políticas públicas.

A Caravana é promovida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, com apoio da Frente Parlamentar de Combate à Violência contra a Mulher da Câmara Municipal de Vereadores de Santa Rosa, coordenada pelo vereador Dado Silva (PT).


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Outubro Rosa em Três de Maio

PREFEITURA MUNICIPAL É ILUMINADA DE ROSA
Ação integra atividades do Outubro Rosa


O Outubro Rosa é um movimento mundial de conscientização sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama, no qual são realizadas ações de iluminação de prédios e monumentos na cor rosa. A nível nacional, a campanha Outubro Rosa do Instituto da Mama (IMAMA) deste ano, tem como tema "#OTempoCorreContra”.

Em Três de Maio, desde 2011 ocorre na primeira semana de outubro a "Semana Municipal de Incentivo à Saúde Mamária", criada através da Lei 11/2011, de autoria do ex-vereador Gilson Grando. A Lei institui a realização de atividades voltadas á saúde da mama no mês de Outubro. Como primeira atividade da Semana e da programação do Outubro Rosa, a Prefeitura Municipal foi iluminada na cor rosa.

Conforme a supervisora regional do IMAMA de Três de Maio, Elizabeth Caraffa, o câncer de mama mata 35 mulheres por dia no Brasil. “Não podemos evitar as altas taxas de incidência da doença, mas é possível prevenir as mortes, pois se diagnosticado precocemente, o câncer de mama possuí 95% de chances de cura”, destaca.

Para auxiliar o atendimento à população com câncer de mama, foi criada a Lei 12.732, que vigora desde maio deste ano, e estipula que após o diagnóstico a Rede SUS possui 60 dias para iniciar o tratamento do câncer. O tratamento só será considerado iniciado com a realização de terapia cirúrgica ou o início de radioterapia ou de quimioterapia.

Acompanhe a programação deste mês da Unidade Regional do IMAMA de Três de Maio:

04/10 - IMAMA NA ESCOLA – Dom Hermeto
04/10 - Visita Comitiva de Crissiumal à Unidade Regional do IMAMA de Três de Maio
05/10 - Pink Stop do IMAMA (Panfletagem na rótula central)
05/10 - Missa Paróquia Nossa Senhora da Conceição
06/10 - Culto Igreja Luterana São Pedro
06/10 - Culto Igreja Evangélica
06/10 - Assembleia de Deus
06/10 - Culto Igreja próximo ao Mercado Rex
07/10 - IMAMA NA ESCOLA – Francisco Sales Guimarães
07/10 - IMAMA NA ESCOLA – Pacelli
08/10 - IMAMA NA ESCOLA – São Francisco
09/10 - Palestra Saúde da Mama no município de Ajuricaba
10/10 - Participação na “Caminhada pela Vida” no município de Horizontina
11/10 - Palestra Saúde da Mama na EMEF Germano Dockhorn
14/10 - Palestra Saúde da Mama - IMAMA NA ESCOLA
16/10 - Palestra Saúde da Mama no município de Crissiumal
17/10 - Palestra Saúde da Mama no município de Horizontina ESF Bela União
19/10 - Palestra Saúde da Mama no município de Entre Ijuís
22/10 - Palestra Saúde da Mama no município de São José do Inhacorá
23/10 - Caminhada e Palestra Saúde da Mama em Tenente Portela
25/10 - Palestra Saúde da Mama – Reencontristas em Três de Maio
28/10 - Encerramento do Projeto “IMAMA na Escola” no auditório do Colégio L’hermitage Dom Hermeto
29/10 - Palestra Saúde da Mama no município de Sede Nova
30/10 - Chá Rosa

Foto: Ramone Pacheco


MUSICANTO EM NOVA DATA




A edição do Musicanto que marca os 30 anos do festival terá uma nova data. A decisão foi tomada em conjunto com o Prefeito Alcides Vicini, o Secretário de Cultura e Turismo Anderson Farias, o Diretor de Cultura Carlos Lozekan, o Presidente do Musicanto Cláudio Joner e o presidente da Oscip Musicanto, Douglas Calixto. Com a decisão, o festival passa para os dias 13, 14 e 15 de novembro de 2014.

A razão pela mudança da data está ligada a uma nova proposta de organização dos eventos no município sugerida pelo Prefeito Vicini. Santa Rosa tem enfrentado dificuldades em organizar anualmente eventos como Fenasoja, Musicanto, Hortigranjeiros, Indumóveis e Expocruzeiro, sendo que o Hortigranjeiros já está em tratativa de que a próxima edição será em 2015. A proposta do prefeito Vicini é que haja um intervalo de dois anos para cada edição destes eventos. Nessa proposta, o Musicanto ficaria no ano da Fenasoja, tendo em vista que a Feira é realizada tradicionalmente em abril e o Musicanto próximo do fim do ano, ficando assim um evento em cada semestre. Também foi levada em consideração a necessidade de mais tempo para a busca de recursos financeiros oriundos da captação de leis de incentivo, como Lic e Rouanet. Já que o Musicanto não dispõe de recursos no orçamento da prefeitura.

A intenção do presidente do Musicanto, Claudio Joner, é de não desmobilizar o movimento que surgiu em torno do festival e realizar nas datas previstas inicialmente, 14, 15 e 16 de novembro de 2013, o Lançamento do Musicanto 2014, permanecendo o “ Musicanto Vai a Escola “, os shows dos “Costeiros”, e dos “Quarteadores”, e o show “As crias do Musicanto “ e um show “Memorial dos festivais“ - segunda edição, que a Petrobrás disponibilizou e que aborda ainda um debate sobre os festivais no Brasil, tendo como mediador, o crítico musical Juarez Fonseca.

Esta mudança reforça a preocupação dos organizadores e do poder publico de Santa Rosa em realizar um Musicanto sólido, bem estruturado e que possa dar uma boa resposta, tanto artística quanto financeira. Organizando um evento viável e responsável para que o nosso festival volte com força total e retome o seu lugar de merecimento.


ANDERSON FARIAS

SECRETÁRIO DE CULTURA E TURISMO


Horizontina reivindica asfaltamento do contorno viário

Comissão esteve no DAER para encaminhar demanda da comunidade


A comitiva de Horizontina acompanhada do secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, na última terça-feira, 1º de outubro, estiveram em audiência com o presidente do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Carlos Eduardo Vieira. O Prefeito Nildo Hickmann, juntamente com o Secretário de Agricultura, Darci Napivoski e o Secretário de Planejamento, Jonas Silva foram tratar da construção do contorno viário de Horizontina e a conclusão da ERS 305, que liga a região ao centro do país, diminuindo o trajeto em cerca de 170 km.
Conforme o prefeito de Horizontina, Nildo Hickmann a construção do contorno viário visa desviar o fluxo de caminhões do centro da cidade, evitando danos aos produtos industrializados no município, contribuindo ainda para o escoamento da produção agrícola da região e possibilitando o crescimento dos produtores.

Conforme o presidente do Daer, a obra requerida faz parte dos cerca de 200 convênios assinados no final do governo passado para os quais não havia previsão de recursos. “A possível solução é que, após análise dos projetos, sejam analisados as propostas venham a ser incluídas no plano de investimentos do governo”, afirmou Vieira.
Neste ano seis empreendimentos se instalaram no município consolidando assim a sua vocação industrial. Dentre os empreendimentos estão uma transportadora, uma indústria no ramo de rotomoldados, uma de estamparia, um frigorífico de peixes, uma cerâmica e uma indústria de queijos.

Foto: Vilmar da Rosa


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Confira as atrações culturais do 30º Hortigranjeiros




Os shows e atrações culturais do 30º Encontro Estadual de Hortigranjeiros terão entrada liberada para os mais de 100 mil visitantes aguardados. A feira ocorre entre os dias 2 e 6 de outubro, no Parque Municipal de Exposições de Santa Rosa. 

No primeiro dia do evento, o Centro de Atenção Psicossocial Novo Rumo irá apresentar uma peça de teatro a partir das 14h30. Na sequência apresentam-se o Grupo de Dança Arte em Movimento, da Escola Nossa Senhora da Glória, e a dupla de músicos gaúchos Maicon e Rodrigo.

Na quinta-feira (03/10), o cantor gospel Douglas Martins dá início às apresentações na Praça da Alimentação, a partir das 19h30. Na sequência a Banda Alfa, a dupla Guilherme e Mateus e Grupo Casa Favorita fazem seus shows.

Já na sexta-feira (04/10), a partir das 14h30, as apresentações ficarão a cargo da AABB Comunidade, seguida do hip hop da dupla Caio e Pablo. A partir das 19h30, um repertório de músicas gauchescas será apresentado por Lucas Henrique Friderich. Finaliza as apresentações do terceiro dia do evento, a banda de rock Peixes Voadores.

O final de semana também será marcado por atrações culturais. No sábado (05/10), a programação cultural terá inicio às 8h30, a cargo da Banda Municipal de Santa Rosa, que antecede a abertura oficial do 30º Encontro Estadual de Hortigranjeiros. À tarde, será a vez da apresentação artística da Escola Liminha.

Na sequência, será realizada a Mostra Regional Itinerante de Danças Folclóricas, com o Grupo Heimatland. O grupo de Cerro Largo, composto por mais de 60 integrantes, é dividido em três categorias. Às 17h30, os visitantes poderão conferir a apresentação teatral do Ministério Comunidade da Graça. Finaliza as apresentações do quarto dia do evento, a Banda Amplified.

No domingo (06/10), último dia da feira, o Ministério Comunidade da Graça realizará a Ação do Abraço Grátis. Na parte da tarde, as apresentações artísticas ficaram sob responsabilidade da Fema e, em seguida, ocorre o show final do evento, com a Banda Suburbanos.

O 30º Encontro Estadual de Hortigranjeiros é uma promoção da Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Santa Rosa e Associação dos Produtores de Hortigranjeiros de Santa Rosa (APRHOROSA).


terça-feira, 1 de outubro de 2013

SETREM lança campanha vestibular Primavera 2014

Inscrição realizada até o dia 18 de novembro tem 20% de desconto e a prova será aplicada no dia 30 de novembro, no campus da Instituição


A estação que marca um período de mudanças é o tema escolhido para ilustrar a campanha do vestibular 2014 da Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM). O uso da temática "Primavera 2014, uma explosão de conhecimento" tem ligação com o período de evolução para o novo, para o diferente. A estação das flores oferece um clima de boas expectativas, trazendo bela aparência às paisagens que manifestam-se aos nossos olhos com mais abundância. A Primavera tem ares de começos e recomeços. É como se dentro de nós, algo começa a dizer: "A partir de agora tudo vai ser diferente"; "tudo vai dar certo"; "tudo vai mudar pra melhor".

A estação escolhida para simbolizar a campanha do vestibular é cheia de significados, pois marca tempos de luta de povos que queriam ser agentes da transformação de suas próprias vidas, como aconteceu na Primavera Árabe, em que a população se mobilizou por liberdade, dignidade e desejo de mudança. "Queremos que cada estudante inicie na SETREM a Primavera de sua vida. Esse é o espírito que buscamos incentivar em cada um dos estudantes que optar por fazer sua graduação na SETREM", observa Sandro Ergang, vice-diretor do Ensino Superior.

A campanha do processo seletivo para ingresso na Faculdade Três de Maio - SETREM em 2014 pretende despertar o desejo de mudar, de evoluir, de dar um grande passo, de colocar na vida dos estudantes uma explosão de conhecimento. Neste ano, o processo seletivo será realizado no dia 30 de novembro no Campus da Instituição. As inscrições para o exame encerram no dia 28 de novembro, podendo ser realizadas pelo site da SETREM ou na tesouraria do Campus. O valor das inscrições é de R$ 50, sendo que até o dia 18 de novembro será concedido 20% de desconto.

A Instituição oferece nove cursos superiores: Administração, Agronomia, Design deModa, Enfermagem, Engenharia de Produção, Pedagogia, Psicologia, Redes de Computadores e Sistemas de Informação. 

Mais informações e inscrições em www.setrem.com.br/vestibular


Reciclagem do lixo é tema de espetáculo infantil em Três de Maio

Evento tem o apoio da BRF e Tetra Pak




O Projeto Palco da Reciclagem, evento itinerante que promove a exibição gratuita de uma peça de teatro infantil, chega à cidade de Três de Maio. De 02 a 05 de outubro a ação levará cultura, lazer e educação ambiental por meio de apresentações musicais que tratam da coleta seletiva, reciclagem e preservação ambiental.

O projeto contará com quatro sessões diárias, promovidas pela Tetra Pak, com o apoio local da BRF. Cada sessão será realizada para até 150 pessoas no Ginásio Municipal de Esportes Ceslau Sawitzki, no Bairro São Francisco.

Durante a semana, os alunos de 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública municipal terão prioridade no agendamento das sessões e no sábado a entrada será livre. Está prevista a participação de 17 escolas, incluindo APAE e EMEF Germano Dockhorn e escolas de zonas mais afastadas do centro.

Durante as sessões as crianças terão a oportunidade de subir ao palco e interagir com o espetáculo, conhecer como funciona uma cooperativa de catadores de material reciclável e ajudar os atores na separação desses materiais.

De acordo com Luciana Lanzoni, diretora-executiva do Instituto BRF, a empresa incentiva o desenvolvimento das cidades onde está presente e quer cada vez mais promover iniciativas positivas que alavanquem o protagonismo de cada um. “A BRF acredita em parcerias intersetoriais para a promoção do desenvolvimento local e está feliz de poder contribuir com essa iniciativa da Tetra Pak, que promove a conscientização sobre um tema tão pertinente para o nosso país como é a gestão adequada dos resíduos.”, afirma Luciana.

Segundo Fernando von Zuben, Diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak, além de promover o entretenimento, o projeto tem como objetivo divulgar os benefícios da reciclagem e da coleta seletiva. “A Tetra Pak acredita que a combinação da cultura com a informação é uma maneira eficaz de comunicar a importância da preservação ambiental, contribuindo para o desenvolvimento sustentável”, afirma.

Serviço – Projeto Palco da Reciclagem em Três de Maio

Local: Ginásio Municipal de Esportes Ceslau Sawitzki, no Bairro São Francisco.

Datas e horários:

02 de outubro – 18h – Sessão para autoridades, imprensa e convidados.


03 e 04 de outubro – 08h - 09h30 - 14h - 15h30.

05 de outubro – 11h – Sessão aberta ao público.